O restaurante O Dadiva lançou nesta semana sua nova carta de vinhos que deve ser mantida neste semestre de 2012. Seu ponto forte é a diversidade de estilo, origem e valor dos seus 361 rótulos à disposição. Vinhos de R$61,00 (Domados Rosillo Torrontés 2010) até R$14.300,00 (Château Petrus 1995). Vinhos para todos os gostos e todos os bolsos...
Priorizar sempre os novos rótulos disponíveis no mercado, apresentando sempre novidades para seus clientes, o destaque desta nova carta ficou por conta da Espanha: 6 opções de vinhos brancos e 28 entre os vinhos tintos de diversas Denominações de Origem diferentes. Entre as clássicas Rioja e Ribeira Del Duero, passando pelos atuais Vinos de la Tierra de Castilla Y Leon e apresentando novas promessas como Utiel Requena e Campo de Borja.
Vale a pena conferir a nova Carta de Vinhos do O Dadiva. Variedade e novidades é que não irão faltar!
quinta-feira, 8 de março de 2012
OAΛAΣΣITHΣ - Para Falar Grego.
Muito se fala das crises e dificuldades que a Grécia está passando nos dias de hoje. É triste ver um país responsável direto por boa parte do desenvolvimento da sociedade ocidental em uma situação destas, simplesmene lamentável!
Mas dexando as crises de lado, a Grécia ainda tem muito a nos oferecer. Paisagens estonteantes, muita cultura, uma bela gastronomia e porque não, belíssimos vinhos - carregados de novidades (se é que é possível falar em novidades em um país com tanta tradição), estilo próprio, e muito, muito nome estranho para nós, simples mortais da língua portuguesa.
Recentemente degustei um destes vinhos brancos gregos que me chamou muito a atenção: OAΛAΣΣITHΣ - é esta a descrição de sua rolha - o que significa? Não faço a mínima. Mas as dificuldades não param por aí. Mesmo quando escrito no nosso alfabeto, não são informações muito claras num primeiro momento: Thalassitis, Assyrtiko, Santorini (este é fácil - trata-se da região)... é para falar grego mesmo.
Mas vamos ao que interessa: Thalassitis OAK Fermented é o nome do vinho, da safra 2008. Assyrtiko é o nome da sua uva - que diga-se de passagem, produz um vinho de grande personalidade.
Thalassistis é um vinho grego que já encanta no primeiro momento: apresenta um amarelo ouro muito intenso, límpido e brilhante, muito convidativo para o primeiro gole. Seus aromas são riquissimos - pão torrado, abacaxi bem maduro, baunilha, algo que remete a flores, pêssego, doce de laranja... um espetáculo. Na boca um equilíbrio fantástico entre a madeira e a fruta. Ótima acidez, parece que ainda tem muito a evoluir... Uma fruta em calda, um toque de torrefação muito gostoso e um retrogosto muito delicado e bem amanteigado.
Crises e desentendimentos políticos a parte, vale a pena conhecer um pouco mais desta cultura vitivinícola milenar. Thalassitis OAK Fermented 2008 é prova bem viva disto!
Agora, só vou ficar devendo o significado de OAΛAΣΣITHΣ - este aí nem o Santo Google foi capaz de me salvar!!!
O vinho Thalassitis OAK Fermented 2008 é produzido pelo aclamado Gaia Wines e é comercializado pela Importadora Mistral.
Mas dexando as crises de lado, a Grécia ainda tem muito a nos oferecer. Paisagens estonteantes, muita cultura, uma bela gastronomia e porque não, belíssimos vinhos - carregados de novidades (se é que é possível falar em novidades em um país com tanta tradição), estilo próprio, e muito, muito nome estranho para nós, simples mortais da língua portuguesa.
Recentemente degustei um destes vinhos brancos gregos que me chamou muito a atenção: OAΛAΣΣITHΣ - é esta a descrição de sua rolha - o que significa? Não faço a mínima. Mas as dificuldades não param por aí. Mesmo quando escrito no nosso alfabeto, não são informações muito claras num primeiro momento: Thalassitis, Assyrtiko, Santorini (este é fácil - trata-se da região)... é para falar grego mesmo.
Mas vamos ao que interessa: Thalassitis OAK Fermented é o nome do vinho, da safra 2008. Assyrtiko é o nome da sua uva - que diga-se de passagem, produz um vinho de grande personalidade.
Thalassistis é um vinho grego que já encanta no primeiro momento: apresenta um amarelo ouro muito intenso, límpido e brilhante, muito convidativo para o primeiro gole. Seus aromas são riquissimos - pão torrado, abacaxi bem maduro, baunilha, algo que remete a flores, pêssego, doce de laranja... um espetáculo. Na boca um equilíbrio fantástico entre a madeira e a fruta. Ótima acidez, parece que ainda tem muito a evoluir... Uma fruta em calda, um toque de torrefação muito gostoso e um retrogosto muito delicado e bem amanteigado.
Crises e desentendimentos políticos a parte, vale a pena conhecer um pouco mais desta cultura vitivinícola milenar. Thalassitis OAK Fermented 2008 é prova bem viva disto!
Agora, só vou ficar devendo o significado de OAΛAΣΣITHΣ - este aí nem o Santo Google foi capaz de me salvar!!!
O vinho Thalassitis OAK Fermented 2008 é produzido pelo aclamado Gaia Wines e é comercializado pela Importadora Mistral.
terça-feira, 6 de março de 2012
Degustação Para Profissionais de Restaurante - Casa do Porto.
San Silvestro - Castello di Querceto - Fontana Fredda - Leone de Castris - Cantine Torresella - Gloria Reynolds - Secret Spot - Bodega Classica - Maetierra Dominum - Vizzar - Bodegas Aragonesas - Chozas Carrascal - Matsu - Alzania - Thunevin - Nicolas Joly - Michel Picard - Château D'Eyran - Château de Carles - Domados - Finca La Martina - Michel Torino - Família Geisse - Montgras - Antiyal - Amaral - Tierra Del Sol - Montain Vineyard...
Produres bem conhecidos do nosso portfolio, outros que são novidades vindo de novas parcerias. Motivos é que não faltam para iniciarmos nossas degustações de 2012. E espero que sejam muitas!
Dia 14 de marco - às 15 horas - loja da Casa do Porto.
Vagas limitadas para 24 profissionais de restaurante.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Columbia Crest Grand Estates Riesling - por Fabio Gomes
" Degustei o Columbia Crest Grand Estates Riesling 2007 depois da recomendação do Sr. Marcio Oliveira (professor da ABS-MG).Confesso que incialmente não dei a devida atenção para o vinho mas depois de alguns minutos entre a segunda e terceira taça avaliando suas características fiquei mais curioso.
Um Riesling com aromas de mel, ameixa silvestre, maçã e banana extremammente maduras correspondeu na boca com a docilidade dessas frutas e toque fresco delicado no final.
A vinícola Columbia Crest fica na AVA de Horse Heaven Hills na margem de cima do rio Columbia, no Estado de Washington(EUA).A região é marcada com verões quentes e outonos bem secos. Confesso que me intrigou de onde pode ter vindo o frescor ,mesmo que sutil, envolvido na docilidade do Columbia-Crest. Mas a certeza que tive é que trata-se de um ótimo Riesling !Saúde!"
Tive a oportunidade de conhecer Fabio Gomes nas salas da ABS. Longe de ser um aluno exemplar, este ser me surpreendeu e muito com o seu envolvimento num salão de restaurante. Não é a toa que tive muita convicção em indicá-lo para ocupar o meu lugar no salão do restaurante O Dádiva. Vida longa pra você meu camarada! E espero que possamos colher bons frutos, ou melhor, boas uvas nas próximas safras que estão por vir!!!
Um Riesling com aromas de mel, ameixa silvestre, maçã e banana extremammente maduras correspondeu na boca com a docilidade dessas frutas e toque fresco delicado no final.
A vinícola Columbia Crest fica na AVA de Horse Heaven Hills na margem de cima do rio Columbia, no Estado de Washington(EUA).A região é marcada com verões quentes e outonos bem secos. Confesso que me intrigou de onde pode ter vindo o frescor ,mesmo que sutil, envolvido na docilidade do Columbia-Crest. Mas a certeza que tive é que trata-se de um ótimo Riesling !Saúde!"
Tive a oportunidade de conhecer Fabio Gomes nas salas da ABS. Longe de ser um aluno exemplar, este ser me surpreendeu e muito com o seu envolvimento num salão de restaurante. Não é a toa que tive muita convicção em indicá-lo para ocupar o meu lugar no salão do restaurante O Dádiva. Vida longa pra você meu camarada! E espero que possamos colher bons frutos, ou melhor, boas uvas nas próximas safras que estão por vir!!!
sexta-feira, 2 de março de 2012
Curso Básico de Vinhos para Iniciantes - Casa do Porto
Acontecerá nos dias 19 e 20 de março, o primeiro Curso Básico de Vinhos para Iniciantes - Casa do Porto 2012. E é com imenso prazer que retorno a esta rotina de produzir cursos e degustações dirigidas, depois de um longo intervalo de um pouco mais de dois anos dedicados aos salões de restaurante.
Na ocasião degustaremos dez vinhos - cinco em cada dia e a programação é a seguinte:
PRIMEIRO DIA:
- Onde tudo começou.
- Afinal, o que é vinho?
- Métodos de produção.
- Personagens do mundo do vinho: enólogo, enófilo e sommelier.
- Hemisfério Norte e Hemisfério Sul / Latitude e Longitude.
- Velo Mundo X Novo Mundo
SEGUNDO DIA:
- Principais Países Produtores.
- Novas Promessas.
- Taças e afins.
- Serviço do Vinho.
As vagas são limitadas e a a taxa de inscrição é de R$150,00.
Na ocasião degustaremos dez vinhos - cinco em cada dia e a programação é a seguinte:
PRIMEIRO DIA:
- Onde tudo começou.
- Afinal, o que é vinho?
- Métodos de produção.
- Personagens do mundo do vinho: enólogo, enófilo e sommelier.
- Hemisfério Norte e Hemisfério Sul / Latitude e Longitude.
- Velo Mundo X Novo Mundo
SEGUNDO DIA:
- Principais Países Produtores.
- Novas Promessas.
- Taças e afins.
- Serviço do Vinho.
As vagas são limitadas e a a taxa de inscrição é de R$150,00.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Vega Sicilia 1965 - por Thiago Fernandes.
"A nossa vida é tão maravilhosa que nos prega peças o tempo todo e nos proporciona experiências únicas que levaremos para o resto de nossas vidas. Há dois anos atrás nem me imaginava estar onde estou tão pouco degustar vinhos fantásticos e icônicos que tive a oportunidade de degustar. Vinhos renomados dos grandes produtores do mundo das melhores safras e altas pontuações - apesar de eu não considerar tanto essa última colocação. Enfim,na semana passada degustei 3 vinhos de grandes produtores porém de safras que não foram tão aclamadas pelos críticos mundo afora,depois desta experiência pude de fato constatar que nas mãos de produtores conscientes, responsáveis, que produzem quantidades minúsculas de vinho para expressar da melhor maneira possível seu terroir conseguem fazer verdadeiras jóias.Esses vinhos no começo podem ser um pouco rudes e duros mas com o tempo evoluem muito bem ganhando um equilíbrio desconcertante. E dentre esses o que mais me chamou a atenção foi um Vega Sicilia 1965,e essa bodega despensa comentários,referência não só para a Espanha mas sim para o mundo todo. O vinho não aparentava a idade que tinha,estava íntegro e muito complexo. Na cor um rubi com traços alaranjados de média intensidade muito límpido,e detalhe: não tinha nem resquícios de borras. Nariz bastante evoluído e maravilhoso,notas de tabaco,cogumelos,alcaçuz,especiarias se mostraram mais intensas e depois surgiram café,caramelo e caixa de charuto(cedro),fruta seca e um floral muito elegante que me intrigou devido á idade e o estilo do vinho. Em boca era firme e de textura aveludada,muito bem integrado,ótima acidez e 13,5% de álcool que garantiram boa estrutura e força a esse “Coroa” de 47 anos de idade. Prazeroso e inesquecível. O Vega até 1982, se não estou enganado, era considerado “vinho de mesa” devido a sua composição e seu amadurecimento, composto de Cabernet Sauvignon,Malbec,Merlot,Tinto fino(Tempranillo) e Albillo,amdurece no mínimo 7 anos em madeira sendo que durante esse tempo é trasfegado várias vezes para outros tonéis e barricas de diferentes idades e tamanhos(creio que seja por isso que não tinha borra),logo depois descansa mais dois anos em garrafa para aí sim ser comercializado. O Vega Sicilia sem dúvida nenhuma está num seleto grupo de produtores que inspira respeito pela mera menção de seus nomes. Cheers!"
Thiago Fernandes é um dos sommeliers mais promissores de Belo Horizonte, sem sombra de dúvidas um dos melhores alunos que já tive na ABS-MG. Hoje está executando um belo trabalho nos salões do restaurante Vecchio Sogno.
Thiago Fernandes é um dos sommeliers mais promissores de Belo Horizonte, sem sombra de dúvidas um dos melhores alunos que já tive na ABS-MG. Hoje está executando um belo trabalho nos salões do restaurante Vecchio Sogno.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Pinot Grigio ou Pinot Gris? Eis a questão...
" Imagine um par de gêmeas idênticas separadas ao nascer e criadas em países diferentes. Geneticamente idênticas, mas de países diferentes, com idiomas diferentes e um estilo diferente. É isso que acontece com a Pinot Grigio e a sua companheira, Pinot Gris."
Matt Skinner - livro Sem Segredos.
É indiscutível que trata-se da mesma uva, Pinot Grigio como é conhecida na Itália e Pinot Gris como é conhecida na França. Mas como pode produzir vinhos tão diferentes? Terroir? Tudo bem, tem que ser levado em consideração. Mas mesmo assim, ainda continuam muito diferentes...
A Pinot Grigio, versão italiana, geralmente é cultivada na região do Vêneto. Produz vinhos bem leves, delicados e frescos. Aconcehha-se consumí-los ainda jovem.
Já a Pinot Gris, versão francesa, geralmente é cultivada na região da Alsacia. Produz vinhos mais intensos, mais concentrados, principalmente quando estagiados em barricas de carvalho.
Também conhecida como Grauburgunder, Ruländer e Malvoisie, a Pinot Grigio / Pinot Gris também são cultivadas em outros países como Alemanha, Austria, Nova Zelândia e Estados Unidos. E foi exatamente deste último país que tomei meu último Pinot Gris.
Trata-se do Cloud Line Pinot Gris 2008 - produzido na região do Oregon.
No primeiro momento se apresentou fresco, com um toque cítrico bem sutil, remetendo a limão siciliano, bem característico dos bons Pinot Grigio italianos. Aos poucos, na medida que foi abrindo, se apresentou mais rico, mais complexo, mas sem perder o frescor inicial. O cítrico inicial começou a dar espaço para um mineral bem pronunciado, com nuances de abacaxi e laranja. Um verdadeiro mix entre a versão italiana Pinot Grigio e a versão francesa Pinot Gris (se é que isto é possível).
Vale a pena conferir!
O Cloud Line Ponot Gris 2008 é comercializado pela importadora Mistral.
Matt Skinner - livro Sem Segredos.
É indiscutível que trata-se da mesma uva, Pinot Grigio como é conhecida na Itália e Pinot Gris como é conhecida na França. Mas como pode produzir vinhos tão diferentes? Terroir? Tudo bem, tem que ser levado em consideração. Mas mesmo assim, ainda continuam muito diferentes...
A Pinot Grigio, versão italiana, geralmente é cultivada na região do Vêneto. Produz vinhos bem leves, delicados e frescos. Aconcehha-se consumí-los ainda jovem.
Já a Pinot Gris, versão francesa, geralmente é cultivada na região da Alsacia. Produz vinhos mais intensos, mais concentrados, principalmente quando estagiados em barricas de carvalho.
Também conhecida como Grauburgunder, Ruländer e Malvoisie, a Pinot Grigio / Pinot Gris também são cultivadas em outros países como Alemanha, Austria, Nova Zelândia e Estados Unidos. E foi exatamente deste último país que tomei meu último Pinot Gris.
Trata-se do Cloud Line Pinot Gris 2008 - produzido na região do Oregon.
No primeiro momento se apresentou fresco, com um toque cítrico bem sutil, remetendo a limão siciliano, bem característico dos bons Pinot Grigio italianos. Aos poucos, na medida que foi abrindo, se apresentou mais rico, mais complexo, mas sem perder o frescor inicial. O cítrico inicial começou a dar espaço para um mineral bem pronunciado, com nuances de abacaxi e laranja. Um verdadeiro mix entre a versão italiana Pinot Grigio e a versão francesa Pinot Gris (se é que isto é possível).
Vale a pena conferir!
O Cloud Line Ponot Gris 2008 é comercializado pela importadora Mistral.
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