"A nossa vida é tão maravilhosa que nos prega peças o tempo todo e nos proporciona experiências únicas que levaremos para o resto de nossas vidas. Há dois anos atrás nem me imaginava estar onde estou tão pouco degustar vinhos fantásticos e icônicos que tive a oportunidade de degustar. Vinhos renomados dos grandes produtores do mundo das melhores safras e altas pontuações - apesar de eu não considerar tanto essa última colocação. Enfim,na semana passada degustei 3 vinhos de grandes produtores porém de safras que não foram tão aclamadas pelos críticos mundo afora,depois desta experiência pude de fato constatar que nas mãos de produtores conscientes, responsáveis, que produzem quantidades minúsculas de vinho para expressar da melhor maneira possível seu terroir conseguem fazer verdadeiras jóias.Esses vinhos no começo podem ser um pouco rudes e duros mas com o tempo evoluem muito bem ganhando um equilíbrio desconcertante. E dentre esses o que mais me chamou a atenção foi um Vega Sicilia 1965,e essa bodega despensa comentários,referência não só para a Espanha mas sim para o mundo todo. O vinho não aparentava a idade que tinha,estava íntegro e muito complexo. Na cor um rubi com traços alaranjados de média intensidade muito límpido,e detalhe: não tinha nem resquícios de borras. Nariz bastante evoluído e maravilhoso,notas de tabaco,cogumelos,alcaçuz,especiarias se mostraram mais intensas e depois surgiram café,caramelo e caixa de charuto(cedro),fruta seca e um floral muito elegante que me intrigou devido á idade e o estilo do vinho. Em boca era firme e de textura aveludada,muito bem integrado,ótima acidez e 13,5% de álcool que garantiram boa estrutura e força a esse “Coroa” de 47 anos de idade. Prazeroso e inesquecível. O Vega até 1982, se não estou enganado, era considerado “vinho de mesa” devido a sua composição e seu amadurecimento, composto de Cabernet Sauvignon,Malbec,Merlot,Tinto fino(Tempranillo) e Albillo,amdurece no mínimo 7 anos em madeira sendo que durante esse tempo é trasfegado várias vezes para outros tonéis e barricas de diferentes idades e tamanhos(creio que seja por isso que não tinha borra),logo depois descansa mais dois anos em garrafa para aí sim ser comercializado. O Vega Sicilia sem dúvida nenhuma está num seleto grupo de produtores que inspira respeito pela mera menção de seus nomes. Cheers!"
Thiago Fernandes é um dos sommeliers mais promissores de Belo Horizonte, sem sombra de dúvidas um dos melhores alunos que já tive na ABS-MG. Hoje está executando um belo trabalho nos salões do restaurante Vecchio Sogno.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Pinot Grigio ou Pinot Gris? Eis a questão...
" Imagine um par de gêmeas idênticas separadas ao nascer e criadas em países diferentes. Geneticamente idênticas, mas de países diferentes, com idiomas diferentes e um estilo diferente. É isso que acontece com a Pinot Grigio e a sua companheira, Pinot Gris."
Matt Skinner - livro Sem Segredos.
É indiscutível que trata-se da mesma uva, Pinot Grigio como é conhecida na Itália e Pinot Gris como é conhecida na França. Mas como pode produzir vinhos tão diferentes? Terroir? Tudo bem, tem que ser levado em consideração. Mas mesmo assim, ainda continuam muito diferentes...
A Pinot Grigio, versão italiana, geralmente é cultivada na região do Vêneto. Produz vinhos bem leves, delicados e frescos. Aconcehha-se consumí-los ainda jovem.
Já a Pinot Gris, versão francesa, geralmente é cultivada na região da Alsacia. Produz vinhos mais intensos, mais concentrados, principalmente quando estagiados em barricas de carvalho.
Também conhecida como Grauburgunder, Ruländer e Malvoisie, a Pinot Grigio / Pinot Gris também são cultivadas em outros países como Alemanha, Austria, Nova Zelândia e Estados Unidos. E foi exatamente deste último país que tomei meu último Pinot Gris.
Trata-se do Cloud Line Pinot Gris 2008 - produzido na região do Oregon.
No primeiro momento se apresentou fresco, com um toque cítrico bem sutil, remetendo a limão siciliano, bem característico dos bons Pinot Grigio italianos. Aos poucos, na medida que foi abrindo, se apresentou mais rico, mais complexo, mas sem perder o frescor inicial. O cítrico inicial começou a dar espaço para um mineral bem pronunciado, com nuances de abacaxi e laranja. Um verdadeiro mix entre a versão italiana Pinot Grigio e a versão francesa Pinot Gris (se é que isto é possível).
Vale a pena conferir!
O Cloud Line Ponot Gris 2008 é comercializado pela importadora Mistral.
Matt Skinner - livro Sem Segredos.
É indiscutível que trata-se da mesma uva, Pinot Grigio como é conhecida na Itália e Pinot Gris como é conhecida na França. Mas como pode produzir vinhos tão diferentes? Terroir? Tudo bem, tem que ser levado em consideração. Mas mesmo assim, ainda continuam muito diferentes...
A Pinot Grigio, versão italiana, geralmente é cultivada na região do Vêneto. Produz vinhos bem leves, delicados e frescos. Aconcehha-se consumí-los ainda jovem.
Já a Pinot Gris, versão francesa, geralmente é cultivada na região da Alsacia. Produz vinhos mais intensos, mais concentrados, principalmente quando estagiados em barricas de carvalho.
Também conhecida como Grauburgunder, Ruländer e Malvoisie, a Pinot Grigio / Pinot Gris também são cultivadas em outros países como Alemanha, Austria, Nova Zelândia e Estados Unidos. E foi exatamente deste último país que tomei meu último Pinot Gris.
Trata-se do Cloud Line Pinot Gris 2008 - produzido na região do Oregon.
No primeiro momento se apresentou fresco, com um toque cítrico bem sutil, remetendo a limão siciliano, bem característico dos bons Pinot Grigio italianos. Aos poucos, na medida que foi abrindo, se apresentou mais rico, mais complexo, mas sem perder o frescor inicial. O cítrico inicial começou a dar espaço para um mineral bem pronunciado, com nuances de abacaxi e laranja. Um verdadeiro mix entre a versão italiana Pinot Grigio e a versão francesa Pinot Gris (se é que isto é possível).
Vale a pena conferir!
O Cloud Line Ponot Gris 2008 é comercializado pela importadora Mistral.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Um Bairrada com Apenas 42 Anos de Idade.
Sua cor acastanhada dá as boas vindas do que está por vir...
Recentemente fui agraciado por um colega de profissão com uma garrafa de vinho tinto português Bairrada Colheita 1970, que me deixou de queicho caído logo que vi a garrafa. Este colega se chama Fernando Serigad, português recém chegado no Brasil, que trouxe contigo uma garrafa deste vinho. Lembro muito bem de suas palavras: "trouxe este Bairrada 1970 comigo, mas acho que vai ser mais útil em suas mãos!". Desde já lhe agradeço Fernando, por ter me proporcionado este momento único.
Levei um tempo para tomar coragem para abrir esta garrafa, não é sempre que temos pela frente um vinho com 42 anos para degustar. Não sabia sequer a procedência da mesma, se foi bem armazenada ou não nestas últimas quatro décadas. Fiquei com um certo receio de abri-lo, com medo de já estar decrépto. E enquanto este dia não chegava fiz algumas pesquisas sobre a possível origem deste vinho, já que seu rótulo não traz quase nenhuma informação: a não ser que se trata de um Bairrada Tinto, colheita 1970, produzido pela Adega Cooperativa de Mogofores.
Com as minhas pesquisas cheguei a conclusão que poderia sim estar de frente com um vinho ainda saudável, já que a longevidade destes vinhos é considerável. Provavelmente produzido com algumas destas uvas portuguesas: Alfrocheiro Preto, Baga, Bastardo, Castelão, Jaen ou Touriga Nacional, já que são elas as principais estrelas da região de Baga.
Abri o vinho na última sexta-feira, 17 de fevereiro, meu último dia de salão do restaurante O Dádiva. Foi uma forma de dizer até logo para meus colegas do salão, já que não sou fã de despedidas. E não tinha como ter sido melhor:
Este Bairrada 1970 ainda estava bem vivo, tudo bem que já havia passado do seu auge, mas ainda está com vida. Sua cor acastanhada um pouco turva dava as boas vindas. Seus aromas inicialmente remetiam um pouco aos aromas de um Vinho do Porto, mas logo foi abrindo um caramelo, bala de café, ameixa preta em calda, avelã... enfim, seus aromas ainda estavam bem ricos! Pode-se dizer que a boca ficou desfavorecida depois desta riqueza aromática. Traços de caramelo, avelã e ameixa preta em calda são percebidos aqui também, mas de uma forma bem mais sutil, passa rápido, não deixa um retrogosto marcante.
Bastante resíduos no fundo da garrafa.
Momento único, muito difícil encontrar com este Bairrada novamente. Este é para ficar para história.
Sei que já disse isto, mas gostaria de deixar novamente os meus mais sinceros agradecimentos ao português Fernando Serigad, por ter me proporcionado este momento!
Recentemente fui agraciado por um colega de profissão com uma garrafa de vinho tinto português Bairrada Colheita 1970, que me deixou de queicho caído logo que vi a garrafa. Este colega se chama Fernando Serigad, português recém chegado no Brasil, que trouxe contigo uma garrafa deste vinho. Lembro muito bem de suas palavras: "trouxe este Bairrada 1970 comigo, mas acho que vai ser mais útil em suas mãos!". Desde já lhe agradeço Fernando, por ter me proporcionado este momento único.
Levei um tempo para tomar coragem para abrir esta garrafa, não é sempre que temos pela frente um vinho com 42 anos para degustar. Não sabia sequer a procedência da mesma, se foi bem armazenada ou não nestas últimas quatro décadas. Fiquei com um certo receio de abri-lo, com medo de já estar decrépto. E enquanto este dia não chegava fiz algumas pesquisas sobre a possível origem deste vinho, já que seu rótulo não traz quase nenhuma informação: a não ser que se trata de um Bairrada Tinto, colheita 1970, produzido pela Adega Cooperativa de Mogofores.
Com as minhas pesquisas cheguei a conclusão que poderia sim estar de frente com um vinho ainda saudável, já que a longevidade destes vinhos é considerável. Provavelmente produzido com algumas destas uvas portuguesas: Alfrocheiro Preto, Baga, Bastardo, Castelão, Jaen ou Touriga Nacional, já que são elas as principais estrelas da região de Baga.
Abri o vinho na última sexta-feira, 17 de fevereiro, meu último dia de salão do restaurante O Dádiva. Foi uma forma de dizer até logo para meus colegas do salão, já que não sou fã de despedidas. E não tinha como ter sido melhor:
Este Bairrada 1970 ainda estava bem vivo, tudo bem que já havia passado do seu auge, mas ainda está com vida. Sua cor acastanhada um pouco turva dava as boas vindas. Seus aromas inicialmente remetiam um pouco aos aromas de um Vinho do Porto, mas logo foi abrindo um caramelo, bala de café, ameixa preta em calda, avelã... enfim, seus aromas ainda estavam bem ricos! Pode-se dizer que a boca ficou desfavorecida depois desta riqueza aromática. Traços de caramelo, avelã e ameixa preta em calda são percebidos aqui também, mas de uma forma bem mais sutil, passa rápido, não deixa um retrogosto marcante.
Bastante resíduos no fundo da garrafa.
Momento único, muito difícil encontrar com este Bairrada novamente. Este é para ficar para história.
Sei que já disse isto, mas gostaria de deixar novamente os meus mais sinceros agradecimentos ao português Fernando Serigad, por ter me proporcionado este momento!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Em Busca do Equilíbrio e da Perfeição.
"El núcleo central és un lugar de meditación y contempláción. Luego de intertar diferentes caminos llegamos al centro: donde encontramos el equilibrio y la perfección".
É assim que Rafael Tirado, aclamado enólogo chileno, apresenta seu vinho de produção particular.
Laberinto é uma proposta particular de Rafael Tirado que já nasceu grande. Produzindo apenas dois vinhos (Sauvignon Blanc e o Cabernet Sauvignon - Merlot)na região do Maule - região que até pouco tempo atráz não era reconhecida como região de grandes vinhos chilenos . Sempre aclamados como vinhos destaques por vários críticos do setor, como Patrício Tápia e Jorge Luck, Laberinto é sempre muito aclamado, principalmente pela sua individualidade e respeito ao terroir.
Recentemente degustei novamente a versão tinto do Laberinto. E sempre que o degusto fico mais encantado: ruby intenso com reflexos violáceos, apresenta em seus aromas uma concentração de frutas vermelhas, goiaba madura e notas picantes, como páprica. A madeira se apresenta elegantemente nos aromas, dando notas de cacau e café torrado. Na boca se apresenta intenso, nervoso, mas sem perder a elegância. Boa acidez e seus taninos sedosos e marcantes é o cartão de boas vindas deste grande vinho. Frutas vermelhas, especiarias secas e grãos de café torrado são bem marcantes no paladar. Um vinho complexo, marcante e único!
Um grande exemplar do potencial do vinho tinto chileno. Uma bela aposta do enólogo Rafael Tirado.
A linha Laberinto é importada e comercializada exclusivamente pela importadora Casa do Porto.
É assim que Rafael Tirado, aclamado enólogo chileno, apresenta seu vinho de produção particular.
Laberinto é uma proposta particular de Rafael Tirado que já nasceu grande. Produzindo apenas dois vinhos (Sauvignon Blanc e o Cabernet Sauvignon - Merlot)na região do Maule - região que até pouco tempo atráz não era reconhecida como região de grandes vinhos chilenos . Sempre aclamados como vinhos destaques por vários críticos do setor, como Patrício Tápia e Jorge Luck, Laberinto é sempre muito aclamado, principalmente pela sua individualidade e respeito ao terroir.
Recentemente degustei novamente a versão tinto do Laberinto. E sempre que o degusto fico mais encantado: ruby intenso com reflexos violáceos, apresenta em seus aromas uma concentração de frutas vermelhas, goiaba madura e notas picantes, como páprica. A madeira se apresenta elegantemente nos aromas, dando notas de cacau e café torrado. Na boca se apresenta intenso, nervoso, mas sem perder a elegância. Boa acidez e seus taninos sedosos e marcantes é o cartão de boas vindas deste grande vinho. Frutas vermelhas, especiarias secas e grãos de café torrado são bem marcantes no paladar. Um vinho complexo, marcante e único!
Um grande exemplar do potencial do vinho tinto chileno. Uma bela aposta do enólogo Rafael Tirado.
A linha Laberinto é importada e comercializada exclusivamente pela importadora Casa do Porto.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Rigatoni com Atum Harmonizado com um Pinot Gris Norte Americano - por Marie Almeida Maranhão Giacchero de Pádua
Harmonização perfeita entre um Rigatoni com atum ao molho de Alcaparras com um surpreendente Pinot Gris norte-americano do Oregon. Harmonização descrita por Marie Almeida Maranhão Giacchero de Pádua:
As imagens já dizem tudo: harmonização perfeita!
As imagens já dizem tudo: harmonização perfeita!
Tenuta di Trinoro - por Jose Maria de Carvalho.
" Imaginem um vale, cercado em todos os lados por montanhas, como se fosse uma tigela. Assim é Vall d`Orcia na Toscana.
De um lado as interperies do oceano, do outro o interior Toscano, com poucas chuvas e e clima perfeito para fazer grandes vinhos, é nesse lugar que a 20 anos atrás ainda não constava nos mapas vinícolas surgia a Tenuta di Trinoro, hoje, em tão pouco tempo, figura entre as mais conceituadas propriedades Toscanas.
Andrea Francheti, de família aristocrática, que até meados dos anos oitenta vivia em NY e tinha o vinho como forma de vida, porém não produzindo mas comercializando, era importador de vários rótulos da Itália para os EUA.
Cansado da correria dos grandes centros resolveu voltar a terra natal e viver no interior, com tranqüilidade, adquiriu essa propriedade, mas nunca pensava em produzir vinhos.
Três anos depois estava entediado com o ar bucólico, resolveu então plantar as primeiras vinhas, como tinha grande apresso aos vinhos de Bordeaux, buscou as classicas uvas francesas nos melhores viveiros.
Em 1997, ano de grande safra na Itália surge a primeira colheita de seu principal vinho, Tenuta di Trinoro, com base em Merlot e Cabernet Sauvignon, mas com pitadas de Cabernet Franc e Cesanese. Logo nas primeiras safras a imprensa especializada concede altas notas a seu vinho, segundo o Gambero Rosso, o mais importante guia do vinho Italiano, "Andrea Franchetti não conhece meias medidas na busca da qualidade absoluta". Com castas típicas de Bordeaux e um inegável acento Italiano, Tenuta di Trinoro é um pretendente a ser o Chateau Cheval Blanc da Toscana, isso para Robert Parker.
Em 1999 surge seu segundo vinho, Le Cupole, talhado para consumo mais jovem, mas com capacidade de envelhecimento para 10 a 15 anos e custando 1/5 do preço de seu principal vinho.
Recentemente foi criado um Merlot 100%, Palazzi, de produção super limitada, criando enorme furor entre os consumidores, por sua limitação e altíssima qualidade.
Com técnicas modernas em uma país onde o tradicional é uma ordem, Andrea tem como principal foco a busca pelo melhor, produção por planta de dois a três cachos apenas e uma grande densidade de plantas por hectare, fermentação longas a baixa temperaturas, envelhecimento nas melhores madeiras francesas, receita as vezes infalível, mas nunca uma formula concreta de qualidade, se não fosse sua busca infinita pelo especial."
" Dr, Gustavo Careca: falar sobre sí mesmo é complicado, seria até pedante. Isso deixo por sua conta..." - então vamos lá: não sei ao certo desde quando conheço esta figura ímpar do cenário do vinho de Belo Horizonte. Não sei se foi na primeira turma da ABS-MG (na qual não passamos do primeiro módulo - por nossa opção, diga-se de passagem) ou se foi em algumas destas degustações pela cidade. Só sei que tenho muito a agradecer a este sujeito, carinhosamente chamado como Roble, ou simplesmente Carvalho, que foi a primeira pessoa a confiar no meu potencial como profissional do vinho fora dos salões de restaurantes. Na época, me indicou com todas as pompas para ser responsável da Importadora Vinci em Minas Gerais. Carvalho hoje é responsável direto pela Importadora Mistral em Minas Gerais - papel que vem fazendo muito bem.
De um lado as interperies do oceano, do outro o interior Toscano, com poucas chuvas e e clima perfeito para fazer grandes vinhos, é nesse lugar que a 20 anos atrás ainda não constava nos mapas vinícolas surgia a Tenuta di Trinoro, hoje, em tão pouco tempo, figura entre as mais conceituadas propriedades Toscanas.
Andrea Francheti, de família aristocrática, que até meados dos anos oitenta vivia em NY e tinha o vinho como forma de vida, porém não produzindo mas comercializando, era importador de vários rótulos da Itália para os EUA.
Cansado da correria dos grandes centros resolveu voltar a terra natal e viver no interior, com tranqüilidade, adquiriu essa propriedade, mas nunca pensava em produzir vinhos.
Três anos depois estava entediado com o ar bucólico, resolveu então plantar as primeiras vinhas, como tinha grande apresso aos vinhos de Bordeaux, buscou as classicas uvas francesas nos melhores viveiros.
Em 1997, ano de grande safra na Itália surge a primeira colheita de seu principal vinho, Tenuta di Trinoro, com base em Merlot e Cabernet Sauvignon, mas com pitadas de Cabernet Franc e Cesanese. Logo nas primeiras safras a imprensa especializada concede altas notas a seu vinho, segundo o Gambero Rosso, o mais importante guia do vinho Italiano, "Andrea Franchetti não conhece meias medidas na busca da qualidade absoluta". Com castas típicas de Bordeaux e um inegável acento Italiano, Tenuta di Trinoro é um pretendente a ser o Chateau Cheval Blanc da Toscana, isso para Robert Parker.
Em 1999 surge seu segundo vinho, Le Cupole, talhado para consumo mais jovem, mas com capacidade de envelhecimento para 10 a 15 anos e custando 1/5 do preço de seu principal vinho.
Recentemente foi criado um Merlot 100%, Palazzi, de produção super limitada, criando enorme furor entre os consumidores, por sua limitação e altíssima qualidade.
Com técnicas modernas em uma país onde o tradicional é uma ordem, Andrea tem como principal foco a busca pelo melhor, produção por planta de dois a três cachos apenas e uma grande densidade de plantas por hectare, fermentação longas a baixa temperaturas, envelhecimento nas melhores madeiras francesas, receita as vezes infalível, mas nunca uma formula concreta de qualidade, se não fosse sua busca infinita pelo especial."
" Dr, Gustavo Careca: falar sobre sí mesmo é complicado, seria até pedante. Isso deixo por sua conta..." - então vamos lá: não sei ao certo desde quando conheço esta figura ímpar do cenário do vinho de Belo Horizonte. Não sei se foi na primeira turma da ABS-MG (na qual não passamos do primeiro módulo - por nossa opção, diga-se de passagem) ou se foi em algumas destas degustações pela cidade. Só sei que tenho muito a agradecer a este sujeito, carinhosamente chamado como Roble, ou simplesmente Carvalho, que foi a primeira pessoa a confiar no meu potencial como profissional do vinho fora dos salões de restaurantes. Na época, me indicou com todas as pompas para ser responsável da Importadora Vinci em Minas Gerais. Carvalho hoje é responsável direto pela Importadora Mistral em Minas Gerais - papel que vem fazendo muito bem.
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