sábado, 5 de março de 2011
Chile - Diario de Bordo - Parte 1.
Um brinde com Miciê Thierry Villard - proprietário da Vinícoila Villard - Tanagra.
A convite da importadora Decanter, me encontro até o dia 9 deste mês no Chile, conhecendo as vinícolas que tem seus vinhos importados pela mesma. E na medida do possível estarei dividindo esta experiência aqui no blog.
Chegamos hoje no Chile, e do aeroporto fomos direto para a região de Casablanca conhecer os projetos do já aclamado produtor Thierry Villard. Foi uma visita mais do que descontraida, onde tivemos a oportunidade de conhecer a sua plantação de Sauvignon Blanc, Chardonnay, Syrah e Pinot Noir. Todas estas praticamente no mesmo terroir, e desenvolvendo no seu tempo, o que é bem interessante!
Depois da visita dos vinhedos, fomos ao restaurante Botha (acho que é assim mesmo que se escreve), onde tivemos a oportunidade de conhecermos alguns rótulos brancos e tintos da familha Villard. Entre os vinhos degustados merecem destaque o VILLARD EXPRESIÓN SAUVIGNON BLANC 2010 - com seu frescor de imprecionar, este vinho tem uma riqueza aromática fantastica - um cítrico bem delicado moldado com um toque de melão e erva cidreira bem interessante. Entre os tintos a grande surpresa pra mim ficou para o VILLARD GRAN VIN ASSEMBLAGE 2007 - um corte de Cabernet Sauvignon (do Maipo)com Merlot e Syrah (Casablanca) - canela, noz moscada, frutas vermelhas bem maduras são marcas registradas neste vinho. Tudo isto acompanhado de um herbáceo muito marcante, que numa degustação às cegas me remeteria a um Carménère. Muito interessante!
Deixo aqui os meus agradecimentos à familha Villard pelo carinho e recepção mais do que calorosa neste primeiro dia de sacrifícios no Chile!
E isto foi só o começo! Amanhã tem mais!
quinta-feira, 3 de março de 2011
Blanc de Noir apresenta seus vinhos franceses
A Blanc de Noir, a mais nova importadora da capital mineira, apresentou no último dia 2, alguns vinhos franceses do seu portifólio. A agradável apresentação aconteceu no Café Santa Sophia num "almoço tardio", como os próprios organizadores resolveram apelidar.
Na ocasião foram apresentados 10 vinhos entre champagnes, vinhos brancos e tintos, sendo alguns muito interessantes. Dentre todos merecem grande destaque a CHAMPAGNE PHILIPPE GONET RESERVE BRUT - pra mim a grande estrela da tarde, com seu amarelo "meio acastanhado" (se é que isto existe), sua perlagem extremamente delicada e contínua, com aromas de brioche, damasco, floral, frutas brancas e castanhas. Na boca a complexidade dos aromas persistem, com mais destaques à torrefação e frutas secas. Está entre as melhores champagnes de bom preço-qualidade que degustei recentemente.
Entre os vinhos tintos o grande destaque ficou para o LA FLEUR 2007 (foto ao lado). Este vinho apresenta uma riqueza aromática fantástica: canela, cravo, pimenta do reino, cacau e frutas vermelhas em compota são facilmente encontrados. Na boca os taninos estão bem vivos e domados, um toque terroso, meio aerado da um charme especial para este vinho de longo e elegante final de boca. Não podemos esquecer também do CHÂTEAU CONDAT 2005, vinho de ótimo preço-qualidade que já tive a oportunidade de descrever aqui neste mesmo blog.
A Blanc de Noir mostrou mais uma vez que está seguindo a risca a sua linha de produtos: artesanais, de produção limitada e de alta qualidade!
Santé à toda equipe Blanc de Noir!
Mais informações: (31)2531-5252
quarta-feira, 2 de março de 2011
Nova carta de vinhos do Rokkon.
A nova carta de vinhos do Rokkon - restaurante especializado em gastronomia japonesa está a todo vapor! A carta permanece com a mesma média de rótulos, em torno de 90 opções. Mas a principal diferença para a carta anterior foi o aumento de opções entre os espumantes, vinhos brancos e vinhos rosés, ficando mais fiel à proposta gastronômica da casa.
Entre os novos vinhos merecem destaque os brancos: CASA VALDUGA GRAN RESERVA CHARDONNAY 2009 (vinho brasileiro, concentrado e de bela complexidade - harmoniza muito bem com os pratos quentes da gastronomia japonesa)- WILHELM BRÜNDIMAYER GRÜNER VELTLINER 2008 (vinho austríaco produzido pela cepa Grüner Veltliner, pouca explorada por nós brasileiros. Frutas brancas e mineralidade é o que prevalece neste belo vinho)- e para fechar a fila o VIENZO ZEPHYROS VINO DE LA TIERRA 2008 (vinho espanhol de Castilla Y Leon produzido com as cepas Abillo Real (também pouc explorada por nós brasileiros) e Sauvignon Blanc - fermentado por 9 meses em carvalho. Um vinho de belo frecor e estrutura, conseguindo equilibrar muito bem a estrutura da madeira com a leveza e frescor da fruta) - provavelmente seja este o melhor vinho branco que conheci neste verão!
Vale a pena passar no Rokkon para conhecer as novidades da carta de vinhos para harmonizar com a bela gastronomia japonesa oferecida pela casa.
O famoso rótulo desenhado pelo vento do VIENZO ZEPHYROS VINO DE LA TIERRA 2008.
Entre os novos vinhos merecem destaque os brancos: CASA VALDUGA GRAN RESERVA CHARDONNAY 2009 (vinho brasileiro, concentrado e de bela complexidade - harmoniza muito bem com os pratos quentes da gastronomia japonesa)- WILHELM BRÜNDIMAYER GRÜNER VELTLINER 2008 (vinho austríaco produzido pela cepa Grüner Veltliner, pouca explorada por nós brasileiros. Frutas brancas e mineralidade é o que prevalece neste belo vinho)- e para fechar a fila o VIENZO ZEPHYROS VINO DE LA TIERRA 2008 (vinho espanhol de Castilla Y Leon produzido com as cepas Abillo Real (também pouc explorada por nós brasileiros) e Sauvignon Blanc - fermentado por 9 meses em carvalho. Um vinho de belo frecor e estrutura, conseguindo equilibrar muito bem a estrutura da madeira com a leveza e frescor da fruta) - provavelmente seja este o melhor vinho branco que conheci neste verão!
Vale a pena passar no Rokkon para conhecer as novidades da carta de vinhos para harmonizar com a bela gastronomia japonesa oferecida pela casa.
O famoso rótulo desenhado pelo vento do VIENZO ZEPHYROS VINO DE LA TIERRA 2008.
Rodrigo Geisse em Belo Horizonte.
Em passagem rápida pela capital mineira no início desta semana, Rodrigo Geisse, filho do aclamado enólogo Mario Geisse nos presenteou com duas palestras seguidas de degustação de seus espumantes.
Na ocasião, Rodrigo falou de um modo geral, como está a vitivinicultura brasileira nos dias de hoje: os grandes avanços, as grandes conquistas, e quais as dificuldades que ainda perpetuam para que o vinho brasileiro ganhe respeito no cenário internacional. Sem perder o foco, é claro, nos seus vinhos de terroir, como são considerados os espumantes produzidos pela sua família.
A Vinícola Geisse produz uma das melhores linhas de espumantes no Brasil: dos seus espumantes mais básicos (Amadeu Brut, Rosé e Moscatel)passando pela linha Cave Geisse (Brut e Nature) até chegar a mais alta gama composta pela Cave Geisse Rosé e Cave Geisse Terroir Nature - estas sim conseguem ser pário duro para qualquer espumante no mundo - só são produzidas em grandes safras, a que está sendo comercializada atualmente é a 2006, e daqui a pouco veremos a 2008 no mercado. Por opção da famílha Geisse, toda a linha é produzida pelo método tradicional (segunda fermentação na garrafa)e sempre safrado - isto quer dizer sem mistura de safras - o que mostra o respeito pelo terroir daquele ano.
A primeira palestra, que foi mais uma espécie de treinamento foi realizada no restaurante O Dádiva - onde as equipes deste restaurante, Sorriso, Rokkon, Tizé e Maria de Lourdes tiveram a oportunidade de comhecer de perto os espumantes Amadeu Rosé 2009 e Cave Geisse Rosé 2006 - ambos 100% Pinot Noir, mas bem distintos um do outro.
A segunda palestra ocorreu para a turma do terceiro módulo da ABS-MG.Com uma linguagem mais técnica, os alunos tiveram uma belíssima aula de como os espumantes brasileiros evoluiram da década de 70 até hoje. Sendo degustado no final os aclamados Cave Geisse Terroir Nature 2006 (Chardonnay e Pinot Noir) e a Cave Geisse Rosé 2006. Verdadeiros ícones dos espumantes brasileiros!
Os espumantes da Vinícola Geisse são distribuídos pela Casa do Porto para toda Minas Gerais.
No mais só temos a agradecer por produtores sérios que ainda lutam para colocar nossos vinhos em um lugar de destaque no cenário internacional.
Saúde à familha Geisse!
Toda sutileza da Cave Geisse Terroir Nature 2006 e da Cave Geisse Rosé 2006.
terça-feira, 1 de março de 2011
Uma verdadeira aula de Vino Nobile de Montepulciano
Aconteceu no último dia 24, na loja da Mistral BH, a apresentação dos aclamados vinhos da vinícola toscana Avignonesi, que sempre enquadra seus grandes vinhos entre os Top 100 da Wine Spectator. A apresentação ficou por conta de Brett Fleming,gerente de exportação da vinícola, mas que tem um envolvimento com os seus vinhos como se fosse o próprio enólogo.
Na ocasião foram apresentados os vinhos:
ROSSO DI MONTEPULCIANO D.O.C 2008 - 85% Prugnolo Gentile, 10% Canaiolo e 5%Mammolo - 4 meses de carvalho - vinho de médio corpo, extremamente delicado e sedoso; frutas vermelhas maduras prevalecem neste belo exemplar de Rosso di Montepulciano de bom preço qualidade.
VINO NOBILE DI MONTEPULCIANO D.O.C.G. 2006 - mesmo corte do Rosso di Montepulciano, porém com estágio de 9 meses em carvalho - vinho mais estruturado, de belo corpo. Os taninos nobres condiz com o nome do vinho. Belíssima persistência na boca, com ótima acidez; encontramos facilmente um mix de frutas negras, tabaco, carne defumada e frutas neste vinho de bela complexidade.
DESIDERIO D.O.C. 2005 - 85% merlot, 15% cabernet sauvignon - 18 meses em barrica. O mais atípico de todos os vinhos apresentados. Numa degustação às cegas passa facilmente por um Bordeaux de Saint Emilion. Elegância e potência caminham juntos neste vinho que leva o nome de um toro toscano muito criado na região até o século IXX. Realmente muito bom - um estilo "super toscano" muito bem elaborado!
VINO NOBILE RISERVA GRANDE ANNATE D.O.C.G. 2005 - o "gran finale" não poderia ser melhor. Este autêntico Vino Nobile, produzido com 85% de Prugnolo Gentile e 15% de Cabernet Sauvignon, com estágio de 30 meses em barrica de carvalho é fantástico. Elegância, vibrante e complexo! Resumiria este vinho com estas três palavras...
Além de todas estas pérolas apresentadas, Brett Fleming ainda nos presenteou com uma verdadeira aula sobre Vino Nobile, suas principais diferenças entre este e um Chianti Clássico ou um Brunello di Montalcino. E deixou claro o seu orgulho do Vino Nobile ser o mesmo vinho há décadas e mais décadas de história, sem perder a sua tradição, sem se curvar para o novo mercado do mundo do vinho...
Vida longa ao Vino Nobile di Montepulciano!
Vida longa a Avignonesi!
Rodrigo (Sorriso Risotra), Brett Fleming e Fabio (Rokkon) nesta memorável degustação!
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Muito mais que uma simples etiqueta...
Muito se fala sobre marcas consagradas de champagne. Cristal, La Grand Dame, Dom Pérignon, Cattier Cuvée Renaissance, Pol Rouger Sir Winston Churchill e Perrier Jouet Belle Epoque são apenas alguns nomes consagrados e elitizados desta fantástica bebida que consegue encantar o mundo inteiro.
Já escutei várias pessoas dizendo que estas champagnes seriam apenas "etiqueta", referência de glamour e "exclusividade" - que uma simples espumante conseguiria desbancar estes gigantes, se não contarmos com a força do seu rótulo, da sua marca. Mas justiça seja feita: estas grandes marcas não se resumem apenas neste "estatos social", neste "glamour", que muitos insistem em enquadrar. São verdadeiros nectars, que condiz com a sua exclusividade.
Recentemente tive a oportunidade de degustar uma Dom Pérignon Vintage 2000 - frescor, cremosidade, acompanhada de uma riqueza aromática fantástica são apenas alguns sinônimos desta grande champagne - floral, pimenta branca, frutas brancas e principalmente avelã são facilmente identificados tanto no aroma como no paladar desta fantástica bebida. O que faz cair por terra a possibilidade de ser apenas uma etiqueta de glamour, apenas uma marca para poucos.
Agora, é esperar anciosamente a próxima oportunidade de me deparar novamente com uma destas gigantes em formato líquido e que soltam borbulhas...
Já escutei várias pessoas dizendo que estas champagnes seriam apenas "etiqueta", referência de glamour e "exclusividade" - que uma simples espumante conseguiria desbancar estes gigantes, se não contarmos com a força do seu rótulo, da sua marca. Mas justiça seja feita: estas grandes marcas não se resumem apenas neste "estatos social", neste "glamour", que muitos insistem em enquadrar. São verdadeiros nectars, que condiz com a sua exclusividade.
Recentemente tive a oportunidade de degustar uma Dom Pérignon Vintage 2000 - frescor, cremosidade, acompanhada de uma riqueza aromática fantástica são apenas alguns sinônimos desta grande champagne - floral, pimenta branca, frutas brancas e principalmente avelã são facilmente identificados tanto no aroma como no paladar desta fantástica bebida. O que faz cair por terra a possibilidade de ser apenas uma etiqueta de glamour, apenas uma marca para poucos.
Agora, é esperar anciosamente a próxima oportunidade de me deparar novamente com uma destas gigantes em formato líquido e que soltam borbulhas...
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Aprovado na WSET Nível 3
WSET® Awards
Level 3 International Higher Certificate in Wines & Spirits
Grade List
Exam No: IH30229
Date of 29-Oct-2010
1127 The Wine School Bras
Results
Candidate No. Surname Forename Overall
08015665 Giacchero Gustavo MC Pass Pass
Tasting Pass with Merit
Acabei de receber esta bela notícia: fui aprovado no nível 3 da Wine & Spirit Education Trust! Valeu pelo investimento feito, pelos intervalos do trabalho dedicados ao estudo, pelas horas de estudo no dia de folga, pela semana de curso em São Paulo, onde a ansiedade e a saudade da esposa e da filhota te consome (e é para estas duas que dedico a vitória de mais uma etapa).
O próximo passo: estudar ainda mais, lapidar o inglês e em 2012, encarar o nível 4 em Londres!!!
Mas até lá tem muito vinho, ou melhor, muita água para passar debaixo da ponte...
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