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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maetierra Dominum e seus Quatro Pagos.

Montesc 2006, Gavanza 2006, QP 2005 e QP Vintage 2005 - os vinhos de Quatro Pagos da vinícola Maetierra Dominium.

Na viticultura espanhola, Pagos é um pequeno terreno com um microclima particular, com características singulares, que a diferencia de outros terrenos ao redor. Sendo assim, começaram a surgir neste país, uma classe reconhecida como Vinos de Pagos - geralmente produzindo vinhos excepcionais, com características únicas daquele microclima específico, e com a tutela do Conselho Regulamentador local, que reconhece os vinhos ali produzido como grandes vinhos!
Maetierra Domium, moderna vinícola espanhola, que sempre inova o mercado vitivinícola mundial com suas propostas descontraídas e atuais (são deles por exemplo, a linha Spanish Withe Guerrilla), resolve fazer sua própria interpretação de Vinos de Pagos, e lança no mercado a sua linha Quatro Pagos - quatro vinhos produzidos com uvas de quatro microclimas distintos dentro da denominação de origem controlada (DOCa) de Rioja.
Maetierra Dominum acaba rompendo por completo a filosofia de terroir único, trabalhando com uvas de quatro terroirs distintos entre eles. São vinhos de alta expressão, todos com uma seleção de uvas muito minuciosa, de videiras antigas de baixa produção e com utilização de barricas de carvalho frances novas.
Sempre trabalhando com as uvas Tempranillo, Graciano e Garnacha, a vinícola produz os seguintes vinhos:

MONTESC 2006 – equivale ao vinho Jovem na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 13% de álcool - estágio de 4 a 6 meses em barrica.

MONTESC 2006 - um verdadeiro qualidade preço - R$49,00 na Casa do Porto Belo Horizonte.

GAVANZA 2006 - equivalente a um vinho Crianza na legislação espanhola - Tempranillo, Garnacha Tinta e Graciano - 14% de álcool - 14 meses em barrica.

GAVANZA 2006 - uma grata surpresa! Um dos vinhos que mais me surpreendeu neste início de ano - R$70,00 na Casa do Porto Belo Horizonte.

QP 2005 – equivale a um vinho Reserva na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 14% de álcool - de 15 a 18 meses em barrica + 12 meses de garrafa. QP é um vinho de autor de referência – elegante complexo e estruturado.

QP 2005 - um Reserva de ótima relação preço qualidade - R$82,00 na Casa do Porto BH.

QP VINTAGE 2005 - restrita produção de 4.981 garrafas desta safra – equivale a um Gran Reserva na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 14% de álcool - mais de 18 meses em barrica + 12 meses de garrafa. QP Vintage representa a essência da filosofia Quatro Pagos e é o maior expoente desta filosofia de produção. Vinho complexo, elegante e estruturado. Só é elaborado em grandes safras. Trata-se de um vinho de autor exclusivo, de produção muito limitada.

QP Vintage 2005 - R$213,00 na Casa do Porto Bh. Poucos Gran Reservas espanhóis da DOCa Rioja conseguem ser comercializados neste preço no Brasil.

Maetierra Domininum e seus QP’s: definitivamente uma nova filosofia de produção de vinhos – um projeto exclusivo e inovador.

Apresentação da Cantine San Silvestro em Belo Horizonte.

A convite da Casa do Porto, esteve em Belo Horizonte nesta última semana, o sommelier italiano Marcello Celentano, no intúito de apresentar para o público mineiro, a linha dos vinhos piemonteses da Cantine San Silvestro. Além de sommelier (com nível 2 - ASI Milano), Marcello é produtor de vinhos na região do Vêneto e importa e distribui alguns belos vinhos de outras regiões da "Vecchia Bota".
Cantine San Silvestro é destas típicas cantinas piemontesas, que preza pela qualidade de toda gama dos seus vinhos, dos mais simples aos mais complexos. Referência na produção das uvas Barbera e Nebbiolo, mas que também se aventura com experimentos com uvas como a Cabernet Sauvignon.
Na capital mineira, Marcello apresentou quatro vinhos da San Silvestro em três belas degustações: para profissionais do grupo O Dádiva no salão do restaurante O Dádiva, para clientes da loja Casa do Porto na própria loja e para profissionais do vinho de Belo Horizonte também na loja da Casa do Porto.
Foram apresentados os seguintes vinhos:
- BARBERA OTTONE I D.O.C 2010 - um barbera de entrada, sem madeira. Muito fresco e agradável, ideal para início de uma refeição.
- MONFRÀ MONFERRATO D.O.C 2009 - pra mim a grande surpresa. Um corte de Nebbiolo (80%) com Barbera (20%)com estágio de 4 meses em barricas de carvalho. Boa estrutura com ótima acidez. Tem um toque terroso bem pronunciado. Aos poucos vai aparecendo notas de especiarias como cravo da índia e um leve toque de grãos de café.
- SENSAZIONI MONFERRATO ROSSO D.O.C 2009 - um corte atípico para um Monferrato - Nebbiolo (80%) e Cabernet Sauvignon (20%) - vinho mais moderno, apesar de ser apenas 20% do corte, a pimenta do Cabernet Sauvignon moderno é flagrante aqui, talvez seja esta mesmo a intenção da San Silvestro - produzir um Monferrato com cara de novo mundo.
- BAROLO PATRES D.O.C.G 2007 - surpreendente! Provavelmente o melhor Barolo de "baixo custo" que já degustei. E o mais interessante é que apesar da pouca idade já está bem redondo. Um achado!

O quarteto apresentado - gratas surpresas!!!

Marcello Celentano em sua apresentação para profissionais do grupo O Dádiva.

Clientes da Casa do Porto se preparando para conhecer os vinhos da Cantine Sansilvestro.

Spaghetti ao funghi porcini secchi, tomates frescos e alho poró crocante ao perfume de manjericão feito pelo chef Luciano Contarini. Para fechar a degustação da Cantine San Silvestro com chave de ouro.

Os vinhos da Cantine San Silvestro são comercializados em Minas Gerais com exclusividade pela Casa do Porto.

terça-feira, 20 de março de 2012

Uma Noite Rica em Aromas e Sabores.

Uma noite muito rica em aromas e sabores, assim posso resumir a aula de gastronomia do chef Felipe Rameh, responsável pela cozinha do restaurante O Dádiva. Aconteceu no último dia 12, para um grupo seleto de alunos, dentro do apartamento do próprio chef.
Na ocasião tive a oportunidade de apresentar 3 novos vinhos espanhóis do novo portfólio da Casa do Porto: Spanish White Guerrilla Verdejo 2010, Matsu El Picaro 2009 e Gavanza 2006 - que abrilhantaram ainda mais os pratos do chef Felipe Rameh.
Segue algumas imagens desta noite memorável:
Spanish White Guerrilla Verdejo 2010 sendo preparado para ser degustado.

Os chefs Felipe e Thiago finalizando os últimos detalhes antes da aula.

Os vinhos Matsu El Picaro 2009 e Gavanza 2006 aguardando o momento de entrar em cena.


Verdadeiros felizardos esperando para o início do "sacrifício" - a noite prometia gratas surpresas!

Chef Felipe Rameh iniciando os trabalhos...

Arrematando as torradas como ovos de codorna trufados - simplesmente um luxo!



O Gran Finale sendo preparado - Fideua: prato típico espanhol, que remete à clássica paeja, porém uma versão feita com massa ao invés do arroz. Foi servida com uma posta de bacalhau - não teria como finalizar a noite em maior estilo!

O trio que ajudou a abrilhantar esta grande noite gastronômica: Spanish White Guerrilla Verdejo 2010, Matsu El Picaro 2009 e Gavanza 2006.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Maetierra Spanish White Guerrilla & Gastronomia Japonesa - Será que vai dar liga???

Vinhos brancos espanhóis e gastronomia japonesa... Será que vai “dar liga”?
É com o intuito de responder esta pergunta é que estamos fazendo a nossa primeira Degustação Harmonizada dentro do programa Viva La Vida da Casa do Porto BH.
A principio Ocidente e Oriente não podem ocupar a mesma mesa, some a isso o consenso geral de que comida japonesa deve ser harmonizada com um bom vinho branco ou mesmo com o clássico Saquê, bebida típica da terra dos samurais.
Mas então porque vinhos brancos espanhóis? Vamos aos fatos:
A gastronomia japonesa desenvolveu-se ao longo dos séculos como um resultado de muitas mudanças políticas e sociais no Japão. Sendo assim, a culinária deste país não parou de acompanhar a evolução de sua comunidade. E por que não dizer, a evolução do Mundo.
Assim como a gastronomia japonesa, o vinho espanhol também evoluiu muito ao longo dos séculos: invasões mulçumanas, retomada cristã, praga da filoxera e algumas crises, fizeram dos vinhos deste país um dos mais dinâmicos e atuais do que podemos chamar de “berço do vinho” – e isto tudo sem perder o respeito às suas raízes.
Além do mais, nas últimas décadas, não há gastronomia mais “estrelada” que a japonesa e não há vinhos de novos produtores mais pontuados que os espanhóis.
Ao mesmo tempo tradicionais e atuais. Inovadores e dinâmicos. Venha conhecer esta nova vertente da gastronomia japonesa e dos vinhos brancos espanhóis na nossa primeira Degustação Harmonizada do Programa Viva La Vida 2012.
Albariño ou Sauvignon Blanc? Verdejo ou Chardonnay? Riesling ou Gewürtraminer? Qual será a melhor harmonização? Venha descobrir com a gente!

Está Degustação Harmonizada é uma parceria entre a Casa do Porto e restaurante Rokkon.

Valor total do investimento: R$150,00

Vizar 12 Meses 2006 - por Flavio Maciel & Gustavo Giacchero.

Quando acabei de descrever este vinho no meu caderno de degustações, recebi um email do sommelier Flavio Maciel com algumas descrições de vinhos espanhóis que tinha acabado de degustar. E coincidentemente entre os vinhos descritos, estavam alguns relatos do Vizar 12 Meses 2006. E aí veio a idéia de postar o vinho descrito por dois sommeliers. Um detalhe importante, o vinho degustado não era da mesma garrafa.
Ganhei este Vizar de uma verdadeira figura do mundo do vinho: Alberto Escribano, espanhol responsável pela divulgação desta vinícola neste mundão de Deus. Já havia degustado anteriormente este 85% de Tempranillo com 15% de Cabernet Sauvignon, estagiado 12 meses em barricas de carvalho, mas sempre que me encontro com este vinho, ele me apresenta mais novidades.
Vizar é uma referência entre os Vinos de la Tierra de Castilla Y León, consegue trabalhar com tradição e modernidade como poucos produtores. Mas vamos ao Vizar 12 Meses 2006:


"Este vinho eu descrevo em três palavras: saboroso, intenso e complexo." Com estas palavras Flavio Maciel inicia sua descrição. - " Floral(violeta), compota de frutas negras, aniz estrela e baunilha. Gostou ? Pois é, este Vizar 2006 se destaca por apresentar aromas bem complexos. Com 85% Tempranillo e 15% Cabernet Sauvignon, e de cor rubi com reflexos violáceos, este vinho oferece na boca intensas sensações de sabor e estrutura. Taninos bem domados, pelo estágio 12 meses em carvalho." - assim Flavio termina sua descrição.

Vou um pouquinho além: em seu aroma apresenta cacau, especiarias doces (tendo destaque açúcar mascavo), ameixa madura e uma leve torrefação. Na boca extremamente elegante, tudo bem equilibrado. Certamente um grande vinho! Não é um vinho barato, mas com certeza podemos falar que tem uma ótima relação qualidade-preço.

Garrafa autografada pelo próprio Alberto Escribano.

Flavio Maciel é sommelier dos restaurantes japoneses Rokkon, além de um grande parceiro.

Os vinhos Vizar são importados e comercializados exclusivamente pela Casa do Porto.

sexta-feira, 9 de março de 2012

"BAROLOS" & "barolos".

"BAROLO", vinho célebre da região do Piemonte, no noroeste italiano. Produzido com a inigualável Nebbiolo, uva de taninos marcantes, que geralmente produz vinhos bastante estruturados, complexos, elegantes, de grande corpo, rico em aromas e de longa guarda. Este vinho que se auto-intitula como "Rei dos Vinhos", em meados do século XX conquistou toda alta gama da sociedade italiana, onde ocupa um espaço de destaque até hoje. Provavelmente ao lado do também aclamado Brunello di Montalcino, o "BAROLO" é um dos vinhos italianos mais respeitados em todo Mundo.
Mas entre os produtores de "BAROLO" tradicionais (aqueles que mantem a tradição de décadas, ou porquê não de séculos)e os da linha moderna (aqueles que limitam a fermentação da Nebbiolo, abusam um pouco mais na madeira - geralmente a francesa no lugar da tradicional eslovena - no intúito de ter vinhos direcionados para o paladar moderno, para não dizer paladar globalizado), há também os produtores de "barolos", e não de "BAROLOS" se é que me entendem...
Os produtores de "barolo" são aqueles que vivem da sombra dos verdadeiros "BAROLOS". Uma versão genérica deste grande vinho, que não chega nem aos pés da elegância, da potência e da vivacidade de um grande "BAROLO". E o pior, que estão invadindo nossas prateleiras com valores consideravelmente abaixo do valor praticado por um verdadeiro "BAROLO".
E quem sai perdendo com isso?
1. os produtores "tradicionalistas" ou "modernistas", que dentro da sua filosofia de produção sempre estão direcionados em lançar grandes prudutos no mercado e começam a se deparar com uma concorrência desleal.
2. nós consimidores finais, que podemos ser facilmente enganados ao comprar um "barolo" ao invés de um "BAROLO".
E seguindo um dito popular: "gato escaldado em água quente tem medo de água fria", recentemente "mordi a minha lingua" ao me deparar com um "BAROLO" de boa relação qualidade-preço e logo afirmar que era no mínimo questionável. É a antiga história dos justos pagando pelos pecadores...
Trata-se do BAROLO PATRES D.O.C.G 2007, produzido pela Cantine San Silvestro. Este Nebbiolo estágiado 26 meses em barricas de carvalho eslovena se apresenta com um ruby bem marcado , límpido e muito brilhante. Seus aromas são ricos desde o primeiro instante: flores desidratadas, frutas secas, cereja madura, ameixa, anis estrelado, algo que remete a caça se apresentam rapidamente. Na boca boa acidez, muito frescor, taninos marcantes, fruta fresca, especiarias, cacau e um leve defumado. Acima da média pelo valor que é trabalhado. um digno "BAROLO"merecedor de maiores atenções!

Barolo Patres DOCG 2007 - um verdadeiro relação qualidade-preço.

Uma dica: caso não tenha segurança, ou a certeza da procedência do seu "BAROLO", vale a pena apostar num vinho Nebiollo Langhe DOC - são vinhos produzidos na mesma região, no Piemonte, com D.O.C própria, e que geralmente nos reservam gratas surpresas. Não vai chegar na potência e complexidade de um "BAROLO", mas facilmente vai superar um "barolo" qualquer. Neste caso, vale apostar no Fontana Fredda Langhe Nebbiolo D.O.C 2007.


Os vinhos Barolo Patres D.O.C.G 2007 e o Fontana Fredda Langhe Nebbiolo D.O.C 2007 são comercializados pela Casa do Porto.

Viva La Vida - Casa do Porto e Rokkon


Para aqueles que gostam de uma bela gastronomia japonesa harmonizada com uma diferenciada seleção de vinhos brancos podem agendar para o próximo dia 17 (sabado) o Viva La Vida - Casa do Porto e Rokkon.
Na ocasião, o restaurante japonês Rokkon irá preparar um cardápio diferenciado para harmonizar com os seis vinhos espanhóis do kit Spanish White Guerrilha - Albariño, Verdejo, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Rieslinf e Gewürztraminer, todos da safra 2010.
Esta degustação harmonizada faz parte do Viva La Vida Casa do Porto - que tem o intúito de promover degustações, promoções de vinhos e afins aos sabados a tarde na loja da Casa do Porto.

VIVA LA VIDA CASA DO PORTO E ROKKON.
Sabado, 17 de março das 12 às 16 horas.
Investimento de R$150,00 por pessoa.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Nova Carta de Vinhos - Restaurante O Dadiva.

O restaurante O Dadiva lançou nesta semana sua nova carta de vinhos que deve ser mantida neste semestre de 2012. Seu ponto forte é a diversidade de estilo, origem e valor dos seus 361 rótulos à disposição. Vinhos de R$61,00 (Domados Rosillo Torrontés 2010) até R$14.300,00 (Château Petrus 1995). Vinhos para todos os gostos e todos os bolsos...
Priorizar sempre os novos rótulos disponíveis no mercado, apresentando sempre novidades para seus clientes, o destaque desta nova carta ficou por conta da Espanha: 6 opções de vinhos brancos e 28 entre os vinhos tintos de diversas Denominações de Origem diferentes. Entre as clássicas Rioja e Ribeira Del Duero, passando pelos atuais Vinos de la Tierra de Castilla Y Leon e apresentando novas promessas como Utiel Requena e Campo de Borja.
Vale a pena conferir a nova Carta de Vinhos do O Dadiva. Variedade e novidades é que não irão faltar!

OAΛAΣΣITHΣ - Para Falar Grego.

Muito se fala das crises e dificuldades que a Grécia está passando nos dias de hoje. É triste ver um país responsável direto por boa parte do desenvolvimento da sociedade ocidental em uma situação destas, simplesmene lamentável!
Mas dexando as crises de lado, a Grécia ainda tem muito a nos oferecer. Paisagens estonteantes, muita cultura, uma bela gastronomia e porque não, belíssimos vinhos - carregados de novidades (se é que é possível falar em novidades em um país com tanta tradição), estilo próprio, e muito, muito nome estranho para nós, simples mortais da língua portuguesa.
Recentemente degustei um destes vinhos brancos gregos que me chamou muito a atenção: OAΛAΣΣITHΣ - é esta a descrição de sua rolha - o que significa? Não faço a mínima. Mas as dificuldades não param por aí. Mesmo quando escrito no nosso alfabeto, não são informações muito claras num primeiro momento: Thalassitis, Assyrtiko, Santorini (este é fácil - trata-se da região)... é para falar grego mesmo.
Mas vamos ao que interessa: Thalassitis OAK Fermented é o nome do vinho, da safra 2008. Assyrtiko é o nome da sua uva - que diga-se de passagem, produz um vinho de grande personalidade.
Thalassistis é um vinho grego que já encanta no primeiro momento: apresenta um amarelo ouro muito intenso, límpido e brilhante, muito convidativo para o primeiro gole. Seus aromas são riquissimos - pão torrado, abacaxi bem maduro, baunilha, algo que remete a flores, pêssego, doce de laranja... um espetáculo. Na boca um equilíbrio fantástico entre a madeira e a fruta. Ótima acidez, parece que ainda tem muito a evoluir... Uma fruta em calda, um toque de torrefação muito gostoso e um retrogosto muito delicado e bem amanteigado.
Crises e desentendimentos políticos a parte, vale a pena conhecer um pouco mais desta cultura vitivinícola milenar. Thalassitis OAK Fermented 2008 é prova bem viva disto!
Agora, só vou ficar devendo o significado de OAΛAΣΣITHΣ - este aí nem o Santo Google foi capaz de me salvar!!!


O vinho Thalassitis OAK Fermented 2008 é produzido pelo aclamado Gaia Wines e é comercializado pela Importadora Mistral.

terça-feira, 6 de março de 2012

Degustação Para Profissionais de Restaurante - Casa do Porto.


San Silvestro - Castello di Querceto - Fontana Fredda - Leone de Castris - Cantine Torresella - Gloria Reynolds - Secret Spot - Bodega Classica - Maetierra Dominum - Vizzar - Bodegas Aragonesas - Chozas Carrascal - Matsu - Alzania - Thunevin - Nicolas Joly - Michel Picard - Château D'Eyran - Château de Carles - Domados - Finca La Martina - Michel Torino - Família Geisse - Montgras - Antiyal - Amaral - Tierra Del Sol - Montain Vineyard...

Produres bem conhecidos do nosso portfolio, outros que são novidades vindo de novas parcerias. Motivos é que não faltam para iniciarmos nossas degustações de 2012. E espero que sejam muitas!

Dia 14 de marco - às 15 horas - loja da Casa do Porto.
Vagas limitadas para 24 profissionais de restaurante.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Curso Básico de Vinhos para Iniciantes - Casa do Porto

Acontecerá nos dias 19 e 20 de março, o primeiro Curso Básico de Vinhos para Iniciantes - Casa do Porto 2012. E é com imenso prazer que retorno a esta rotina de produzir cursos e degustações dirigidas, depois de um longo intervalo de um pouco mais de dois anos dedicados aos salões de restaurante.
Na ocasião degustaremos dez vinhos - cinco em cada dia e a programação é a seguinte:

PRIMEIRO DIA:
- Onde tudo começou.
- Afinal, o que é vinho?
- Métodos de produção.
- Personagens do mundo do vinho: enólogo, enófilo e sommelier.
- Hemisfério Norte e Hemisfério Sul / Latitude e Longitude.
- Velo Mundo X Novo Mundo

SEGUNDO DIA:
- Principais Países Produtores.
- Novas Promessas.
- Taças e afins.
- Serviço do Vinho.

As vagas são limitadas e a a taxa de inscrição é de R$150,00.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pinot Grigio ou Pinot Gris? Eis a questão...

" Imagine um par de gêmeas idênticas separadas ao nascer e criadas em países diferentes. Geneticamente idênticas, mas de países diferentes, com idiomas diferentes e um estilo diferente. É isso que acontece com a Pinot Grigio e a sua companheira, Pinot Gris."
Matt Skinner - livro Sem Segredos.

É indiscutível que trata-se da mesma uva, Pinot Grigio como é conhecida na Itália e Pinot Gris como é conhecida na França. Mas como pode produzir vinhos tão diferentes? Terroir? Tudo bem, tem que ser levado em consideração. Mas mesmo assim, ainda continuam muito diferentes...
A Pinot Grigio, versão italiana, geralmente é cultivada na região do Vêneto. Produz vinhos bem leves, delicados e frescos. Aconcehha-se consumí-los ainda jovem.
Já a Pinot Gris, versão francesa, geralmente é cultivada na região da Alsacia. Produz vinhos mais intensos, mais concentrados, principalmente quando estagiados em barricas de carvalho.
Também conhecida como Grauburgunder, Ruländer e Malvoisie, a Pinot Grigio / Pinot Gris também são cultivadas em outros países como Alemanha, Austria, Nova Zelândia e Estados Unidos. E foi exatamente deste último país que tomei meu último Pinot Gris.
Trata-se do Cloud Line Pinot Gris 2008 - produzido na região do Oregon.
No primeiro momento se apresentou fresco, com um toque cítrico bem sutil, remetendo a limão siciliano, bem característico dos bons Pinot Grigio italianos. Aos poucos, na medida que foi abrindo, se apresentou mais rico, mais complexo, mas sem perder o frescor inicial. O cítrico inicial começou a dar espaço para um mineral bem pronunciado, com nuances de abacaxi e laranja. Um verdadeiro mix entre a versão italiana Pinot Grigio e a versão francesa Pinot Gris (se é que isto é possível).
Vale a pena conferir!


O Cloud Line Ponot Gris 2008 é comercializado pela importadora Mistral.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Um Bairrada com Apenas 42 Anos de Idade.

Sua cor acastanhada dá as boas vindas do que está por vir...

Recentemente fui agraciado por um colega de profissão com uma garrafa de vinho tinto português Bairrada Colheita 1970, que me deixou de queicho caído logo que vi a garrafa. Este colega se chama Fernando Serigad, português recém chegado no Brasil, que trouxe contigo uma garrafa deste vinho. Lembro muito bem de suas palavras: "trouxe este Bairrada 1970 comigo, mas acho que vai ser mais útil em suas mãos!". Desde já lhe agradeço Fernando, por ter me proporcionado este momento único.


Levei um tempo para tomar coragem para abrir esta garrafa, não é sempre que temos pela frente um vinho com 42 anos para degustar. Não sabia sequer a procedência da mesma, se foi bem armazenada ou não nestas últimas quatro décadas. Fiquei com um certo receio de abri-lo, com medo de já estar decrépto. E enquanto este dia não chegava fiz algumas pesquisas sobre a possível origem deste vinho, já que seu rótulo não traz quase nenhuma informação: a não ser que se trata de um Bairrada Tinto, colheita 1970, produzido pela Adega Cooperativa de Mogofores.
Com as minhas pesquisas cheguei a conclusão que poderia sim estar de frente com um vinho ainda saudável, já que a longevidade destes vinhos é considerável. Provavelmente produzido com algumas destas uvas portuguesas: Alfrocheiro Preto, Baga, Bastardo, Castelão, Jaen ou Touriga Nacional, já que são elas as principais estrelas da região de Baga.


Abri o vinho na última sexta-feira, 17 de fevereiro, meu último dia de salão do restaurante O Dádiva. Foi uma forma de dizer até logo para meus colegas do salão, já que não sou fã de despedidas. E não tinha como ter sido melhor:
Este Bairrada 1970 ainda estava bem vivo, tudo bem que já havia passado do seu auge, mas ainda está com vida. Sua cor acastanhada um pouco turva dava as boas vindas. Seus aromas inicialmente remetiam um pouco aos aromas de um Vinho do Porto, mas logo foi abrindo um caramelo, bala de café, ameixa preta em calda, avelã... enfim, seus aromas ainda estavam bem ricos! Pode-se dizer que a boca ficou desfavorecida depois desta riqueza aromática. Traços de caramelo, avelã e ameixa preta em calda são percebidos aqui também, mas de uma forma bem mais sutil, passa rápido, não deixa um retrogosto marcante.

Bastante resíduos no fundo da garrafa.

Momento único, muito difícil encontrar com este Bairrada novamente. Este é para ficar para história.
Sei que já disse isto, mas gostaria de deixar novamente os meus mais sinceros agradecimentos ao português Fernando Serigad, por ter me proporcionado este momento!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Em Busca do Equilíbrio e da Perfeição.

"El núcleo central és un lugar de meditación y contempláción. Luego de intertar diferentes caminos llegamos al centro: donde encontramos el equilibrio y la perfección".
É assim que Rafael Tirado, aclamado enólogo chileno, apresenta seu vinho de produção particular.


Laberinto é uma proposta particular de Rafael Tirado que já nasceu grande. Produzindo apenas dois vinhos (Sauvignon Blanc e o Cabernet Sauvignon - Merlot)na região do Maule - região que até pouco tempo atráz não era reconhecida como região de grandes vinhos chilenos . Sempre aclamados como vinhos destaques por vários críticos do setor, como Patrício Tápia e Jorge Luck, Laberinto é sempre muito aclamado, principalmente pela sua individualidade e respeito ao terroir.
Recentemente degustei novamente a versão tinto do Laberinto. E sempre que o degusto fico mais encantado: ruby intenso com reflexos violáceos, apresenta em seus aromas uma concentração de frutas vermelhas, goiaba madura e notas picantes, como páprica. A madeira se apresenta elegantemente nos aromas, dando notas de cacau e café torrado. Na boca se apresenta intenso, nervoso, mas sem perder a elegância. Boa acidez e seus taninos sedosos e marcantes é o cartão de boas vindas deste grande vinho. Frutas vermelhas, especiarias secas e grãos de café torrado são bem marcantes no paladar. Um vinho complexo, marcante e único!
Um grande exemplar do potencial do vinho tinto chileno. Uma bela aposta do enólogo Rafael Tirado.


A linha Laberinto é importada e comercializada exclusivamente pela importadora Casa do Porto.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Champagne para Mastigar.


Geralmente se espera do espumante em geral - seja Champagne ou não - muita leveza, cremosidade e frescor. Pode-se dizer que estes são os elementos fundamentais para um bom espumante. Mas existem alguns exemplares que vai muito além deste fundamento, é este o caso da Champagne Drappier Carte D´Or Brut:
Este corte clássico de Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Menier já se apresenta com muita "estrutura", se é que se pode dizer assim: amero com reflexos bem dourados, de ótima perlage que forma uma mourse contínua já mostra que vai muito além da leveza, frescor e cremosidade. Seus aromas se iniciam do tradicional brioche, marca registrada dos belos champagnes. Mas rapidamente apresenta aromas de damasco, casca de laranja desidratada e um sutil amanteigado. Aos poucos vai se apresentando aromas de frutas vermelhas, que sinceramente, é a primeira vez que encontro este aroma em um champagne...
Na boca um verdadeiro luxo! Muito corpo, ótima acidez e é claro a clássica cremosidade e frescor - só não se pode dizer que é leve. Damasco, nozes e castanhas são bem marcados nesta champagne.
A estrutura e concentração deste Champagne me surpreendeu, um verdadeiro Champagne para mastigar.


A Champagne Drappier Carte D´Or Brut é importada e comercializada exclusivamente pela Importadora Zahil.

O Bom e Velho Menino Mau.

Recentemente postei aqui no Vinum Regnum que o Bad Boy 2006 estava de volta. Neste final de semana tive a oportunidade de degustá-lo novamente, e comprovar a excelência deste vinho.
Classificado simplesmente como AC Bordeaux, que é o nível mais simples do sistema de classificação da região. Sua qualidade se depara, por vezes até supera a qualidade de vários "Cru Classe" ou até mesmo "Grand Cru Classe" de Bordeaux.
Vinho concentrado, moderno, com a fruta interagindo muito bem com a madeira. Concentração de frutas vermelhas maduras, canela e cedro em seus aromas já surpreendem. Na boca boa acidez e muito corpo, frutas vermelhas e toque de especiarias é o que sobressai aqui - é nitido que está evoluindo muito bem.


Um ótimo qualidade-preço por se tratar de um vinho de grande qualidade de Bordeaux. Vale a pena conferir.
Bad Boy é importado e comercializado exclusivamente pela Casa do Porto.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Fim de um Ciclo, Início de Outro.

Fim de um ciclo, início de outro. É assim que se encontra o meu momento profissional. Estou me despedindo dos salões de restaurante - pelo menos diariamente. Me despeço do salão do O Dádiva, e assumo como sommelier da Casa do Porto Belo Horizonte.
Continuo dando consultoria para o grupo, montagem de cartas, treinamentos da brigada - mas com foco nos treinamentos, cursos e palestras; difundindo o mundo do vinho de uma forma mais ampla.
Agora ficará mais fácil direcionar meu tempo para eventos específicos, dos quais estarei divulgando aqui no Vinum Regnum.
No mais é isto aí: Vida que segue...

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Carmenère com "C" Maiúsculo.

Muitos por aí dizem que Carmenère chileno é tudo igual: herbáceo, pimentão verde, goiaba vermelha madura... tudo igual - isto até provar um Carmenère com "C" maiúsculo. Já tive a oportunidade de degustar alguns Carmenères imponentes:Anthiyal, Carmim de Peumo e o aclamado Purple Angel.


Esta semana tive a oportunidade de degustar novamente o Porple Angel 2006, assinado pelo maestroso enólogo Aurélio Montes - da vinícola Montes Alpha. Este 92% Carmenère com 8% de Petit Verdot é um excepicional exemplar do melhor que a Carmenère pode nos oferecer, ainda mais quando produzida em Colchagua, onde pra mim, estão saindo uns dos vinhos tintos mais surpreendentes da América do Sul.
Apesar de seus quase 7 anos de idade, ainda está apresentando um púrpura muito intenso e brilhante, até parece que acabou de ser engarrafado. Seus aromas são bem marcantes e complexos, ameixa madura, café, canela, madeira molhada, nata, sem falar na habitual goiaba vermelha e pimentões. Na boca um verdadeiro luxo, potência e sedozidade caminham juntos... taninos bem marcantes, boa acidez, ameixa maduras e especiarias em geral estão em destaque, tudo isto com uma madeira muito bem integrada com a fruta. Tem potencial para envelhecer bem por mais alguns bons anos.
Um ótimo exemplar da qualidade dos tintos da região chilena de Colchagua. Um ótimo exemplar de como a Carmenère pode produzir um grande vinho!


Rótulo impactante. Daria uma boa tatuagem...
O Purple Angel 2006 é importado e comercializado exclusivamente pela importadora Mistral.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Um Belo Almoço, Regrado a Belos Vinhos e o Melhor: na Companhia de Bons Amigos.

Um belo almoço, regrado a belos vinhos e o melhor: na companhia de bons amigos. Foi neste cenário que o sommelier Pablo Teixeira escolheu para apresentar a este que vos escreve e ao sommelier Jefferson Dantés (restaurante Mes Amis) dois belos vinhos do seu novo portfólio de trabalho, os vinhos da importadora Mercovino.
O almoço foi no restaurante Bem Vindo, aproveitamos os preços especiais do Restaurant Week - que diga-se de passagem está apresentando um menu de muito bom gosto - recomento Picadinho com Risotto Trufado.
Mas vamos aos vinhos, na ocasião Pablo nos apresentou dois vinhos bem distintos; o espanhol Díos Ares Crianza 2007 - D.O.Ca Rioja Alavesa - e o argentino Amatua 2006 - Vale de Cafayate - Salta.


DÍOS ARES CRIANZA 2007 - vinho que leva o nome do Deus da guerra da Grécia antiga - este 100% Tempranillo com 12 meses de barrica se apresenta muito agradável nos aromas - amora madura, ameixa, ervas frescas deixam uma ótima impressão aromática. Na boca frescor encantador, boa acidez e uma fruta freca bem predominante. Deixa um pouco a desejar quando falamos de taninos, e a madeira aqui quase não é notada, por se tratar de um vinho com 12 meses de barrica. Mas no geral muito bom, principalmente quando revelado o preço do mesmo - aí ele se torna acima da média.

AMAUTA 2006 - vinho que leva o nome de um mestre, de um grande sábio do Império Inca. Este corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Syrah, com estágio de 6 a 8 meses em barrica é um belo exemplar daquilo que geralmente se espera de um vinho tinto argentino. Frutas vermelhas em compota é o que prevlece tanto nos aromas como na boca - tudo isto bem moldado com uma madeira bem integrada com a fruta. Para aqueles que gostam de vinho de boa concentração, quase untuoso, este aqui é uma bela recomendação.

No mais, só posso afirmar que foi um belo cartão de entrada da importadora Mercovino - O Mercador de Vinhos, nas mãos do sommelier Pablo Teixeira.

Jefferson Dantés - sommelier Mes Amis.

Pablo Teixeira - depois de ter prestado belos trabalhos para importadora Zahil, inicia nova empreitada na frente da importadora Mercovino.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Recomendo.

Em breve estará no ar mais um site de ótima qualidade para os amantes da enogastronomia de plantão.
Trata-se do Selo Reserva, que além de trazer boas novidades para seus associados, trará sempre em suas páginas opções de compras de produtos voltado para enogastronomia com preços especiais.
Selo Reserva ainda não está completamente no ar, mas sua página virtual de apresentação já deixou uma ótima impreção.
Vale a pena visitar: www.seloreserva.com.br