domingo, 5 de fevereiro de 2012
Spanish White Guerrilla...
Spanish White Guerrilha... que es esto???
a. ( ) movimento separatista da Calalunia movida pelos guerrilheiros dos Pirineus.
b. ( )grupo de guerrilheiros espanhois da década de 40 que lutava por uma Espanha liderara e povoada somente por homens de pele branca.
c. ( )grupo de oito vinhos brancos espanhóis produzidos com uvas diferentes e em estilos diferentes.
d. ( )grupo de guerrilheiros espanhóis em pról da paz mundial, que tem como símbolo maior a bandeira branca.
e. ( )n.d.a.a.
Acertaram aquelas que optaram pela letra "d". Spanish White Guerrilha é uma coleção de vinhos brancos espanhóis, produzidos com as uvas brancas de maior prestígio internacional em uma mesma zona vinícola, em um mesmo terroir. Uma proposta inovadora, atual e muito, muito descontraída, a começar pelos seus rótulos.
Tive a oportunidade de degustar três dos oito exemplares da coleção e deixo aqui o meu parecer:
1. SPANISH WHITE GUERRILHA ALBARIÑO 2010 - 12,5%
Talvez o mais simples, faltou um pouco de personalidade! No aroma apresenta um leve toque mineral e floral, mas nada de mais... na boca leve e fácil, mas falta um pouco de acidez, falta um pouco de frescor. O famoso vinho descompromissado, funciona bem no final de tarde, de preferência na beira de uma piscina.
2. SPANISH WHITE GUERRILHA VERDEJO 2010 - 12,0%
Um Verdejo muito agradável, excelente exemplar para quem ainda não conhece esta variedade espanhola. Aromas de resina, cera de abelha, um melzinho bem sutil que vai evoluindo para aromas florais e frutas de polpa branca. Na boca untuoso e com muito frescor. Aqui as frutas de polpa branca prevalece. Muito bom...
3. SPANISH WHITE GUERRILHA GEWÜRZTRAMINER 2010 - 12,0%
Este foi o que mais me chamou a atenção. Primeiro porquê nunca havia degustado um Gewürztraminer espanhol (pelo menos que eu me lembre). Segundo porquê realmente é um belo exemplar de Gewürztraminer. Aromas de lichia em calda, pêssego em calda, floral e um leve mineral. Na boca uma ligeira untuosidade e a lichia e o pêssego em caldas prevalecem. Vale a pena conhecer!
Vinhos descontraídos, fáceis extremamente agradáveis e modernos... assim eu descrevo a familia Spanish White Guerrilha!
Estes vinhos são um verdadeiro achado comercializados pela Casa do Porto.
Marc de Borgogne Pierre Morey.
Pouco se sabe deste destilado de uva, geralmente de Chardonnay, produzido na Borgonha - região francesa respeitada em todo o mundo pela produção dos seus grandes vinhos brancos (lê-se Chardonnay) e tintos (lê-se Pinot Noir) - os olofortes são tão voltados para estes, que pouco se fala, ou nada se fala, de seus destilados.
Quando estudava e praticava o serviço de charutos, me envolvia mais com destilados em geral, mas já se fazia muito tempo que não tinha contato com os mesmos. Uma pena, pois existem vários belos exemplares de destilados espalhados pelo mundo - Marc e Fine de Borgonha são dois grandes exemplos.
Durante a última semana me deparei com uma situação interessante que me fez regressar ao mundo dos destilados. Um grande cliente, daqueles que se deixar ficamos horas trocando uma boa prosa e acaba esquecendo do restante do serviço pediu um digestivo - preferêncialmente um destilado de uvas - para arrematar com chave de ouro o seu jantar. Depois de um breve pensar na melhor opção em servir, lembrei de um Marc de Borgogne Pierre Morey que estava no fundo da adega, desde um evento que havíamos tido no restaurante, onde harmonizamos este destilado com queijos azuis em geral.
Foi uma nostalgia plena: sua cor meio bronze, meio dourado bem brilhante já era um sinal que este destilado ainda estava mais que saudável. Os aromas merecem um capítulo a parte - simplesmente apaixonantes - madeira em brasa, cravo, canela, caramelo, frutas secas em geral, petróleo... complexidade pouca é bobagem... Na boca uma untuosidade só, quente (como não poderia ser diferente devido aos seus 42% de álcool), mas logo aparecem as notas de caramelo e frutas secas. E no final deixa uma sensação de maciez e de sedozidade, finaliza de forma ampla e muito elegante!
Só faltou uma boa baforada no bom e velho charuto cubano, que aí sim estaríamos fechando a refeição com chave de ouro!!!
Tanto o Marc como o Fine de Borgogne Pierre Morey são importados e comercializados pela Casa do Porto. Vale a pena conferir!
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Apenas Para Refletir...
"Eu sigo o princípio da degustação às cegas para quase tudo. É como diz um haicai do Bashô: é preciso ater-se ao ato em si, não ao entorno. Ou seja, olhar menos os rótulos, viver sem tanto fetichismo".
Trecho da entrevista Amores Líquidos e Certos do sommelier Manuel Beato para o jornal Valor Econômico - 3,4 e 5 de fevereiro de 2012.
Trecho da entrevista Amores Líquidos e Certos do sommelier Manuel Beato para o jornal Valor Econômico - 3,4 e 5 de fevereiro de 2012.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Châteauneuf-du-Pape - uma Lenda Viva.
Poderia dizer de forma simplória que Châteauneuf-du-Pape é a AOC (apelação de origem controlada) mais cohecida da parte sul do vale do Ródano (Rhone), nas imediações da localidade de Châteauneuf-du-Pape no Ródano meridional, no sudeste de França. Suas vinhas são localizadas em torno de Châteauneuf-du-Pape e das localidades vizinhas de Bédarrides, Courthézon e Sorgues, entre Avinhão e Orange, e cobrem pouco mais de 3.200 hectares. Mas tudo isto é muito técnico e muito simplório para um vinho tão carregado de histórias como este.
A lenda do Châteauneuf-du-Pape - que no bom português significa Castelo do Novo Papa - começa quando o papa João XXII contrói um castelo na região e começa a produzir seu próprio vinho. Para resumir um pouquinho a história, anos mais tardes, quando o papa já era outro - Bonifácio III - que dava seqüência na produção de bons vinhos na região, teve a infeliz idéia de excomungar Filipe IV, o Belo, rei da França - muito conhecido pela sua extrema vaidade e pela vida mundana que levava. Filipe IV, em contrapartida, destronou Bonifácio VIII e o substituiu por Bertrand de Goth, arcebispo de Bordeaux, o qual adotou o nome de Clemente V e transferiu, em 1309, a sede do papado para Avignon, no sul da França, onde se manteve por quase 70 anos. Depois disto,estes grandes vinhos do Rhone caíram no esquecimento, sendo lembrados apenas como o rústico vinho do papa...
Lendas a parte, Châteauneuf-du-Pape já é carregado de histórias e curiosidades. A começar que para produção deste vinho é permitida treze variedades de uvas e a mistura está dominada normalmente pela Grenache. As outras uvas tintas são Cinsault, Counoise, Mourvèdre, Muscardin, Syrah, Terret Noir e Vaccarèse. Entre as uvas brancas incluem-se a Grenache Blanc, Bourboulenc, Clairette, Picardin, Roussanne e Picpoul. Nos últimos anos a tendência tem sido ir incluindo menos, ou até nenhuma, das variedades brancas permitidas, e confiar principalmente (ou exclusivamente) na Grenache, na Mourvèdre e na Syrah.
Recentemente tive a oportunidade de degustar um belíssimo exemplar de Châteauneuf-du Pape, a safra 2006 do produtor Xavier Vignon. Na taça o vinho apresenta na cor ruby límpido e brilhante. Os aromas demostram um mix de licor de cereja, amendoim torrado, cedro, especiarias secas em geral e um toque de casquinha de laranja desidratada. Um verdadeiro luxo! Na boca se apresenta com uma ótima estrutuda, mas sem perder a elegância, tudo realmente bem harmônico. Cereja, ervas secas e especiarias se apresentam a todo tempo. Tudo um isto com um agradável final que remete a um defumado bem marcante... Um vinho que surpreende, e que vai evoluir muito bem nas próximas décadas.
Châteauneuf-du Pape Xavier é importado exclusivamente pela Cantu e comercializada em Belo Horizonte pela Fine Food.
Pesquisa sobre Châteauneuf-du-Pape foi realizada na Wikipédia - enciclopédia livre.
A lenda do Châteauneuf-du-Pape - que no bom português significa Castelo do Novo Papa - começa quando o papa João XXII contrói um castelo na região e começa a produzir seu próprio vinho. Para resumir um pouquinho a história, anos mais tardes, quando o papa já era outro - Bonifácio III - que dava seqüência na produção de bons vinhos na região, teve a infeliz idéia de excomungar Filipe IV, o Belo, rei da França - muito conhecido pela sua extrema vaidade e pela vida mundana que levava. Filipe IV, em contrapartida, destronou Bonifácio VIII e o substituiu por Bertrand de Goth, arcebispo de Bordeaux, o qual adotou o nome de Clemente V e transferiu, em 1309, a sede do papado para Avignon, no sul da França, onde se manteve por quase 70 anos. Depois disto,estes grandes vinhos do Rhone caíram no esquecimento, sendo lembrados apenas como o rústico vinho do papa...
Lendas a parte, Châteauneuf-du-Pape já é carregado de histórias e curiosidades. A começar que para produção deste vinho é permitida treze variedades de uvas e a mistura está dominada normalmente pela Grenache. As outras uvas tintas são Cinsault, Counoise, Mourvèdre, Muscardin, Syrah, Terret Noir e Vaccarèse. Entre as uvas brancas incluem-se a Grenache Blanc, Bourboulenc, Clairette, Picardin, Roussanne e Picpoul. Nos últimos anos a tendência tem sido ir incluindo menos, ou até nenhuma, das variedades brancas permitidas, e confiar principalmente (ou exclusivamente) na Grenache, na Mourvèdre e na Syrah.
Recentemente tive a oportunidade de degustar um belíssimo exemplar de Châteauneuf-du Pape, a safra 2006 do produtor Xavier Vignon. Na taça o vinho apresenta na cor ruby límpido e brilhante. Os aromas demostram um mix de licor de cereja, amendoim torrado, cedro, especiarias secas em geral e um toque de casquinha de laranja desidratada. Um verdadeiro luxo! Na boca se apresenta com uma ótima estrutuda, mas sem perder a elegância, tudo realmente bem harmônico. Cereja, ervas secas e especiarias se apresentam a todo tempo. Tudo um isto com um agradável final que remete a um defumado bem marcante... Um vinho que surpreende, e que vai evoluir muito bem nas próximas décadas.
Châteauneuf-du Pape Xavier é importado exclusivamente pela Cantu e comercializada em Belo Horizonte pela Fine Food.
Pesquisa sobre Châteauneuf-du-Pape foi realizada na Wikipédia - enciclopédia livre.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Quatro Chefs, Uma Receita: Solidariedade.
Em prol das vitimas da Zona da Mata mineira atingida pelas chuvas, acontecerá no próximo dia 15 o jantar beneficente com a presença dos seguintes chefs:
- Alex Atala (DOM - São Paulo)
- Felipe Rameh (O Dádiva - Belo Horizonte)
- Pablo Oazem (Assunta Forneria - Juiz de Fora)
- Thomas Troigros (CT Boucherie - Rio de Janeiro)
Na ocasião, serei o responsável pelo serviço dos vinhos e harmonização dos mesmos com o Menu.
O jantar acontecerá em Juiz de Fora no dia 15 de fevereiro (quarta-feira) às 21 horas, e será limitado para 200 pessoas.
Oportunidade única para apreciar um menu degustação a oito mãos, e o mais importante: por uma causa mais do que nobre!
Mais informações pelo telefone (32)8481-7223.
Mais uma Grata Surpresa dos Nossos Hermanos Argentinos.
Recentemente postei aqui no blog a minha grata surpresa ao degustar bons vinhos tintos argentinos que conseguiram sair daquela mesmice de muita compota de frutas vermelhas, alinhado com uma madeira sobresaindo sobre o restante do conjunto... para minha felicidade - e de boa parte de consumidores que estavam um pouco cansados da obviedade destes vinhos - parece que não só a Argentina como outros países sul-americanos, começam a perceber um outro caminho para seus vinhos, sem aquele famoso efeito "Coca-Cola" - isto quer dizer: vinhos muito parecidos, muito iguais.
Será que nossos hermanos estão reencontrando o seu verdadeiro terroir? Pergunta difícil de responder, mas a verdade é que estão produzindo vinhos cada vez mais diversos, para um público igualmente mais diverso. Realidade que eu não imaginaria há 2 anos atráz.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer os agradáveis vinhos da Finca La Martina - produzido pela Bodega Casa Vinícola Reyter. Degustei os varietais Syrah, Malbec e Cabernet Sauvignon, todos da safra 2009. Todos os três muito interessantes, dentro das suas singularidades.
Mas o que mais me chamou atenção foi o varietal de Cabernet Sauvignon - seu púrpura límpido e brilhante com reflexos violáceos dão as boas vindas deste belo vinho. Aromas de frutas negras frescas inundam a taça a todo instante - ameixa e jaboticaba é o que predomina. Aos poucos vão surgindo aromas de especiarias doces como cravo e açucar mascavo. Na boca um pouco quente (14,9% de álcool), mas as frutas negras tem destaque aqui também. Taninos bem presentes mas sem agredir, estão muito bem trabalhados - e um final de boca fresco e longo.
Como disse no início trata-se de vinhos que surpreende, vale a pena conhecer toda linha Finca La Martina.
Os vinhos Finca La Martina são comercializados em Belo Horizonte pela Casa do Porto.
Será que nossos hermanos estão reencontrando o seu verdadeiro terroir? Pergunta difícil de responder, mas a verdade é que estão produzindo vinhos cada vez mais diversos, para um público igualmente mais diverso. Realidade que eu não imaginaria há 2 anos atráz.
Recentemente tive a oportunidade de conhecer os agradáveis vinhos da Finca La Martina - produzido pela Bodega Casa Vinícola Reyter. Degustei os varietais Syrah, Malbec e Cabernet Sauvignon, todos da safra 2009. Todos os três muito interessantes, dentro das suas singularidades.
Mas o que mais me chamou atenção foi o varietal de Cabernet Sauvignon - seu púrpura límpido e brilhante com reflexos violáceos dão as boas vindas deste belo vinho. Aromas de frutas negras frescas inundam a taça a todo instante - ameixa e jaboticaba é o que predomina. Aos poucos vão surgindo aromas de especiarias doces como cravo e açucar mascavo. Na boca um pouco quente (14,9% de álcool), mas as frutas negras tem destaque aqui também. Taninos bem presentes mas sem agredir, estão muito bem trabalhados - e um final de boca fresco e longo.
Como disse no início trata-se de vinhos que surpreende, vale a pena conhecer toda linha Finca La Martina.
Os vinhos Finca La Martina são comercializados em Belo Horizonte pela Casa do Porto.
Preço Especial - Tannat de Reserva Bodegas Carrau
Este excelente exemplar de Tannat uruguaio - pra mim um dos melhores preço qualidade deste país - é produzido com uvas com longo amadurecimento de videiras de idade avançada. O que proporciona um vinho sedoso e uniforme, com taninos agradáveis e sabores concentrados de frutas negras, tabaco e toques mineirais.
Tannat de Reserva é produzido em Cerro Chapéu, quase na fronteira com o Brasil, no Departamento de Rivera. Um terroir único - onde possui solos arenosos, de excelente drenagem, que ajudam na absorção da alta umidade, resultado da alta influência do Oceano Atlântico.
Sem sombra de dúvidas um ótimo vinho produzido pelos nossos visinhos uruguaios!
Preço especial: caixa com 6 garrafas - de R$478,00 por R$372,00
Mais informações: Zahil - Rex Bi Bendi:(31)3227-3009
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