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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Masseria Palombara e seu Belo Primitivo.

Muito se fala da uva italiana Primitivo, principalmente quando a discussão é se é ou não é a mesma uva que a norte-americana Zinfandel - que eu prefiro afirmar que tratam-se da mesma uva.
Geralmente escutamos a descrição da Primitivo , principalmente produzidos na Puglia, região italiana localizada no "calcanhar da bota", no sul deste país, com forte influência do Mar Adriático como vinhos extremamente encorpados, "escuros" e de grande concentração. Mas os últimos que ando descutando não condiz com esta descrição.
Tanto a uva Primitivo como a uva Tannat - uva francesa de grande produção no Uruguai - que tem a fama de ser vinhos extremamente concentrados, tem mostrado uma nova versão nos últimos tempos, de vinhos mais elegantes, de vinhos mais "domados"...
Recentemente tive a oportunidade de degustar o Masseria Palombara Primitivo Salento 2008, que mostra esta nova versão desta uva - cor púrpura brilhante com reflexos violáceos, este vinho apresenta aromas florais, mousse de framboesa, leve terroso e um final codimentado bem interessante. Na boca bela acidez que deixa o vinho fresco, com taninos bem marcantes e bem trabalhados. Muito macio para ser um Primitivo da Puglia.
Um ótimo exemplar da nova versão destes vinhos da costa sulda Itália. Me agradou muito!





O Masseria Palombara Primitivo Salento I.G.T 2008 é comercializado em Belo Horizonte pela Fine Food.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Châteauneuf-du-Pape - uma Lenda Viva.

Poderia dizer de forma simplória que Châteauneuf-du-Pape é a AOC (apelação de origem controlada) mais cohecida da parte sul do vale do Ródano (Rhone), nas imediações da localidade de Châteauneuf-du-Pape no Ródano meridional, no sudeste de França. Suas vinhas são localizadas em torno de Châteauneuf-du-Pape e das localidades vizinhas de Bédarrides, Courthézon e Sorgues, entre Avinhão e Orange, e cobrem pouco mais de 3.200 hectares. Mas tudo isto é muito técnico e muito simplório para um vinho tão carregado de histórias como este.
A lenda do Châteauneuf-du-Pape - que no bom português significa Castelo do Novo Papa - começa quando o papa João XXII contrói um castelo na região e começa a produzir seu próprio vinho. Para resumir um pouquinho a história, anos mais tardes, quando o papa já era outro - Bonifácio III - que dava seqüência na produção de bons vinhos na região, teve a infeliz idéia de excomungar Filipe IV, o Belo, rei da França - muito conhecido pela sua extrema vaidade e pela vida mundana que levava. Filipe IV, em contrapartida, destronou Bonifácio VIII e o substituiu por Bertrand de Goth, arcebispo de Bordeaux, o qual adotou o nome de Clemente V e transferiu, em 1309, a sede do papado para Avignon, no sul da França, onde se manteve por quase 70 anos. Depois disto,estes grandes vinhos do Rhone caíram no esquecimento, sendo lembrados apenas como o rústico vinho do papa...
Lendas a parte, Châteauneuf-du-Pape já é carregado de histórias e curiosidades. A começar que para produção deste vinho é permitida treze variedades de uvas e a mistura está dominada normalmente pela Grenache. As outras uvas tintas são Cinsault, Counoise, Mourvèdre, Muscardin, Syrah, Terret Noir e Vaccarèse. Entre as uvas brancas incluem-se a Grenache Blanc, Bourboulenc, Clairette, Picardin, Roussanne e Picpoul. Nos últimos anos a tendência tem sido ir incluindo menos, ou até nenhuma, das variedades brancas permitidas, e confiar principalmente (ou exclusivamente) na Grenache, na Mourvèdre e na Syrah.
Recentemente tive a oportunidade de degustar um belíssimo exemplar de Châteauneuf-du Pape, a safra 2006 do produtor Xavier Vignon. Na taça o vinho apresenta na cor ruby límpido e brilhante. Os aromas demostram um mix de licor de cereja, amendoim torrado, cedro, especiarias secas em geral e um toque de casquinha de laranja desidratada. Um verdadeiro luxo! Na boca se apresenta com uma ótima estrutuda, mas sem perder a elegância, tudo realmente bem harmônico. Cereja, ervas secas e especiarias se apresentam a todo tempo. Tudo um isto com um agradável final que remete a um defumado bem marcante... Um vinho que surpreende, e que vai evoluir muito bem nas próximas décadas.


Châteauneuf-du Pape Xavier é importado exclusivamente pela Cantu e comercializada em Belo Horizonte pela Fine Food.

Pesquisa sobre Châteauneuf-du-Pape foi realizada na Wikipédia - enciclopédia livre.

sábado, 4 de setembro de 2010

VISITA DE EDOARDO MONTRESOR EM BELO HORIZONTE

Belo Horizonte recebeu na última semana, a célebre visita de Edoardo Montresor, responsável pela Cantine Giacomo Montresor Company, uma das vinícolas mais importantes localizadas na cidade de Verona na região do Vêneto.

Edoardo  faz parte da quarta geração da familha envolvida na produção de vinhos finos, que foi fundada na Itália na segunda metade do século XIX. Porém a familha já trabalhava com produção de vinhos desde o século XVI, mas ainda instalados na França, na região de Louir.

Na ocasião, a Fine Food distribuidora oficial dos vinhos Montresor no estado de Minas Gerais junto com a Importadora Cantu - responsável por trazer estas pedras preciosas para o Brasil, ofereceu um almoço para profissionais na Churrascaria Fogo de Chão, numa degustação pra lá de especial apresentada pelo próprio Edoardo.

Na ocasião foram apresentados os seguintes vinhos:
1. Vidussi Collio Pinot Grigio 2008 - ótima forma de começar uma refeição - um Welcome Drinck perfeito! Frescor exuberante, com aromas florais intenso (principalmente jasmim), evoluindo para um toque delicado de limão. O típico "vinho branco de piscina" - muito agradável para as tardes quentes do verão brasileiro!
2. Captel Della Crosara Valpolicella Ripasso D.O.C 2008 - pra mim a grande surpresa da tarde! Merece grande destaque no quesito preço-qualidade. Um misto de uvas frescas e uvas passificadas, que deixa no vinho um aroma marcante de ameicha desidratada com um toque terroso. Com um tempo na taça evolui muito bem para um mentolado passando por um caramelo até chegar numa madeira tostada bem agradável. Na boca, os taninos são marcantes  com uma leve glicose residual no seu final, que o torna muito interessante! Como disse o próprio Edoardo, um típico vinho do Vêneto - inconfudível!
3. Campo Madonna Del Veneto I.G.T 2007 - um interessante 100% Cabernet Sauvignon produzido no Vêneto. Trata-se de um vinho muito agradável e elegante, com aromas de frutas vermelhas em compota e um leve toque de canela e pimenta do reino. Na minha opnião um pouco atípico para o Vêneto, mas muito agradável!
4. Amarone Della Valpolicella Giacomo Montresor D.O.C 2006 - dispensa apresentações maiores! O próprio vinho se apresenta por si só, como o bom e velho Amarone deve ser! Se demostrou tímido e fechado no início, mas também. por ser de uma safra recente não poderia ser diferente. Mas dando o devido tempo na taça se mostra um vinho muito complexo e riquícimo em aromas, vai do abitual aroma de ameixa e uvas passas, evoluindo para um tabaco, pimenta, e um leve defumado. Não teria como fechar esta tarde tão agradável de melhor forma!

Vida longa ao Edoardo Montresor e toda familha Cantu e Fine Food, que nos proporcionou esta tarde tão agradável!

Mais informações sobre os vinhos e todo portifólio da Fine Food com a Ana Paula Diniz ((31)9907-4727 ou (31)8876-0694).