Na última sexta feira (13/04) foi feita uma prévia do que será o L'Aperitivo Bottega, novo bar italiano de Belo Horizonte.
Localizado numa charmosa esquina do bairro de Lourdes (Rio de Janeiro com Tomaz Gonzaga), o L'Aperitivo presa em trabalhar com um cardápio enchuto, repleto em ingredientes frescos e extremamente saborosos.
A carta de vinhos foi feita pelo sommelier Gustavo Giacchero (este que vos escreve) em parceria com a importadora Casa do Porto - tem em torno de 50 rótulos de ótima relação qualidade-preço e com grande destaque para os rótulos italianos.
Monferrato Rosso Sensazioni (Piemonte - Itália) e Chianti Gineprone (Toscana - Itália) deram as boas vindas do L'Aperitivo Bottega para um seleto grupo de convidados.
Entre os drincks, merecido destaque para as três Sangrias oferecidas no cardápio - uma de Chardonnay, uma de Tempranillo e uma de Pinot Noir - todas produzidas com vinhos finos (que é um diferencial).
Muito refrescante. Para quebrar qualquer preconceito por esta bebida!!!
O L'Aperitivo Bottega será oficialmente inaugurado nesta quarta-feira (18/04).
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Maetierra Dominum e seus Quatro Pagos.
Montesc 2006, Gavanza 2006, QP 2005 e QP Vintage 2005 - os vinhos de Quatro Pagos da vinícola Maetierra Dominium.
Na viticultura espanhola, Pagos é um pequeno terreno com um microclima particular, com características singulares, que a diferencia de outros terrenos ao redor. Sendo assim, começaram a surgir neste país, uma classe reconhecida como Vinos de Pagos - geralmente produzindo vinhos excepcionais, com características únicas daquele microclima específico, e com a tutela do Conselho Regulamentador local, que reconhece os vinhos ali produzido como grandes vinhos!
Maetierra Domium, moderna vinícola espanhola, que sempre inova o mercado vitivinícola mundial com suas propostas descontraídas e atuais (são deles por exemplo, a linha Spanish Withe Guerrilla), resolve fazer sua própria interpretação de Vinos de Pagos, e lança no mercado a sua linha Quatro Pagos - quatro vinhos produzidos com uvas de quatro microclimas distintos dentro da denominação de origem controlada (DOCa) de Rioja.
Maetierra Dominum acaba rompendo por completo a filosofia de terroir único, trabalhando com uvas de quatro terroirs distintos entre eles. São vinhos de alta expressão, todos com uma seleção de uvas muito minuciosa, de videiras antigas de baixa produção e com utilização de barricas de carvalho frances novas.
Sempre trabalhando com as uvas Tempranillo, Graciano e Garnacha, a vinícola produz os seguintes vinhos:
MONTESC 2006 – equivale ao vinho Jovem na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 13% de álcool - estágio de 4 a 6 meses em barrica.
MONTESC 2006 - um verdadeiro qualidade preço - R$49,00 na Casa do Porto Belo Horizonte.
GAVANZA 2006 - equivalente a um vinho Crianza na legislação espanhola - Tempranillo, Garnacha Tinta e Graciano - 14% de álcool - 14 meses em barrica.
GAVANZA 2006 - uma grata surpresa! Um dos vinhos que mais me surpreendeu neste início de ano - R$70,00 na Casa do Porto Belo Horizonte.
QP 2005 – equivale a um vinho Reserva na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 14% de álcool - de 15 a 18 meses em barrica + 12 meses de garrafa. QP é um vinho de autor de referência – elegante complexo e estruturado.
QP 2005 - um Reserva de ótima relação preço qualidade - R$82,00 na Casa do Porto BH.
QP VINTAGE 2005 - restrita produção de 4.981 garrafas desta safra – equivale a um Gran Reserva na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 14% de álcool - mais de 18 meses em barrica + 12 meses de garrafa. QP Vintage representa a essência da filosofia Quatro Pagos e é o maior expoente desta filosofia de produção. Vinho complexo, elegante e estruturado. Só é elaborado em grandes safras. Trata-se de um vinho de autor exclusivo, de produção muito limitada.
QP Vintage 2005 - R$213,00 na Casa do Porto Bh. Poucos Gran Reservas espanhóis da DOCa Rioja conseguem ser comercializados neste preço no Brasil.
Maetierra Domininum e seus QP’s: definitivamente uma nova filosofia de produção de vinhos – um projeto exclusivo e inovador.
Na viticultura espanhola, Pagos é um pequeno terreno com um microclima particular, com características singulares, que a diferencia de outros terrenos ao redor. Sendo assim, começaram a surgir neste país, uma classe reconhecida como Vinos de Pagos - geralmente produzindo vinhos excepcionais, com características únicas daquele microclima específico, e com a tutela do Conselho Regulamentador local, que reconhece os vinhos ali produzido como grandes vinhos!
Maetierra Domium, moderna vinícola espanhola, que sempre inova o mercado vitivinícola mundial com suas propostas descontraídas e atuais (são deles por exemplo, a linha Spanish Withe Guerrilla), resolve fazer sua própria interpretação de Vinos de Pagos, e lança no mercado a sua linha Quatro Pagos - quatro vinhos produzidos com uvas de quatro microclimas distintos dentro da denominação de origem controlada (DOCa) de Rioja.
Maetierra Dominum acaba rompendo por completo a filosofia de terroir único, trabalhando com uvas de quatro terroirs distintos entre eles. São vinhos de alta expressão, todos com uma seleção de uvas muito minuciosa, de videiras antigas de baixa produção e com utilização de barricas de carvalho frances novas.
Sempre trabalhando com as uvas Tempranillo, Graciano e Garnacha, a vinícola produz os seguintes vinhos:
MONTESC 2006 – equivale ao vinho Jovem na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 13% de álcool - estágio de 4 a 6 meses em barrica.
MONTESC 2006 - um verdadeiro qualidade preço - R$49,00 na Casa do Porto Belo Horizonte.
GAVANZA 2006 - equivalente a um vinho Crianza na legislação espanhola - Tempranillo, Garnacha Tinta e Graciano - 14% de álcool - 14 meses em barrica.
GAVANZA 2006 - uma grata surpresa! Um dos vinhos que mais me surpreendeu neste início de ano - R$70,00 na Casa do Porto Belo Horizonte.
QP 2005 – equivale a um vinho Reserva na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 14% de álcool - de 15 a 18 meses em barrica + 12 meses de garrafa. QP é um vinho de autor de referência – elegante complexo e estruturado.
QP 2005 - um Reserva de ótima relação preço qualidade - R$82,00 na Casa do Porto BH.
QP VINTAGE 2005 - restrita produção de 4.981 garrafas desta safra – equivale a um Gran Reserva na legislação espanhola - Tempranillo, Graciano e Garnacha Tinta - 14% de álcool - mais de 18 meses em barrica + 12 meses de garrafa. QP Vintage representa a essência da filosofia Quatro Pagos e é o maior expoente desta filosofia de produção. Vinho complexo, elegante e estruturado. Só é elaborado em grandes safras. Trata-se de um vinho de autor exclusivo, de produção muito limitada.
QP Vintage 2005 - R$213,00 na Casa do Porto Bh. Poucos Gran Reservas espanhóis da DOCa Rioja conseguem ser comercializados neste preço no Brasil.
Maetierra Domininum e seus QP’s: definitivamente uma nova filosofia de produção de vinhos – um projeto exclusivo e inovador.
Apresentação da Cantine San Silvestro em Belo Horizonte.
A convite da Casa do Porto, esteve em Belo Horizonte nesta última semana, o sommelier italiano Marcello Celentano, no intúito de apresentar para o público mineiro, a linha dos vinhos piemonteses da Cantine San Silvestro. Além de sommelier (com nível 2 - ASI Milano), Marcello é produtor de vinhos na região do Vêneto e importa e distribui alguns belos vinhos de outras regiões da "Vecchia Bota".
Cantine San Silvestro é destas típicas cantinas piemontesas, que preza pela qualidade de toda gama dos seus vinhos, dos mais simples aos mais complexos. Referência na produção das uvas Barbera e Nebbiolo, mas que também se aventura com experimentos com uvas como a Cabernet Sauvignon.
Na capital mineira, Marcello apresentou quatro vinhos da San Silvestro em três belas degustações: para profissionais do grupo O Dádiva no salão do restaurante O Dádiva, para clientes da loja Casa do Porto na própria loja e para profissionais do vinho de Belo Horizonte também na loja da Casa do Porto.
Foram apresentados os seguintes vinhos:
- BARBERA OTTONE I D.O.C 2010 - um barbera de entrada, sem madeira. Muito fresco e agradável, ideal para início de uma refeição.
- MONFRÀ MONFERRATO D.O.C 2009 - pra mim a grande surpresa. Um corte de Nebbiolo (80%) com Barbera (20%)com estágio de 4 meses em barricas de carvalho. Boa estrutura com ótima acidez. Tem um toque terroso bem pronunciado. Aos poucos vai aparecendo notas de especiarias como cravo da índia e um leve toque de grãos de café.
- SENSAZIONI MONFERRATO ROSSO D.O.C 2009 - um corte atípico para um Monferrato - Nebbiolo (80%) e Cabernet Sauvignon (20%) - vinho mais moderno, apesar de ser apenas 20% do corte, a pimenta do Cabernet Sauvignon moderno é flagrante aqui, talvez seja esta mesmo a intenção da San Silvestro - produzir um Monferrato com cara de novo mundo.
- BAROLO PATRES D.O.C.G 2007 - surpreendente! Provavelmente o melhor Barolo de "baixo custo" que já degustei. E o mais interessante é que apesar da pouca idade já está bem redondo. Um achado!
O quarteto apresentado - gratas surpresas!!!
Marcello Celentano em sua apresentação para profissionais do grupo O Dádiva.
Clientes da Casa do Porto se preparando para conhecer os vinhos da Cantine Sansilvestro.
Spaghetti ao funghi porcini secchi, tomates frescos e alho poró crocante ao perfume de manjericão feito pelo chef Luciano Contarini. Para fechar a degustação da Cantine San Silvestro com chave de ouro.
Os vinhos da Cantine San Silvestro são comercializados em Minas Gerais com exclusividade pela Casa do Porto.
Cantine San Silvestro é destas típicas cantinas piemontesas, que preza pela qualidade de toda gama dos seus vinhos, dos mais simples aos mais complexos. Referência na produção das uvas Barbera e Nebbiolo, mas que também se aventura com experimentos com uvas como a Cabernet Sauvignon.
Na capital mineira, Marcello apresentou quatro vinhos da San Silvestro em três belas degustações: para profissionais do grupo O Dádiva no salão do restaurante O Dádiva, para clientes da loja Casa do Porto na própria loja e para profissionais do vinho de Belo Horizonte também na loja da Casa do Porto.
Foram apresentados os seguintes vinhos:
- BARBERA OTTONE I D.O.C 2010 - um barbera de entrada, sem madeira. Muito fresco e agradável, ideal para início de uma refeição.
- MONFRÀ MONFERRATO D.O.C 2009 - pra mim a grande surpresa. Um corte de Nebbiolo (80%) com Barbera (20%)com estágio de 4 meses em barricas de carvalho. Boa estrutura com ótima acidez. Tem um toque terroso bem pronunciado. Aos poucos vai aparecendo notas de especiarias como cravo da índia e um leve toque de grãos de café.
- SENSAZIONI MONFERRATO ROSSO D.O.C 2009 - um corte atípico para um Monferrato - Nebbiolo (80%) e Cabernet Sauvignon (20%) - vinho mais moderno, apesar de ser apenas 20% do corte, a pimenta do Cabernet Sauvignon moderno é flagrante aqui, talvez seja esta mesmo a intenção da San Silvestro - produzir um Monferrato com cara de novo mundo.
- BAROLO PATRES D.O.C.G 2007 - surpreendente! Provavelmente o melhor Barolo de "baixo custo" que já degustei. E o mais interessante é que apesar da pouca idade já está bem redondo. Um achado!
O quarteto apresentado - gratas surpresas!!!
Marcello Celentano em sua apresentação para profissionais do grupo O Dádiva.
Clientes da Casa do Porto se preparando para conhecer os vinhos da Cantine Sansilvestro.
Spaghetti ao funghi porcini secchi, tomates frescos e alho poró crocante ao perfume de manjericão feito pelo chef Luciano Contarini. Para fechar a degustação da Cantine San Silvestro com chave de ouro.
Os vinhos da Cantine San Silvestro são comercializados em Minas Gerais com exclusividade pela Casa do Porto.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Maetierra Spanish White Guerrilla & Gastronomia Japonesa - Será que vai dar liga???
Vinhos brancos espanhóis e gastronomia japonesa... Será que vai “dar liga”?
É com o intuito de responder esta pergunta é que estamos fazendo a nossa primeira Degustação Harmonizada dentro do programa Viva La Vida da Casa do Porto BH.
A principio Ocidente e Oriente não podem ocupar a mesma mesa, some a isso o consenso geral de que comida japonesa deve ser harmonizada com um bom vinho branco ou mesmo com o clássico Saquê, bebida típica da terra dos samurais.
Mas então porque vinhos brancos espanhóis? Vamos aos fatos:
A gastronomia japonesa desenvolveu-se ao longo dos séculos como um resultado de muitas mudanças políticas e sociais no Japão. Sendo assim, a culinária deste país não parou de acompanhar a evolução de sua comunidade. E por que não dizer, a evolução do Mundo.
Assim como a gastronomia japonesa, o vinho espanhol também evoluiu muito ao longo dos séculos: invasões mulçumanas, retomada cristã, praga da filoxera e algumas crises, fizeram dos vinhos deste país um dos mais dinâmicos e atuais do que podemos chamar de “berço do vinho” – e isto tudo sem perder o respeito às suas raízes.
Além do mais, nas últimas décadas, não há gastronomia mais “estrelada” que a japonesa e não há vinhos de novos produtores mais pontuados que os espanhóis.
Ao mesmo tempo tradicionais e atuais. Inovadores e dinâmicos. Venha conhecer esta nova vertente da gastronomia japonesa e dos vinhos brancos espanhóis na nossa primeira Degustação Harmonizada do Programa Viva La Vida 2012.
Albariño ou Sauvignon Blanc? Verdejo ou Chardonnay? Riesling ou Gewürtraminer? Qual será a melhor harmonização? Venha descobrir com a gente!
Está Degustação Harmonizada é uma parceria entre a Casa do Porto e restaurante Rokkon.
Valor total do investimento: R$150,00
É com o intuito de responder esta pergunta é que estamos fazendo a nossa primeira Degustação Harmonizada dentro do programa Viva La Vida da Casa do Porto BH.
A principio Ocidente e Oriente não podem ocupar a mesma mesa, some a isso o consenso geral de que comida japonesa deve ser harmonizada com um bom vinho branco ou mesmo com o clássico Saquê, bebida típica da terra dos samurais.
Mas então porque vinhos brancos espanhóis? Vamos aos fatos:
A gastronomia japonesa desenvolveu-se ao longo dos séculos como um resultado de muitas mudanças políticas e sociais no Japão. Sendo assim, a culinária deste país não parou de acompanhar a evolução de sua comunidade. E por que não dizer, a evolução do Mundo.
Assim como a gastronomia japonesa, o vinho espanhol também evoluiu muito ao longo dos séculos: invasões mulçumanas, retomada cristã, praga da filoxera e algumas crises, fizeram dos vinhos deste país um dos mais dinâmicos e atuais do que podemos chamar de “berço do vinho” – e isto tudo sem perder o respeito às suas raízes.
Além do mais, nas últimas décadas, não há gastronomia mais “estrelada” que a japonesa e não há vinhos de novos produtores mais pontuados que os espanhóis.
Ao mesmo tempo tradicionais e atuais. Inovadores e dinâmicos. Venha conhecer esta nova vertente da gastronomia japonesa e dos vinhos brancos espanhóis na nossa primeira Degustação Harmonizada do Programa Viva La Vida 2012.
Albariño ou Sauvignon Blanc? Verdejo ou Chardonnay? Riesling ou Gewürtraminer? Qual será a melhor harmonização? Venha descobrir com a gente!
Está Degustação Harmonizada é uma parceria entre a Casa do Porto e restaurante Rokkon.
Valor total do investimento: R$150,00
Vizar 12 Meses 2006 - por Flavio Maciel & Gustavo Giacchero.
Quando acabei de descrever este vinho no meu caderno de degustações, recebi um email do sommelier Flavio Maciel com algumas descrições de vinhos espanhóis que tinha acabado de degustar. E coincidentemente entre os vinhos descritos, estavam alguns relatos do Vizar 12 Meses 2006. E aí veio a idéia de postar o vinho descrito por dois sommeliers. Um detalhe importante, o vinho degustado não era da mesma garrafa.
Ganhei este Vizar de uma verdadeira figura do mundo do vinho: Alberto Escribano, espanhol responsável pela divulgação desta vinícola neste mundão de Deus. Já havia degustado anteriormente este 85% de Tempranillo com 15% de Cabernet Sauvignon, estagiado 12 meses em barricas de carvalho, mas sempre que me encontro com este vinho, ele me apresenta mais novidades.
Vizar é uma referência entre os Vinos de la Tierra de Castilla Y León, consegue trabalhar com tradição e modernidade como poucos produtores. Mas vamos ao Vizar 12 Meses 2006:
"Este vinho eu descrevo em três palavras: saboroso, intenso e complexo." Com estas palavras Flavio Maciel inicia sua descrição. - " Floral(violeta), compota de frutas negras, aniz estrela e baunilha. Gostou ? Pois é, este Vizar 2006 se destaca por apresentar aromas bem complexos. Com 85% Tempranillo e 15% Cabernet Sauvignon, e de cor rubi com reflexos violáceos, este vinho oferece na boca intensas sensações de sabor e estrutura. Taninos bem domados, pelo estágio 12 meses em carvalho." - assim Flavio termina sua descrição.
Vou um pouquinho além: em seu aroma apresenta cacau, especiarias doces (tendo destaque açúcar mascavo), ameixa madura e uma leve torrefação. Na boca extremamente elegante, tudo bem equilibrado. Certamente um grande vinho! Não é um vinho barato, mas com certeza podemos falar que tem uma ótima relação qualidade-preço.
Garrafa autografada pelo próprio Alberto Escribano.
Flavio Maciel é sommelier dos restaurantes japoneses Rokkon, além de um grande parceiro.
Os vinhos Vizar são importados e comercializados exclusivamente pela Casa do Porto.
Ganhei este Vizar de uma verdadeira figura do mundo do vinho: Alberto Escribano, espanhol responsável pela divulgação desta vinícola neste mundão de Deus. Já havia degustado anteriormente este 85% de Tempranillo com 15% de Cabernet Sauvignon, estagiado 12 meses em barricas de carvalho, mas sempre que me encontro com este vinho, ele me apresenta mais novidades.
Vizar é uma referência entre os Vinos de la Tierra de Castilla Y León, consegue trabalhar com tradição e modernidade como poucos produtores. Mas vamos ao Vizar 12 Meses 2006:
"Este vinho eu descrevo em três palavras: saboroso, intenso e complexo." Com estas palavras Flavio Maciel inicia sua descrição. - " Floral(violeta), compota de frutas negras, aniz estrela e baunilha. Gostou ? Pois é, este Vizar 2006 se destaca por apresentar aromas bem complexos. Com 85% Tempranillo e 15% Cabernet Sauvignon, e de cor rubi com reflexos violáceos, este vinho oferece na boca intensas sensações de sabor e estrutura. Taninos bem domados, pelo estágio 12 meses em carvalho." - assim Flavio termina sua descrição.
Vou um pouquinho além: em seu aroma apresenta cacau, especiarias doces (tendo destaque açúcar mascavo), ameixa madura e uma leve torrefação. Na boca extremamente elegante, tudo bem equilibrado. Certamente um grande vinho! Não é um vinho barato, mas com certeza podemos falar que tem uma ótima relação qualidade-preço.
Garrafa autografada pelo próprio Alberto Escribano.
Flavio Maciel é sommelier dos restaurantes japoneses Rokkon, além de um grande parceiro.
Os vinhos Vizar são importados e comercializados exclusivamente pela Casa do Porto.
sexta-feira, 9 de março de 2012
"BAROLOS" & "barolos".
"BAROLO", vinho célebre da região do Piemonte, no noroeste italiano. Produzido com a inigualável Nebbiolo, uva de taninos marcantes, que geralmente produz vinhos bastante estruturados, complexos, elegantes, de grande corpo, rico em aromas e de longa guarda. Este vinho que se auto-intitula como "Rei dos Vinhos", em meados do século XX conquistou toda alta gama da sociedade italiana, onde ocupa um espaço de destaque até hoje. Provavelmente ao lado do também aclamado Brunello di Montalcino, o "BAROLO" é um dos vinhos italianos mais respeitados em todo Mundo.
Mas entre os produtores de "BAROLO" tradicionais (aqueles que mantem a tradição de décadas, ou porquê não de séculos)e os da linha moderna (aqueles que limitam a fermentação da Nebbiolo, abusam um pouco mais na madeira - geralmente a francesa no lugar da tradicional eslovena - no intúito de ter vinhos direcionados para o paladar moderno, para não dizer paladar globalizado), há também os produtores de "barolos", e não de "BAROLOS" se é que me entendem...
Os produtores de "barolo" são aqueles que vivem da sombra dos verdadeiros "BAROLOS". Uma versão genérica deste grande vinho, que não chega nem aos pés da elegância, da potência e da vivacidade de um grande "BAROLO". E o pior, que estão invadindo nossas prateleiras com valores consideravelmente abaixo do valor praticado por um verdadeiro "BAROLO".
E quem sai perdendo com isso?
1. os produtores "tradicionalistas" ou "modernistas", que dentro da sua filosofia de produção sempre estão direcionados em lançar grandes prudutos no mercado e começam a se deparar com uma concorrência desleal.
2. nós consimidores finais, que podemos ser facilmente enganados ao comprar um "barolo" ao invés de um "BAROLO".
E seguindo um dito popular: "gato escaldado em água quente tem medo de água fria", recentemente "mordi a minha lingua" ao me deparar com um "BAROLO" de boa relação qualidade-preço e logo afirmar que era no mínimo questionável. É a antiga história dos justos pagando pelos pecadores...
Trata-se do BAROLO PATRES D.O.C.G 2007, produzido pela Cantine San Silvestro. Este Nebbiolo estágiado 26 meses em barricas de carvalho eslovena se apresenta com um ruby bem marcado , límpido e muito brilhante. Seus aromas são ricos desde o primeiro instante: flores desidratadas, frutas secas, cereja madura, ameixa, anis estrelado, algo que remete a caça se apresentam rapidamente. Na boca boa acidez, muito frescor, taninos marcantes, fruta fresca, especiarias, cacau e um leve defumado. Acima da média pelo valor que é trabalhado. um digno "BAROLO"merecedor de maiores atenções!
Barolo Patres DOCG 2007 - um verdadeiro relação qualidade-preço.
Uma dica: caso não tenha segurança, ou a certeza da procedência do seu "BAROLO", vale a pena apostar num vinho Nebiollo Langhe DOC - são vinhos produzidos na mesma região, no Piemonte, com D.O.C própria, e que geralmente nos reservam gratas surpresas. Não vai chegar na potência e complexidade de um "BAROLO", mas facilmente vai superar um "barolo" qualquer. Neste caso, vale apostar no Fontana Fredda Langhe Nebbiolo D.O.C 2007.
Os vinhos Barolo Patres D.O.C.G 2007 e o Fontana Fredda Langhe Nebbiolo D.O.C 2007 são comercializados pela Casa do Porto.
Mas entre os produtores de "BAROLO" tradicionais (aqueles que mantem a tradição de décadas, ou porquê não de séculos)e os da linha moderna (aqueles que limitam a fermentação da Nebbiolo, abusam um pouco mais na madeira - geralmente a francesa no lugar da tradicional eslovena - no intúito de ter vinhos direcionados para o paladar moderno, para não dizer paladar globalizado), há também os produtores de "barolos", e não de "BAROLOS" se é que me entendem...
Os produtores de "barolo" são aqueles que vivem da sombra dos verdadeiros "BAROLOS". Uma versão genérica deste grande vinho, que não chega nem aos pés da elegância, da potência e da vivacidade de um grande "BAROLO". E o pior, que estão invadindo nossas prateleiras com valores consideravelmente abaixo do valor praticado por um verdadeiro "BAROLO".
E quem sai perdendo com isso?
1. os produtores "tradicionalistas" ou "modernistas", que dentro da sua filosofia de produção sempre estão direcionados em lançar grandes prudutos no mercado e começam a se deparar com uma concorrência desleal.
2. nós consimidores finais, que podemos ser facilmente enganados ao comprar um "barolo" ao invés de um "BAROLO".
E seguindo um dito popular: "gato escaldado em água quente tem medo de água fria", recentemente "mordi a minha lingua" ao me deparar com um "BAROLO" de boa relação qualidade-preço e logo afirmar que era no mínimo questionável. É a antiga história dos justos pagando pelos pecadores...
Trata-se do BAROLO PATRES D.O.C.G 2007, produzido pela Cantine San Silvestro. Este Nebbiolo estágiado 26 meses em barricas de carvalho eslovena se apresenta com um ruby bem marcado , límpido e muito brilhante. Seus aromas são ricos desde o primeiro instante: flores desidratadas, frutas secas, cereja madura, ameixa, anis estrelado, algo que remete a caça se apresentam rapidamente. Na boca boa acidez, muito frescor, taninos marcantes, fruta fresca, especiarias, cacau e um leve defumado. Acima da média pelo valor que é trabalhado. um digno "BAROLO"merecedor de maiores atenções!
Barolo Patres DOCG 2007 - um verdadeiro relação qualidade-preço.
Uma dica: caso não tenha segurança, ou a certeza da procedência do seu "BAROLO", vale a pena apostar num vinho Nebiollo Langhe DOC - são vinhos produzidos na mesma região, no Piemonte, com D.O.C própria, e que geralmente nos reservam gratas surpresas. Não vai chegar na potência e complexidade de um "BAROLO", mas facilmente vai superar um "barolo" qualquer. Neste caso, vale apostar no Fontana Fredda Langhe Nebbiolo D.O.C 2007.
Os vinhos Barolo Patres D.O.C.G 2007 e o Fontana Fredda Langhe Nebbiolo D.O.C 2007 são comercializados pela Casa do Porto.
sexta-feira, 2 de março de 2012
Curso Básico de Vinhos para Iniciantes - Casa do Porto
Acontecerá nos dias 19 e 20 de março, o primeiro Curso Básico de Vinhos para Iniciantes - Casa do Porto 2012. E é com imenso prazer que retorno a esta rotina de produzir cursos e degustações dirigidas, depois de um longo intervalo de um pouco mais de dois anos dedicados aos salões de restaurante.
Na ocasião degustaremos dez vinhos - cinco em cada dia e a programação é a seguinte:
PRIMEIRO DIA:
- Onde tudo começou.
- Afinal, o que é vinho?
- Métodos de produção.
- Personagens do mundo do vinho: enólogo, enófilo e sommelier.
- Hemisfério Norte e Hemisfério Sul / Latitude e Longitude.
- Velo Mundo X Novo Mundo
SEGUNDO DIA:
- Principais Países Produtores.
- Novas Promessas.
- Taças e afins.
- Serviço do Vinho.
As vagas são limitadas e a a taxa de inscrição é de R$150,00.
Na ocasião degustaremos dez vinhos - cinco em cada dia e a programação é a seguinte:
PRIMEIRO DIA:
- Onde tudo começou.
- Afinal, o que é vinho?
- Métodos de produção.
- Personagens do mundo do vinho: enólogo, enófilo e sommelier.
- Hemisfério Norte e Hemisfério Sul / Latitude e Longitude.
- Velo Mundo X Novo Mundo
SEGUNDO DIA:
- Principais Países Produtores.
- Novas Promessas.
- Taças e afins.
- Serviço do Vinho.
As vagas são limitadas e a a taxa de inscrição é de R$150,00.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Em Busca do Equilíbrio e da Perfeição.
"El núcleo central és un lugar de meditación y contempláción. Luego de intertar diferentes caminos llegamos al centro: donde encontramos el equilibrio y la perfección".
É assim que Rafael Tirado, aclamado enólogo chileno, apresenta seu vinho de produção particular.
Laberinto é uma proposta particular de Rafael Tirado que já nasceu grande. Produzindo apenas dois vinhos (Sauvignon Blanc e o Cabernet Sauvignon - Merlot)na região do Maule - região que até pouco tempo atráz não era reconhecida como região de grandes vinhos chilenos . Sempre aclamados como vinhos destaques por vários críticos do setor, como Patrício Tápia e Jorge Luck, Laberinto é sempre muito aclamado, principalmente pela sua individualidade e respeito ao terroir.
Recentemente degustei novamente a versão tinto do Laberinto. E sempre que o degusto fico mais encantado: ruby intenso com reflexos violáceos, apresenta em seus aromas uma concentração de frutas vermelhas, goiaba madura e notas picantes, como páprica. A madeira se apresenta elegantemente nos aromas, dando notas de cacau e café torrado. Na boca se apresenta intenso, nervoso, mas sem perder a elegância. Boa acidez e seus taninos sedosos e marcantes é o cartão de boas vindas deste grande vinho. Frutas vermelhas, especiarias secas e grãos de café torrado são bem marcantes no paladar. Um vinho complexo, marcante e único!
Um grande exemplar do potencial do vinho tinto chileno. Uma bela aposta do enólogo Rafael Tirado.
A linha Laberinto é importada e comercializada exclusivamente pela importadora Casa do Porto.
É assim que Rafael Tirado, aclamado enólogo chileno, apresenta seu vinho de produção particular.
Laberinto é uma proposta particular de Rafael Tirado que já nasceu grande. Produzindo apenas dois vinhos (Sauvignon Blanc e o Cabernet Sauvignon - Merlot)na região do Maule - região que até pouco tempo atráz não era reconhecida como região de grandes vinhos chilenos . Sempre aclamados como vinhos destaques por vários críticos do setor, como Patrício Tápia e Jorge Luck, Laberinto é sempre muito aclamado, principalmente pela sua individualidade e respeito ao terroir.
Recentemente degustei novamente a versão tinto do Laberinto. E sempre que o degusto fico mais encantado: ruby intenso com reflexos violáceos, apresenta em seus aromas uma concentração de frutas vermelhas, goiaba madura e notas picantes, como páprica. A madeira se apresenta elegantemente nos aromas, dando notas de cacau e café torrado. Na boca se apresenta intenso, nervoso, mas sem perder a elegância. Boa acidez e seus taninos sedosos e marcantes é o cartão de boas vindas deste grande vinho. Frutas vermelhas, especiarias secas e grãos de café torrado são bem marcantes no paladar. Um vinho complexo, marcante e único!
Um grande exemplar do potencial do vinho tinto chileno. Uma bela aposta do enólogo Rafael Tirado.
A linha Laberinto é importada e comercializada exclusivamente pela importadora Casa do Porto.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
O Bom e Velho Menino Mau.
Recentemente postei aqui no Vinum Regnum que o Bad Boy 2006 estava de volta. Neste final de semana tive a oportunidade de degustá-lo novamente, e comprovar a excelência deste vinho.
Classificado simplesmente como AC Bordeaux, que é o nível mais simples do sistema de classificação da região. Sua qualidade se depara, por vezes até supera a qualidade de vários "Cru Classe" ou até mesmo "Grand Cru Classe" de Bordeaux.
Vinho concentrado, moderno, com a fruta interagindo muito bem com a madeira. Concentração de frutas vermelhas maduras, canela e cedro em seus aromas já surpreendem. Na boca boa acidez e muito corpo, frutas vermelhas e toque de especiarias é o que sobressai aqui - é nitido que está evoluindo muito bem.
Um ótimo qualidade-preço por se tratar de um vinho de grande qualidade de Bordeaux. Vale a pena conferir.
Bad Boy é importado e comercializado exclusivamente pela Casa do Porto.
Classificado simplesmente como AC Bordeaux, que é o nível mais simples do sistema de classificação da região. Sua qualidade se depara, por vezes até supera a qualidade de vários "Cru Classe" ou até mesmo "Grand Cru Classe" de Bordeaux.
Vinho concentrado, moderno, com a fruta interagindo muito bem com a madeira. Concentração de frutas vermelhas maduras, canela e cedro em seus aromas já surpreendem. Na boca boa acidez e muito corpo, frutas vermelhas e toque de especiarias é o que sobressai aqui - é nitido que está evoluindo muito bem.
Um ótimo qualidade-preço por se tratar de um vinho de grande qualidade de Bordeaux. Vale a pena conferir.
Bad Boy é importado e comercializado exclusivamente pela Casa do Porto.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A Hora e a Vez do Filho Mais Novo do Mestre Nicolas Joly.
Há uma semana atráz postei aqui no blog uma descrição do magnífico Clos de la Coulée de Serrant 2005, vinho produzido no Loire pelo mago biodinâmico Nicolas Joly com a uva Chenin Blanc. Simplesmente fantástico, singular, distinto de qualquer outro vinho da sua espécie...
Exatamente uma semana depois, em uma situação muito parecida, tive a oportunidade de degustar o irmão mais novo do Clos de la Coulée de Serrant, e para ser sincero: tão distinto quanto o irmão mais velho... tudo bem que não tenha a mesma complexidade e co certeza não terá a mesma longevidade do Coulée de Serrant, mas sem sombra de dúvidas, mesmo sendo o "irmão menor", é um vinho acima da média!
Estamos falando do Les Vieux Clos 2006 - mais um 100% Chenin Blanc assinado por Nicolas Joly - ele se apresenta com aromas de maçã verde bem evidentes, mas logo vai evoluindo para notas de nozes, castanhas, leve amanteigado e chocolate branco. Sem contar com o seu agradável toque oxidado que remete a um jerez, que da um charme todo especial para o vinho. Na boca apresenta uma ótima acidez e ótimo frescor. Chega a ser untuoso, como comentei na postagem do Clos de la Coulée de Serrant, da até para mastigar. As frutas secas encontradas no aroma com o leve toque oxidativo harmonizam perfeitamente no seu retrogosto.
Mesmo sendo o mais "simples" da familha, trata-se de um vinho acima da média!
Les Vieux Clos é importado e comercializado pela Casa do Porto, por um valor consideravelmente menor que o Clos de La Coulée de Serrant. Vale a pena conferir.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Spanish White Guerrilla...
Spanish White Guerrilha... que es esto???
a. ( ) movimento separatista da Calalunia movida pelos guerrilheiros dos Pirineus.
b. ( )grupo de guerrilheiros espanhois da década de 40 que lutava por uma Espanha liderara e povoada somente por homens de pele branca.
c. ( )grupo de oito vinhos brancos espanhóis produzidos com uvas diferentes e em estilos diferentes.
d. ( )grupo de guerrilheiros espanhóis em pról da paz mundial, que tem como símbolo maior a bandeira branca.
e. ( )n.d.a.a.
Acertaram aquelas que optaram pela letra "d". Spanish White Guerrilha é uma coleção de vinhos brancos espanhóis, produzidos com as uvas brancas de maior prestígio internacional em uma mesma zona vinícola, em um mesmo terroir. Uma proposta inovadora, atual e muito, muito descontraída, a começar pelos seus rótulos.
Tive a oportunidade de degustar três dos oito exemplares da coleção e deixo aqui o meu parecer:
1. SPANISH WHITE GUERRILHA ALBARIÑO 2010 - 12,5%
Talvez o mais simples, faltou um pouco de personalidade! No aroma apresenta um leve toque mineral e floral, mas nada de mais... na boca leve e fácil, mas falta um pouco de acidez, falta um pouco de frescor. O famoso vinho descompromissado, funciona bem no final de tarde, de preferência na beira de uma piscina.
2. SPANISH WHITE GUERRILHA VERDEJO 2010 - 12,0%
Um Verdejo muito agradável, excelente exemplar para quem ainda não conhece esta variedade espanhola. Aromas de resina, cera de abelha, um melzinho bem sutil que vai evoluindo para aromas florais e frutas de polpa branca. Na boca untuoso e com muito frescor. Aqui as frutas de polpa branca prevalece. Muito bom...
3. SPANISH WHITE GUERRILHA GEWÜRZTRAMINER 2010 - 12,0%
Este foi o que mais me chamou a atenção. Primeiro porquê nunca havia degustado um Gewürztraminer espanhol (pelo menos que eu me lembre). Segundo porquê realmente é um belo exemplar de Gewürztraminer. Aromas de lichia em calda, pêssego em calda, floral e um leve mineral. Na boca uma ligeira untuosidade e a lichia e o pêssego em caldas prevalecem. Vale a pena conhecer!
Vinhos descontraídos, fáceis extremamente agradáveis e modernos... assim eu descrevo a familia Spanish White Guerrilha!
Estes vinhos são um verdadeiro achado comercializados pela Casa do Porto.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Mais uma Grata Surpresa dos Nossos Hermanos Argentinos.
Recentemente postei aqui no blog a minha grata surpresa ao degustar bons vinhos tintos argentinos que conseguiram sair daquela mesmice de muita compota de frutas vermelhas, alinhado com uma madeira sobresaindo sobre o restante do conjunto... para minha felicidade - e de boa parte de consumidores que estavam um pouco cansados da obviedade destes vinhos - parece que não só a Argentina como outros países sul-americanos, começam a perceber um outro caminho para seus vinhos, sem aquele famoso efeito "Coca-Cola" - isto quer dizer: vinhos muito parecidos, muito iguais.
Será que nossos hermanos estão reencontrando o seu verdadeiro terroir? Pergunta difícil de responder, mas a verdade é que estão produzindo vinhos cada vez mais diversos, para um público igualmente mais diverso. Realidade que eu não imaginaria há 2 anos atráz.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer os agradáveis vinhos da Finca La Martina - produzido pela Bodega Casa Vinícola Reyter. Degustei os varietais Syrah, Malbec e Cabernet Sauvignon, todos da safra 2009. Todos os três muito interessantes, dentro das suas singularidades.
Mas o que mais me chamou atenção foi o varietal de Cabernet Sauvignon - seu púrpura límpido e brilhante com reflexos violáceos dão as boas vindas deste belo vinho. Aromas de frutas negras frescas inundam a taça a todo instante - ameixa e jaboticaba é o que predomina. Aos poucos vão surgindo aromas de especiarias doces como cravo e açucar mascavo. Na boca um pouco quente (14,9% de álcool), mas as frutas negras tem destaque aqui também. Taninos bem presentes mas sem agredir, estão muito bem trabalhados - e um final de boca fresco e longo.
Como disse no início trata-se de vinhos que surpreende, vale a pena conhecer toda linha Finca La Martina.
Os vinhos Finca La Martina são comercializados em Belo Horizonte pela Casa do Porto.
Será que nossos hermanos estão reencontrando o seu verdadeiro terroir? Pergunta difícil de responder, mas a verdade é que estão produzindo vinhos cada vez mais diversos, para um público igualmente mais diverso. Realidade que eu não imaginaria há 2 anos atráz.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer os agradáveis vinhos da Finca La Martina - produzido pela Bodega Casa Vinícola Reyter. Degustei os varietais Syrah, Malbec e Cabernet Sauvignon, todos da safra 2009. Todos os três muito interessantes, dentro das suas singularidades.
Mas o que mais me chamou atenção foi o varietal de Cabernet Sauvignon - seu púrpura límpido e brilhante com reflexos violáceos dão as boas vindas deste belo vinho. Aromas de frutas negras frescas inundam a taça a todo instante - ameixa e jaboticaba é o que predomina. Aos poucos vão surgindo aromas de especiarias doces como cravo e açucar mascavo. Na boca um pouco quente (14,9% de álcool), mas as frutas negras tem destaque aqui também. Taninos bem presentes mas sem agredir, estão muito bem trabalhados - e um final de boca fresco e longo.
Como disse no início trata-se de vinhos que surpreende, vale a pena conhecer toda linha Finca La Martina.
Os vinhos Finca La Martina são comercializados em Belo Horizonte pela Casa do Porto.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Vinho Branco para Mastigar...
Na noite de ontem tive a oportunidade de me reencontrar com um dos vinhos brancos que mais me marcaram nesta minha vida de sommelier. Para quem não conhece, ou nunca ouviu falar de sua filosofia de produção, é um vinho que assusta: sua rolha geralmente mofada e seus aromas com notas de oxidação que prevalece no início pode ser confundido com um vinho decrépto. Mas nada disso, aos poucos vai se apresentando denso, profundo, extremamente elegante, complexo, com notas minerais marcantes e com ótimo final de boca...
Estou falando do aclamado Clos de la Coulée de Serrant 2005 - dos poucos vinhos do mundo com apelação própria: Appellation Savennières-Coulée de Serrant Contrólée. Se não me falha a memória, apenas este e o aclamado vinho Romanèe Conti tem apelação própria.
Produzido com a uva Chenin Blanc no Vale do Loire, França, pode-se dizer que é um vinho de "pedigre" - assinado pelo mago Nicolas Joly, enólogo biodinâmico, referência mundial do assunto, que se auto descreve apenas como um "assistente da natureza" - que trava uma luta árdua em pról do renascimento das apelações de origem.
Este é um belo exemplo que vinhos brancos também podem envelhecer muito bem. Para este Coulée de Serrant 2005, acho que terá por baixo pelo menos mais uns 15 anos de amadurecimento saudável...
Recomendo decantá-lo para assim apreciá-lo no seu explendor.
Coulée de Serrant é importado exclusivamente pela Casa do Porto.
Estou falando do aclamado Clos de la Coulée de Serrant 2005 - dos poucos vinhos do mundo com apelação própria: Appellation Savennières-Coulée de Serrant Contrólée. Se não me falha a memória, apenas este e o aclamado vinho Romanèe Conti tem apelação própria.
Produzido com a uva Chenin Blanc no Vale do Loire, França, pode-se dizer que é um vinho de "pedigre" - assinado pelo mago Nicolas Joly, enólogo biodinâmico, referência mundial do assunto, que se auto descreve apenas como um "assistente da natureza" - que trava uma luta árdua em pról do renascimento das apelações de origem.
Este é um belo exemplo que vinhos brancos também podem envelhecer muito bem. Para este Coulée de Serrant 2005, acho que terá por baixo pelo menos mais uns 15 anos de amadurecimento saudável...
Recomendo decantá-lo para assim apreciá-lo no seu explendor.
Coulée de Serrant é importado exclusivamente pela Casa do Porto.
sábado, 21 de janeiro de 2012
A Ovelha Negra de Bordeau Está de Volta!
Acaba de desembarcar no Brasil, a Ovelha Negra mais famosa do mundo dos vinhos: o Vin de Garage Bad Boy 2006.
Assim apelidado pelo crítico de vinhos Robert Parker, este simpático argelino radicado na França, Jean Luc Thunevin, resolveu colocar o seu apelido como o nome dos seus vinhos bases -AOC de Bordeaux . Mas que mesmo sendo vinhos bases, tem o tratamento de vinhos premiuns, produção limitada, amadurecimento em barricas novas de carvalho e otras cossitas mas...
Para aqueles que já conhecem este Bad Boy de Bordeaux, feito da mescla das uvas Merlot (95%) e Cabernet Franc(5%), é uma ótima oportunidade para relembrá-lo. Para aqueles que não conhecem e gostam de um vinho de boa concentração e moderno para os moldes de Bordeaux, sintam-se obrigados a conhecê-lo!
"O vinho é um trabalho, que muitos encaram como religião. Se fizermos as coisas muito sérios e com cara triste, as coisas não vão funcionar. Temos de estar felizes, é um prazer."
Jean Luc Thunevin - Bad Boy de Bordeaux.
Os vinhos Bad Boy e outros do portifólio do Miciê Jean Luc Thunevin é exclusividade da importadora Casa do Porto.
Assim apelidado pelo crítico de vinhos Robert Parker, este simpático argelino radicado na França, Jean Luc Thunevin, resolveu colocar o seu apelido como o nome dos seus vinhos bases -AOC de Bordeaux . Mas que mesmo sendo vinhos bases, tem o tratamento de vinhos premiuns, produção limitada, amadurecimento em barricas novas de carvalho e otras cossitas mas...
Para aqueles que já conhecem este Bad Boy de Bordeaux, feito da mescla das uvas Merlot (95%) e Cabernet Franc(5%), é uma ótima oportunidade para relembrá-lo. Para aqueles que não conhecem e gostam de um vinho de boa concentração e moderno para os moldes de Bordeaux, sintam-se obrigados a conhecê-lo!
"O vinho é um trabalho, que muitos encaram como religião. Se fizermos as coisas muito sérios e com cara triste, as coisas não vão funcionar. Temos de estar felizes, é um prazer."
Jean Luc Thunevin - Bad Boy de Bordeaux.
Os vinhos Bad Boy e outros do portifólio do Miciê Jean Luc Thunevin é exclusividade da importadora Casa do Porto.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Virginie de Valandraud - Um Gole Mais que Nostálgico.
Há alguns dias, tive a oportunidade de degustar na mesa de um cliente (na verdade mais amigo do que cliente)o fantástico vinho Virginie de Valandraud 2006. Na verdade nem foi uma degustação, foi apenas um gole, mas que voltou perfeitamente na lembrança a primeira vez que tive contato com este vinho.
Foi a mais ou menos há três anos atraz, com a visita do mestre Jean Luc Thunevin e de seu fiel escudeiro Juan Carlos (o francês mais brasileiro que conheço)em Belo Horizonte. Depois de um dia extremamente agradável no Museu Inhotim, fomos para degustação dos vinhos do "Miciê" Jean Luc na loja da Casa do Porto de Belo Horizonte - onde eu trabalhava na época.
Na oportunidade tive a honra de degustar alguns vinhos fantásticos do Thunevin. E entre Bad Boy, 3 de Valandraud, Valandraud n.1 e outros, o que mais me chamou a atenção naquela noite de luxo foi exatamente o Virginie de Valandraud. Vinho que leva o nome da filha de Jean Luc Thunevin, é um corte de Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec e Carménère - um pouco atípico para Saint Emilion. Proveniente de videiras com mais de 30 anos e seu estágio de 18 a 20 meses em barricas de carvalho fazem deste vinho um verdadeiro artigo de luxo! Café tostado, cacau, creme de chocolate, alcaçuz e cereja madura são facilmente identificados nos aromas mais que complexos deste vinho. Na boca extremamente equilibrado, explosão e elegância um ao lado do outro, não sei como isto é possível. Um vinho realmente singular!
Me considero um felizardo por poder apreciar uma obra prima desta, que com um simples gole, nos faz viver um momento mais que nostálgico.
Foi a mais ou menos há três anos atraz, com a visita do mestre Jean Luc Thunevin e de seu fiel escudeiro Juan Carlos (o francês mais brasileiro que conheço)em Belo Horizonte. Depois de um dia extremamente agradável no Museu Inhotim, fomos para degustação dos vinhos do "Miciê" Jean Luc na loja da Casa do Porto de Belo Horizonte - onde eu trabalhava na época.
Na oportunidade tive a honra de degustar alguns vinhos fantásticos do Thunevin. E entre Bad Boy, 3 de Valandraud, Valandraud n.1 e outros, o que mais me chamou a atenção naquela noite de luxo foi exatamente o Virginie de Valandraud. Vinho que leva o nome da filha de Jean Luc Thunevin, é um corte de Merlot, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec e Carménère - um pouco atípico para Saint Emilion. Proveniente de videiras com mais de 30 anos e seu estágio de 18 a 20 meses em barricas de carvalho fazem deste vinho um verdadeiro artigo de luxo! Café tostado, cacau, creme de chocolate, alcaçuz e cereja madura são facilmente identificados nos aromas mais que complexos deste vinho. Na boca extremamente equilibrado, explosão e elegância um ao lado do outro, não sei como isto é possível. Um vinho realmente singular!
Me considero um felizardo por poder apreciar uma obra prima desta, que com um simples gole, nos faz viver um momento mais que nostálgico.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Muito Além das Frutas Vermelhas em Compota.
Quando se fala em vinhos tintos argentinos, principalmente naqueles produzidos com grande percentual de Malbec, logo se espera aquela concentração de frutas vermelhas em compota tanto nos aromas como no paladar: esta é a marca registrada dos vinhos tintos dos nossos hermanos - marca registrada que muitas vezes deixa o vinho enjoativo, um pouco pedante e muitas vezes até óbvios de mais.
Mas para nossa sorte esta realidade dos tintos argentinos está mudando a passos largos. Tive a oportunidade de confirmar isto numa viagem que fiz para este país no primeiro semestre do ano passado, onde fui apresentado a vários exemplares nenhum pouco óbveis, ricos, e cheio de complexidade, que num fundo é o que a gente espera de um bom vinho tinto.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer outros exemplares que, numa degustação as cegas passa longe da tipicidade dos tintos argentinos. Dou destaque ao DOMADOS LOBUNO SELECT BLEND 2004 - um corte de Malbec (60%), Merlot (25%) e Cabernet Sauvignon (15%) com estagio em barricas de carvalho. Este exemplar de 14% de álcool, de um produtor de origem italiana é um bom exemplo da nova linhagem dos vinhos tintos argentinos. Um vinho que vem evoluindo muito bem, com uma riqueza aromática fantástica, que vai de azeitonas pretas a ervas de chimarrão. De frutas vermelhas em compota (que não poderia faltar) a aromas defumados. De cravo da india partindo para cheiro de Caixa de Charutos. Na boca não tem toda esta complexidade, mas apresenta-se com boa acidez, taninos presentes mas totalmente "domados" e toques da famosa frutas vermelhas em compotas bem misturado com um defumado muito interessante.
Um verdadeiro achado!
Domados Lobuno Select Blend 2004
Também aconselho a linha do Domados Tobbiano Malbec - Merlot ou Tobbiano Malbec - Cabernet Sauvignon. Estes vinhos são comercializados em Belo Horizonte pela Casa do Porto.
Mas para nossa sorte esta realidade dos tintos argentinos está mudando a passos largos. Tive a oportunidade de confirmar isto numa viagem que fiz para este país no primeiro semestre do ano passado, onde fui apresentado a vários exemplares nenhum pouco óbveis, ricos, e cheio de complexidade, que num fundo é o que a gente espera de um bom vinho tinto.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer outros exemplares que, numa degustação as cegas passa longe da tipicidade dos tintos argentinos. Dou destaque ao DOMADOS LOBUNO SELECT BLEND 2004 - um corte de Malbec (60%), Merlot (25%) e Cabernet Sauvignon (15%) com estagio em barricas de carvalho. Este exemplar de 14% de álcool, de um produtor de origem italiana é um bom exemplo da nova linhagem dos vinhos tintos argentinos. Um vinho que vem evoluindo muito bem, com uma riqueza aromática fantástica, que vai de azeitonas pretas a ervas de chimarrão. De frutas vermelhas em compota (que não poderia faltar) a aromas defumados. De cravo da india partindo para cheiro de Caixa de Charutos. Na boca não tem toda esta complexidade, mas apresenta-se com boa acidez, taninos presentes mas totalmente "domados" e toques da famosa frutas vermelhas em compotas bem misturado com um defumado muito interessante.
Um verdadeiro achado!
Domados Lobuno Select Blend 2004
Também aconselho a linha do Domados Tobbiano Malbec - Merlot ou Tobbiano Malbec - Cabernet Sauvignon. Estes vinhos são comercializados em Belo Horizonte pela Casa do Porto.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Últimas Semanas da Confraria Vizar
Vai até o final deste mês, nos restaurantes O Dádiva, Rokkon, Sorriso e Maria de Lourdes, a Comfraria Bodegas Vizar. Referência entre os "Vinos de La Tierra de Castilla y León”; Espanha - que conta com um projeto único, onde se prima pela liberdade de ação, reunindo as condições ideais para se produzir grandes vinhos. Bodegas Vizar entende o vinho não só como um produto, mas também como um elemento de reunião e união entre as pessoas.
Vinhos sugeridos com preços especiais:
Elbo Tempranillo 2009 – R$69,00
Vizar 5 Meses2008 – R$120,00
Vizar 12 Meses 2007 – R$180,00
Vizar Selecion Especial 2007 – R$284,00
Vizar Syrah 2007 (apenas 120 garrafas para todo Brasil) – R$405,00
Esta confraria é uma parceria do Grupo O Dádiva com a Importadora Casa do Porto.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Rodrigo Geisse em Belo Horizonte.
Em passagem rápida pela capital mineira no início desta semana, Rodrigo Geisse, filho do aclamado enólogo Mario Geisse nos presenteou com duas palestras seguidas de degustação de seus espumantes.
Na ocasião, Rodrigo falou de um modo geral, como está a vitivinicultura brasileira nos dias de hoje: os grandes avanços, as grandes conquistas, e quais as dificuldades que ainda perpetuam para que o vinho brasileiro ganhe respeito no cenário internacional. Sem perder o foco, é claro, nos seus vinhos de terroir, como são considerados os espumantes produzidos pela sua família.
A Vinícola Geisse produz uma das melhores linhas de espumantes no Brasil: dos seus espumantes mais básicos (Amadeu Brut, Rosé e Moscatel)passando pela linha Cave Geisse (Brut e Nature) até chegar a mais alta gama composta pela Cave Geisse Rosé e Cave Geisse Terroir Nature - estas sim conseguem ser pário duro para qualquer espumante no mundo - só são produzidas em grandes safras, a que está sendo comercializada atualmente é a 2006, e daqui a pouco veremos a 2008 no mercado. Por opção da famílha Geisse, toda a linha é produzida pelo método tradicional (segunda fermentação na garrafa)e sempre safrado - isto quer dizer sem mistura de safras - o que mostra o respeito pelo terroir daquele ano.
A primeira palestra, que foi mais uma espécie de treinamento foi realizada no restaurante O Dádiva - onde as equipes deste restaurante, Sorriso, Rokkon, Tizé e Maria de Lourdes tiveram a oportunidade de comhecer de perto os espumantes Amadeu Rosé 2009 e Cave Geisse Rosé 2006 - ambos 100% Pinot Noir, mas bem distintos um do outro.
A segunda palestra ocorreu para a turma do terceiro módulo da ABS-MG.Com uma linguagem mais técnica, os alunos tiveram uma belíssima aula de como os espumantes brasileiros evoluiram da década de 70 até hoje. Sendo degustado no final os aclamados Cave Geisse Terroir Nature 2006 (Chardonnay e Pinot Noir) e a Cave Geisse Rosé 2006. Verdadeiros ícones dos espumantes brasileiros!
Os espumantes da Vinícola Geisse são distribuídos pela Casa do Porto para toda Minas Gerais.
No mais só temos a agradecer por produtores sérios que ainda lutam para colocar nossos vinhos em um lugar de destaque no cenário internacional.
Saúde à familha Geisse!
Toda sutileza da Cave Geisse Terroir Nature 2006 e da Cave Geisse Rosé 2006.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Degustação Alzania - Para Fechar o Ano com Chave de Ouro!
A Casa do Porto BH, ofereceu no último dia 25 uma degustação memorável para fechar o ano de 2010 com chave de ouro! Foram apresentados nada mais nada menos que os belos vinhos da Vinícola Alzania, pra mim, uma das melhores, se não a melhor vinícola da D.O Navarra. E como não se bastassem os vinhos, a apresentação foi feita pelo próprio "Criador da Criatura": José Manuel Echeverria - enólogo e proprietário da vinícola; uma das personalidades do vinho espanhol mais respeitadas no mundo vitivinícola atualmente! Na ocasião foram apresentados quatro vinhos tintos - que já falaremos sobre eles - e um azeite (não sou expert no assunto, mas foi um dos mais agradáveis que já degustei). Os vinhos degustados foram:
GARDACHO GARNACHA VIEJA 2008 (13%) - já havia citado este vinho como um dos melhores preços - qualidades apresentados no Brasil em 2010, e esta degustação só veio a confirmar isto. As uvas deste vinho são provenientes de uma cooperativa de Navarra, e vinho é vinificado na própria cooperativa - sobre os olhos críticos do Echeverria, é claro! No exame visual mostrou um rubi intenso, brilhante e sem resíduos. No aroma um misto muito agradável de amoras com um toque floral que remete à violeta (segundo Echeverria, uma marca registrada da Garnacha espanhola). Um leve mentolado aparece para enriquecer o final aromático. Na boca a amora prevalece, com uma acidez e um frescor muito agradáveis, que faz deste vinho uma excelente opção na faixa de preço que ele é trabalhado.
FINCA LA MONEDA 2005 (13,5%) - 60% merlot, 30% syrah e 10% garnacha - 12 meses de carvalho - No visual mostrou um rubi intenso, brilhante, sem nenhuma nota de evolução - parece ser mais novo que realmente é. No aroma apresentou uma complexidade fantástica desde o início - frutas vermelhas em compota, eucalipto, tabaco, folhas de cedro, canela doce e um toque de pimenta do reino são facilmente identificados. Simplesmente fantástico! Na boca o álcool se mostra mais presente, mas nada que possa denegrir o vinho. Taninos bem presentes - porém domados. Mas o que realmente se destaca é a bela harmonia entre a fruta e a madeira, o que faz do Finca de La Moneda um grande vinho, mas que ainda tem um caminho muito longo pela frente. Pra mim, este foi o vinho que mais me impressionou!!!
FINCA ALZANIA 21 DEL 10 2006 (13,8%) - 100% syrah - 12 meses de carvalho - este vinho já encanta aos olhos antes mesmo de abrir a garrafa - seu rótulo preto com os dizeres em prata é impactante, e já conquista o consumidor. Na taça, sua cor é intensa e brilhante. No aroma, um misto de frutas negras, cacau, noz moscada e folhas de cedro mostra a potência e a complexidade deste vinho. Na boca tem uma acidez bem presente e taninos concetrados. Mas prevalece a madeira. Talvez pela pouca idade, este vinho não se mostra muito equilibrado no exame gustativo. Porém, sem dúvida nenhuma, vai evoluir muito bem e provavelmente encontrará um equilíbrio maior ano após ano! Gostaria de degustá-lo novamente daqui uns dois anos...
ALZANIA SELECION PRIVADA 2005 (14%) - 65% merlot, 35% tempranillo - 14 meses de carvalho - pra mim trata-se da grande estrela da tarde! Numa degustação às cegas, facilmente este vinho te remete às grandes estrelas bordalesas de Pomerol e Saint Émilion. São produzidas apenas 4.000 garrafas por safra. Mas vamos ao que interessa: no visual apresenta um rubi intenso e brilhante, sem nenhum traço de evolução. No aroma, apresenta um toque terroso, pimenta do reino, amoras frescas, caixa de charuto em plena harmonia. Na boca os taninos estão macios e acidez muito agradável. Aqui existe uma fruta vermelha madura bem delicada, bem acompanhada do toque terroso e da pimenta do reino. Simplesmente um espetáculo! Vida longa ao Alzania Selecion Privada!!!
No mais, só tenho a agradecer mais uma vez à equipe da Casa do Porto BH por mais esta degustação de luxo!
GARDACHO GARNACHA VIEJA 2008 (13%) - já havia citado este vinho como um dos melhores preços - qualidades apresentados no Brasil em 2010, e esta degustação só veio a confirmar isto. As uvas deste vinho são provenientes de uma cooperativa de Navarra, e vinho é vinificado na própria cooperativa - sobre os olhos críticos do Echeverria, é claro! No exame visual mostrou um rubi intenso, brilhante e sem resíduos. No aroma um misto muito agradável de amoras com um toque floral que remete à violeta (segundo Echeverria, uma marca registrada da Garnacha espanhola). Um leve mentolado aparece para enriquecer o final aromático. Na boca a amora prevalece, com uma acidez e um frescor muito agradáveis, que faz deste vinho uma excelente opção na faixa de preço que ele é trabalhado.
FINCA LA MONEDA 2005 (13,5%) - 60% merlot, 30% syrah e 10% garnacha - 12 meses de carvalho - No visual mostrou um rubi intenso, brilhante, sem nenhuma nota de evolução - parece ser mais novo que realmente é. No aroma apresentou uma complexidade fantástica desde o início - frutas vermelhas em compota, eucalipto, tabaco, folhas de cedro, canela doce e um toque de pimenta do reino são facilmente identificados. Simplesmente fantástico! Na boca o álcool se mostra mais presente, mas nada que possa denegrir o vinho. Taninos bem presentes - porém domados. Mas o que realmente se destaca é a bela harmonia entre a fruta e a madeira, o que faz do Finca de La Moneda um grande vinho, mas que ainda tem um caminho muito longo pela frente. Pra mim, este foi o vinho que mais me impressionou!!!
FINCA ALZANIA 21 DEL 10 2006 (13,8%) - 100% syrah - 12 meses de carvalho - este vinho já encanta aos olhos antes mesmo de abrir a garrafa - seu rótulo preto com os dizeres em prata é impactante, e já conquista o consumidor. Na taça, sua cor é intensa e brilhante. No aroma, um misto de frutas negras, cacau, noz moscada e folhas de cedro mostra a potência e a complexidade deste vinho. Na boca tem uma acidez bem presente e taninos concetrados. Mas prevalece a madeira. Talvez pela pouca idade, este vinho não se mostra muito equilibrado no exame gustativo. Porém, sem dúvida nenhuma, vai evoluir muito bem e provavelmente encontrará um equilíbrio maior ano após ano! Gostaria de degustá-lo novamente daqui uns dois anos...
ALZANIA SELECION PRIVADA 2005 (14%) - 65% merlot, 35% tempranillo - 14 meses de carvalho - pra mim trata-se da grande estrela da tarde! Numa degustação às cegas, facilmente este vinho te remete às grandes estrelas bordalesas de Pomerol e Saint Émilion. São produzidas apenas 4.000 garrafas por safra. Mas vamos ao que interessa: no visual apresenta um rubi intenso e brilhante, sem nenhum traço de evolução. No aroma, apresenta um toque terroso, pimenta do reino, amoras frescas, caixa de charuto em plena harmonia. Na boca os taninos estão macios e acidez muito agradável. Aqui existe uma fruta vermelha madura bem delicada, bem acompanhada do toque terroso e da pimenta do reino. Simplesmente um espetáculo! Vida longa ao Alzania Selecion Privada!!!
No mais, só tenho a agradecer mais uma vez à equipe da Casa do Porto BH por mais esta degustação de luxo!
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