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quarta-feira, 2 de março de 2011

Rodrigo Geisse em Belo Horizonte.


Em passagem rápida pela capital mineira no início desta semana, Rodrigo Geisse, filho do aclamado enólogo Mario Geisse nos presenteou com duas palestras seguidas de degustação de seus espumantes.
Na ocasião, Rodrigo falou de um modo geral, como está a vitivinicultura brasileira nos dias de hoje: os grandes avanços, as grandes conquistas, e quais as dificuldades que ainda perpetuam para que o vinho brasileiro ganhe respeito no cenário internacional. Sem perder o foco, é claro, nos seus vinhos de terroir, como são considerados os espumantes produzidos pela sua família.
A Vinícola Geisse produz uma das melhores linhas de espumantes no Brasil: dos seus espumantes mais básicos (Amadeu Brut, Rosé e Moscatel)passando pela linha Cave Geisse (Brut e Nature) até chegar a mais alta gama composta pela Cave Geisse Rosé e Cave Geisse Terroir Nature - estas sim conseguem ser pário duro para qualquer espumante no mundo - só são produzidas em grandes safras, a que está sendo comercializada atualmente é a 2006, e daqui a pouco veremos a 2008 no mercado. Por opção da famílha Geisse, toda a linha é produzida pelo método tradicional (segunda fermentação na garrafa)e sempre safrado - isto quer dizer sem mistura de safras - o que mostra o respeito pelo terroir daquele ano.
A primeira palestra, que foi mais uma espécie de treinamento foi realizada no restaurante O Dádiva - onde as equipes deste restaurante, Sorriso, Rokkon, Tizé e Maria de Lourdes tiveram a oportunidade de comhecer de perto os espumantes Amadeu Rosé 2009 e Cave Geisse Rosé 2006 - ambos 100% Pinot Noir, mas bem distintos um do outro.
A segunda palestra ocorreu para a turma do terceiro módulo da ABS-MG.Com uma linguagem mais técnica, os alunos tiveram uma belíssima aula de como os espumantes brasileiros evoluiram da década de 70 até hoje. Sendo degustado no final os aclamados Cave Geisse Terroir Nature 2006 (Chardonnay e Pinot Noir) e a Cave Geisse Rosé 2006. Verdadeiros ícones dos espumantes brasileiros!
Os espumantes da Vinícola Geisse são distribuídos pela Casa do Porto para toda Minas Gerais.
No mais só temos a agradecer por produtores sérios que ainda lutam para colocar nossos vinhos em um lugar de destaque no cenário internacional.
Saúde à familha Geisse!


Toda sutileza da Cave Geisse Terroir Nature 2006 e da Cave Geisse Rosé 2006.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Verão brasileiro: época de explorarmos nossos belos espumantes!

   Janeiro, verão, calor, sol, praia, piscina, alegria, descontração... não há época melhor para explorarmos nossa gama de grandes espumantes. Nesta época praticamente tudo harmoniza com esta bebida leve, refrescante e muito, muito alegre!
   Nossos espumantes estão, ano após ano, se consolidando no cenário nacional, e lentamente no cenário internacional. Tudo isto graças a produtores sérios e talentosos que estão conseguindo colocar o nosso produto entre os melhores do mundo, e principalmente, graças ao nosso terroir do sul do país, que é bem propício para a produção de espumantes.
   Mas nem tudo está perfeito no país do carnaval, do futebol e porque não, dos grandes espumantes também! Alguns produtores não tão sérios, no intúito de aproveitar o sucesso deste vinho, começaram a lançar no mercado espumantes no mínimo questionáveis. Muitas vezes vinificando uvas impróprias para este produto. Querendo "dar uma biliscada" no sucesso alcançado por aqueles que realmente fazem por onde de colocar os nossos espumantes entre os melhores do mundo. Por isto devemos tomar muio cuidado para não comprarmos "gato por lebre", em nossas prateleiras cada vez mais cheias de opções.
   Entre os degustados recentemente, daria destaque ao Valduga 130 Brut - corte de chardonnay com pinot noir, produzido pelo método tradicional (segunda fermentação na garrafa), o que garante ao produto mais estrutura, mais complexidade, e sem perder o frescor. A linha Amadeu - tanto o brut (chardonnay com pinot noir - método tradicional) quanto o rosé (100% pinot noir - método tradicional) - diga-se de passagem, creio que seja a melhor relação preço qualidade existente no mercado atual. A linha Cave Geisse  - tanto o brut quanto o nature (ambas um corte de chardonnay e pinot noir - método tradicional). E a grande estrela: Cave Geisse Terroir Nature 2006 - também um corte de chardonnay com pinot noir, feito pelo método tradicional, com uma complexidade ímpar de aromas - frutas de polpa branca madura, frutas secas, um toque de torrefação... com uma cremosidade e um  frescor encantador no final de boca ! Esta sim é pario forte para os grandes espumantes do mundo.
   No mais, é só termos um pouco de atenção aos produtos oferecidos, e escolhermos um belo espumante brasileiro para acompanhar esta época do ano tão esperada por todos.
  

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

"UM DIA DE ENÓLOGO DOS ESPUMANTES CAVE GEISSE"

     Ontem, à convite da equipe da Casa do Porto BH, tive uma experiência formidável: degustar quatro espumantes Cave Geisse Brut - um corte de Chardonnay 70% e Pinot Noir 30%, com licor de dosagem  diferentes, para identificar qual seria o mais agradável para o nosso paladar. Esta expetacular iniciativa da Vinícola Cave Geisse, pra mim um dos melhores produtores de espumantes da América do Sul, para não dizer o melhor, tem como objetivo decidir qual será o percentual de açúcar da Cave Geisse Brut 2009, de acordo com a votação de profissionais e consumidores das principais capitais brasileiras.
   O Sr. Carlos, representante da vinícola, nos apresentou os quatro exemplares às cegas, e os profissionais presentes tinham que votar naquela que era a mais agradável. A primeira a ser degustada tinha 6 gr. de açúcar, a segunda 10 gr., a terceira, uma espécie de pegadinha tinha apenas 4 gr. (menos que o mínimo exigido para ser um brut) e a quarta 8 gr. de açúcar.
   A escolhida por mim e mais 3 profissionais de um total de 8 presentes foi a primeira, com 6 gr. de açúcar. Entendo simplesmente que esta deixava a boca mais limpa, provavelmente mais "gastronômica" - apesar de não gostar de usar este termo para nenhum vinho - pois acredito que todos sejam gastronômicos. Mas é importante reçaltar que a diferença entre elas é muito pequena.
   Parabéns à Vinícola Cave Geisse pela iniciativa, e pela Casa do Portopor abraçar este tipo de evento.
   O público de BH só tem a agradecer!