Hoje tive a oportunidade de conhecer alguns belos exemplares de Brunello di Montalcino, na Casa do Porto SP. Foi um daqueles momentos de estar no lugar certo, na hora certa, pois não foi nada programado. Sai do curso Wine & Spirit Nível 3 e resolvi passar na loja para passar o tempo, e lá estavam se preparando para uma degustação de três Brunellos, sendo que dois deles ainda sem distribuição no Brasil.
Para quem não sabe, Brunello di Montalcino é um ícone italiano, produzido na região da Toscana com a uva Sangiovese - uva que geralmente produz vinhos com alta acidez, taninos potentes e com pouca fruta; mas que se torna excelentes quando prodizidos em boas mãos. Segunda a legislação italiana, um Brunello tem que ter no mínimo 5 anos de envelhecimento antes de sair para o mercado.
Os vinhos apresentados foram das vinícolas Mastro Janni (esta ainda não tem distribuição no Brasil) e Col D´Orcia (distribuida pela Casa do Porto).
E os vinhos degustados foram:
1. BRUNELLO DI MONTALCINO VIGNA SCHIENA D´ASINO DOCG 2004 - MASTRO JANNI (14,5%) - límpido, no tom rubi, bem brilhante, com boa intensidade e sem nenhum depósito. No aroma prevalece especerias tipo canela e pimenta do reino, que prevalece por mais tempo, tem um pouquinho de ameixa também, mas bem delicado. Na boca os taninos estão bem presentes, porém nada agrecivo. Acidez alta e o álcool também está bem evidente, mas tudo isto muito bem equilibrado com as frutas negras que aí se encontram e as especiarias. Tudo isto com um final prolongado e muito agradável. Achei o Brunello mais pronto entre os três degustados.
2. BRUNELLO DI MONTALCINO POGGIO AL VENTO RISERVA DOCG 2001 - COL D´ORCIA (14,0%) - límpido, rubi indo para um granada, sem nenhum sedimento. No nariz o primeiro ataque que veio foi de torrefação, que não acho muito comum para um Brunello, mas depois as especiarias secas, principalmente pimenta do reino prevaleceu, com um leve toque de ameixa preta no final. Na boca taninos marcantes, acidez bem alta, ótimo corpo, tudo isto em harmonia com a fruta negra e a pimenta que acabam prevalecendo. Apezar dos seus 9 anos de evolução, acho que este Brunello ainda não está nem perto do seu ápice, tendo ainda uma vida muito longa pela frente. Simlesmente um espetáculo!
3. BRUNELLO DI MONTALCINO OUR RUBY DOCG 2005 - MASTRO JANNI (14,5%) - este acabou de sair para o mercado. Se mostrou tímido, mas também, depois de dois "gigantes" como os degustados anteriormente não teria como ser diferente. Límpido, rubi, com boa intensidade e sem nenhum depósito. No aroma frutas maduras e especiarias se misturam. Na boca os taninos estão bem presentes, com uma boa acidez e o álcool bem evidente, mantendo a mesma linha das frutas maduras e especiarias do aroma. Tem um bom final, muito agradável.
E para finalizar, uma grapa de Brunello di Montalcino Mastro Janni - confeço que não conheço bem desta bebida, mas foi uma das mais agradáveis que já degustei.
E foi "só"! Espero que outra destas degustações cruzem o meu caminho em breve!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Bela Degustação Oferecida pela Zahil
Fiquei um bom tempo sem escrever no blog por alguns bons motivos: os restaurantes que tomam muito meu tempo, montagem da nova carta do Dádiva (que sai agora no início de novembro com boas novidades), estudos para o W-Set 3 e o mais doces dos motivos: minha filha Marie, que sempre que posso dedico algumas horas para esta principessa!
Mas durantes este período continuei participando de belas degustações oferecidas em BH, que diga-se de passagem não foram poucas. Mas uma que mereceu grande destaque foi a degustação oferecida pela Rex Bi Bendi - Zahil, não só pelos belos vinhos degustados, mas também pela linha que a degustação foi dirigida, num clima muito descontraído e muito agradável. Oque não é nenhuma surpresa quando as pessoas envolvidas na produção da mesma são tão atenciosas e carinhosas como o Pablo e a Cida, regido pela mais carinhosa ainda Dulce, que rege esta equipe com maestria.
Mas vamos ao que interessa: entre os vinhos degustados tinham alguns que já conhecia e foi ótimo poder confirmar o seu potencial. Nesta leva merecem destaque o tinto espanhol Áster Crianza 2003 (rico em aromas de frutas e especiarias doces, bem equilibrado na boca, e nota-se que evoluiu muito bem nestes seus primeiros 7 anos) que inclusive vai entrar na nova carta do Dádiva e o branco italiano Alisia Pinot Grigio 2008 (vinho com um belo frescor e descompromiçado - gosto de chamar este estilo de vinho de vinho de piscina - por se tratatar de um vinho fácil e para qualquer momento). Creio que este vinho será um dos mais vendidos na calçadado Dádiva neste verão.
Entre os que eu não conhecia a bela surpresa ficou por conta do tinto argentino Vista Flores Gran Malbec 2008 (apesar de ser feito sobre a consultoria de Michel Rolland, não se trata de um vinho com "efeito coca cola" - com taninos bem presentes e um bom equilibrio entre a madeira e fruta madura proveniente dos bons malbecs). - este também está na nova carta do Dádiva.
Entre os vinhos degustados, valeu apena degustar novamente misterioso italiano Gravner Rinolla 2000. Vinho que não consigo decifrar, sinceramente continua sendo uma incógnita pra mim!
Parabéns para toda equipe Rex Bi Bendi-Zahil por esta bela degustação! E espero que repitam a dose em breve!!!
Mas durantes este período continuei participando de belas degustações oferecidas em BH, que diga-se de passagem não foram poucas. Mas uma que mereceu grande destaque foi a degustação oferecida pela Rex Bi Bendi - Zahil, não só pelos belos vinhos degustados, mas também pela linha que a degustação foi dirigida, num clima muito descontraído e muito agradável. Oque não é nenhuma surpresa quando as pessoas envolvidas na produção da mesma são tão atenciosas e carinhosas como o Pablo e a Cida, regido pela mais carinhosa ainda Dulce, que rege esta equipe com maestria.
Mas vamos ao que interessa: entre os vinhos degustados tinham alguns que já conhecia e foi ótimo poder confirmar o seu potencial. Nesta leva merecem destaque o tinto espanhol Áster Crianza 2003 (rico em aromas de frutas e especiarias doces, bem equilibrado na boca, e nota-se que evoluiu muito bem nestes seus primeiros 7 anos) que inclusive vai entrar na nova carta do Dádiva e o branco italiano Alisia Pinot Grigio 2008 (vinho com um belo frescor e descompromiçado - gosto de chamar este estilo de vinho de vinho de piscina - por se tratatar de um vinho fácil e para qualquer momento). Creio que este vinho será um dos mais vendidos na calçadado Dádiva neste verão.
Entre os que eu não conhecia a bela surpresa ficou por conta do tinto argentino Vista Flores Gran Malbec 2008 (apesar de ser feito sobre a consultoria de Michel Rolland, não se trata de um vinho com "efeito coca cola" - com taninos bem presentes e um bom equilibrio entre a madeira e fruta madura proveniente dos bons malbecs). - este também está na nova carta do Dádiva.
Entre os vinhos degustados, valeu apena degustar novamente misterioso italiano Gravner Rinolla 2000. Vinho que não consigo decifrar, sinceramente continua sendo uma incógnita pra mim!
Parabéns para toda equipe Rex Bi Bendi-Zahil por esta bela degustação! E espero que repitam a dose em breve!!!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
"UM DIA DE ENÓLOGO DOS ESPUMANTES CAVE GEISSE"
Ontem, à convite da equipe da Casa do Porto BH, tive uma experiência formidável: degustar quatro espumantes Cave Geisse Brut - um corte de Chardonnay 70% e Pinot Noir 30%, com licor de dosagem diferentes, para identificar qual seria o mais agradável para o nosso paladar. Esta expetacular iniciativa da Vinícola Cave Geisse, pra mim um dos melhores produtores de espumantes da América do Sul, para não dizer o melhor, tem como objetivo decidir qual será o percentual de açúcar da Cave Geisse Brut 2009, de acordo com a votação de profissionais e consumidores das principais capitais brasileiras.
O Sr. Carlos, representante da vinícola, nos apresentou os quatro exemplares às cegas, e os profissionais presentes tinham que votar naquela que era a mais agradável. A primeira a ser degustada tinha 6 gr. de açúcar, a segunda 10 gr., a terceira, uma espécie de pegadinha tinha apenas 4 gr. (menos que o mínimo exigido para ser um brut) e a quarta 8 gr. de açúcar.
A escolhida por mim e mais 3 profissionais de um total de 8 presentes foi a primeira, com 6 gr. de açúcar. Entendo simplesmente que esta deixava a boca mais limpa, provavelmente mais "gastronômica" - apesar de não gostar de usar este termo para nenhum vinho - pois acredito que todos sejam gastronômicos. Mas é importante reçaltar que a diferença entre elas é muito pequena.
Parabéns à Vinícola Cave Geisse pela iniciativa, e pela Casa do Portopor abraçar este tipo de evento.
O público de BH só tem a agradecer!
O Sr. Carlos, representante da vinícola, nos apresentou os quatro exemplares às cegas, e os profissionais presentes tinham que votar naquela que era a mais agradável. A primeira a ser degustada tinha 6 gr. de açúcar, a segunda 10 gr., a terceira, uma espécie de pegadinha tinha apenas 4 gr. (menos que o mínimo exigido para ser um brut) e a quarta 8 gr. de açúcar.
A escolhida por mim e mais 3 profissionais de um total de 8 presentes foi a primeira, com 6 gr. de açúcar. Entendo simplesmente que esta deixava a boca mais limpa, provavelmente mais "gastronômica" - apesar de não gostar de usar este termo para nenhum vinho - pois acredito que todos sejam gastronômicos. Mas é importante reçaltar que a diferença entre elas é muito pequena.
Parabéns à Vinícola Cave Geisse pela iniciativa, e pela Casa do Portopor abraçar este tipo de evento.
O público de BH só tem a agradecer!
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
VINHOS DOCES NATURAIS - VERDADEIROS NECTARS A SEREM EXPLORADOS
Há controvérsias no que diz respeito ao verdadeiro sentido da expreção "Vin Doux Naturel" - ou simplesmente vinho doce natural. Mas no resumo da obra, podemos dizer que são aqueles vinhos onde a concentração de açúcar é tão grande, que as leveduras responsáveis pela fermentação morrem envenenadas pelo próprio álcool, bem antes de todo o açúcar ter sido convertido em álcool. Em algumas pesquisas que andei fazendo, não consideram o Vinho do Porto ou o Jerez por exemplo como Vin Doux Naturel, porque no seu processo há a adição da água ardente vínica. Em outras literaturas consideram estes estilos de vinhos como Vin Doux Naturel, mesmo com a adição de um segundo elemento, neste caso a água ardente vínica.
Mas controvérsias a parte, os vinhos doces naturais são verdadeiros nectars a serem explorados. São vinhos muito ricos de história e de uma riqueza na taça que só eles alcançam! Geralmente são produzidos com as uvas Moscadelle, Macabeo e Grenache e entre as várias regiões que produzem este estilo de vinho pelo mundo podemos destacar Priorato e Terra Alta na Espanha e Banyuls e Maury na França - provavelmente em Maury foi onde toda esta história começou, pois há relatos deste estilo de vinho desde o século XIII.
Recentemente tive a oportunidade de degustar um destes nectar; trata-se do Domaine Galvet - Thunevin Vin Doux Naturel 2004. Um A.O.C Maury com 16% de álcool que mesmo muito novo já está um encanto. Todas as pessoas que degustaram este nectar foram unânimes em citar sua doçura extremamente agradável e sua elegância - muito diferente dos vinhos de sobremesa que estavam acostumados. Seus aromas de amora em compota e ameixa super madura (comum de se encontrar no vinho do porto) era quebrado por aroma de bala de café muito agradável! Na boca estava um veludo, com o toque de amora e ameixa prevalendo bem uniforme com o açúcar residual. Evoluindo para um mentolado bem agradável. Creio que este vinho possa evoluir muito bem nos próximos 15 anos.
Para os amantes dos belos vinhos de plantão aí vai uma dica: vale muito a pena conhecer este fantástico mundo dos Vinhos Doces Naturais, e o Domaine Galvet - Thunevin é apenas um exemplo.
Você pode encontrar o Domaine Galvet Thunevin Vin Doux Naturel na Casa do Porto Vinhos Finos ((31)3286-7077).
sábado, 4 de setembro de 2010
VISITA DE EDOARDO MONTRESOR EM BELO HORIZONTE
Belo Horizonte recebeu na última semana, a célebre visita de Edoardo Montresor, responsável pela Cantine Giacomo Montresor Company, uma das vinícolas mais importantes localizadas na cidade de Verona na região do Vêneto.
Edoardo faz parte da quarta geração da familha envolvida na produção de vinhos finos, que foi fundada na Itália na segunda metade do século XIX. Porém a familha já trabalhava com produção de vinhos desde o século XVI, mas ainda instalados na França, na região de Louir.
Na ocasião, a Fine Food distribuidora oficial dos vinhos Montresor no estado de Minas Gerais junto com a Importadora Cantu - responsável por trazer estas pedras preciosas para o Brasil, ofereceu um almoço para profissionais na Churrascaria Fogo de Chão, numa degustação pra lá de especial apresentada pelo próprio Edoardo.
Na ocasião foram apresentados os seguintes vinhos:
1. Vidussi Collio Pinot Grigio 2008 - ótima forma de começar uma refeição - um Welcome Drinck perfeito! Frescor exuberante, com aromas florais intenso (principalmente jasmim), evoluindo para um toque delicado de limão. O típico "vinho branco de piscina" - muito agradável para as tardes quentes do verão brasileiro!
2. Captel Della Crosara Valpolicella Ripasso D.O.C 2008 - pra mim a grande surpresa da tarde! Merece grande destaque no quesito preço-qualidade. Um misto de uvas frescas e uvas passificadas, que deixa no vinho um aroma marcante de ameicha desidratada com um toque terroso. Com um tempo na taça evolui muito bem para um mentolado passando por um caramelo até chegar numa madeira tostada bem agradável. Na boca, os taninos são marcantes com uma leve glicose residual no seu final, que o torna muito interessante! Como disse o próprio Edoardo, um típico vinho do Vêneto - inconfudível!
3. Campo Madonna Del Veneto I.G.T 2007 - um interessante 100% Cabernet Sauvignon produzido no Vêneto. Trata-se de um vinho muito agradável e elegante, com aromas de frutas vermelhas em compota e um leve toque de canela e pimenta do reino. Na minha opnião um pouco atípico para o Vêneto, mas muito agradável!
4. Amarone Della Valpolicella Giacomo Montresor D.O.C 2006 - dispensa apresentações maiores! O próprio vinho se apresenta por si só, como o bom e velho Amarone deve ser! Se demostrou tímido e fechado no início, mas também. por ser de uma safra recente não poderia ser diferente. Mas dando o devido tempo na taça se mostra um vinho muito complexo e riquícimo em aromas, vai do abitual aroma de ameixa e uvas passas, evoluindo para um tabaco, pimenta, e um leve defumado. Não teria como fechar esta tarde tão agradável de melhor forma!
Vida longa ao Edoardo Montresor e toda familha Cantu e Fine Food, que nos proporcionou esta tarde tão agradável!
Mais informações sobre os vinhos e todo portifólio da Fine Food com a Ana Paula Diniz ((31)9907-4727 ou (31)8876-0694).
Edoardo faz parte da quarta geração da familha envolvida na produção de vinhos finos, que foi fundada na Itália na segunda metade do século XIX. Porém a familha já trabalhava com produção de vinhos desde o século XVI, mas ainda instalados na França, na região de Louir.
Na ocasião, a Fine Food distribuidora oficial dos vinhos Montresor no estado de Minas Gerais junto com a Importadora Cantu - responsável por trazer estas pedras preciosas para o Brasil, ofereceu um almoço para profissionais na Churrascaria Fogo de Chão, numa degustação pra lá de especial apresentada pelo próprio Edoardo.
Na ocasião foram apresentados os seguintes vinhos:
1. Vidussi Collio Pinot Grigio 2008 - ótima forma de começar uma refeição - um Welcome Drinck perfeito! Frescor exuberante, com aromas florais intenso (principalmente jasmim), evoluindo para um toque delicado de limão. O típico "vinho branco de piscina" - muito agradável para as tardes quentes do verão brasileiro!
2. Captel Della Crosara Valpolicella Ripasso D.O.C 2008 - pra mim a grande surpresa da tarde! Merece grande destaque no quesito preço-qualidade. Um misto de uvas frescas e uvas passificadas, que deixa no vinho um aroma marcante de ameicha desidratada com um toque terroso. Com um tempo na taça evolui muito bem para um mentolado passando por um caramelo até chegar numa madeira tostada bem agradável. Na boca, os taninos são marcantes com uma leve glicose residual no seu final, que o torna muito interessante! Como disse o próprio Edoardo, um típico vinho do Vêneto - inconfudível!
3. Campo Madonna Del Veneto I.G.T 2007 - um interessante 100% Cabernet Sauvignon produzido no Vêneto. Trata-se de um vinho muito agradável e elegante, com aromas de frutas vermelhas em compota e um leve toque de canela e pimenta do reino. Na minha opnião um pouco atípico para o Vêneto, mas muito agradável!
4. Amarone Della Valpolicella Giacomo Montresor D.O.C 2006 - dispensa apresentações maiores! O próprio vinho se apresenta por si só, como o bom e velho Amarone deve ser! Se demostrou tímido e fechado no início, mas também. por ser de uma safra recente não poderia ser diferente. Mas dando o devido tempo na taça se mostra um vinho muito complexo e riquícimo em aromas, vai do abitual aroma de ameixa e uvas passas, evoluindo para um tabaco, pimenta, e um leve defumado. Não teria como fechar esta tarde tão agradável de melhor forma!
Vida longa ao Edoardo Montresor e toda familha Cantu e Fine Food, que nos proporcionou esta tarde tão agradável!
Mais informações sobre os vinhos e todo portifólio da Fine Food com a Ana Paula Diniz ((31)9907-4727 ou (31)8876-0694).
SEGUNDO PONTA DE ESTOQUE 2010 - CASA DO PORTO BELO HORIZONTE
Começou ontem (03 de setembro) o Segundo Ponta de Estoque da Casa do Porto - Belo Horizonte.
Oportunidade única para aqueles que curtem um bom vinho para comprá-los por preços bem mais acessíveis.
Desta vez, a turma da Casa do Porto caprichou nos vinhos da Ponta de Estoque - que não é nenhuma novidade! Entre toda lista me chamaram a atenção os seguintes vinhos: Quinta de Ramozeiros Reserva 2001 - Douro, Portugal (de R$160,00 por R$112,00); Valduero Reserva 1998 - Ribeira del Duero, Espanha (de R$214,20 por R$149,94) e o Pompeiano 2000 - Campania, Itália (de R$93,00 por R$65,10) - este último tive a oportunidade de degustar a uns três meses atrás e estava simplesmente soberbo. Bem característico dos vinhos do sul da Itália, mas com uma vantagem, os 10 anos de evolução deram uma "amançada" no vinho - tornando um vinho de personalidade forte (como geralmente são os vinhos desta região) e com muita elegância!
Para os apreciadores dos bons vinhos, que resolveram ficar pela capital mineira durante o feriadão, é uma oportunidade única de adiquirir belos vinhos por preços bem acessíveis! O Segundo Ponta de Estoque 2010 acontece nos dias 03, 04 e 06 de setembro.
Oportunidade única para aqueles que curtem um bom vinho para comprá-los por preços bem mais acessíveis.
Desta vez, a turma da Casa do Porto caprichou nos vinhos da Ponta de Estoque - que não é nenhuma novidade! Entre toda lista me chamaram a atenção os seguintes vinhos: Quinta de Ramozeiros Reserva 2001 - Douro, Portugal (de R$160,00 por R$112,00); Valduero Reserva 1998 - Ribeira del Duero, Espanha (de R$214,20 por R$149,94) e o Pompeiano 2000 - Campania, Itália (de R$93,00 por R$65,10) - este último tive a oportunidade de degustar a uns três meses atrás e estava simplesmente soberbo. Bem característico dos vinhos do sul da Itália, mas com uma vantagem, os 10 anos de evolução deram uma "amançada" no vinho - tornando um vinho de personalidade forte (como geralmente são os vinhos desta região) e com muita elegância!
Para os apreciadores dos bons vinhos, que resolveram ficar pela capital mineira durante o feriadão, é uma oportunidade única de adiquirir belos vinhos por preços bem acessíveis! O Segundo Ponta de Estoque 2010 acontece nos dias 03, 04 e 06 de setembro.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
OS GRANDES VINHOS SE APRESENTAM QUANDO VOCÊ MENOS ESPERA...
Terça-feira, 31 de agosto de 2010, estava eu na labuta no restaurante O Dádiva. Início de semana que antecede feriadão (e isto é sinônimo de BH vazia), final de mês... todos os elementos conspiravam para uma noite sem muito trabalho, de casa vazia e sem nada para acrescentar para o nosso dia-a-dia...
Eis que surgem 4 senhores de terno e gravata, que pelo jeito havia acabado de chegar de viagem e se acomodam para jantar. E que jantar! Um jantar de 5 atos, que nem o sommelier mais otimista imaginaria se deparar numa noite tão pacata como esta!
Primeiro Ato: um deles pede a carta de vinhos e pergunta para os outros o que gostariam de beber, e foram unânimes em começar por uma champagne. A bola da vez foi a Ruinart Blanc de Blancs Brut. E a champagne se apresentou extremamente elegante, com a perlagem constante como deve ser e com belo frescor e ótima persistência. No início, aquele famoso aroma de fermento de pão tomava conta da taça, depois foi dando espaço para haromas florais e de frutas brancas maduras. Uma ótima forma de começar a noite com chave de ouro!
Segundo Ato: quando estavam na metade da garrafa de champagne um dos senhores pediu sua bolsa. E com a mesma facilidade que um mágico tira um coelho de dentro de uma cartola, ele saca de sua bolsa um simples e singelo La Grande Cave Corton Grand Cru Rognet 1992 e pede para que eu resfriasse o mesmo para fazer o serviço. E voilá... o vinho demostrava traços de evolução, mas muito saudável para idade. Já de cara demostrava aromas de framboesa fresca, açúcar mascavo, canela e um leve toque de pimenta branca, evoluindo para um leve mentolado e ervas em geral. Simplesmente fantástico! Na boca simplesmente um veludo, com um agradável retrogosto com notas defumadas e especiarias doces. O senhor que tirou o coelho da cartola, ou melhor, o vinho de dentro da bolsa, disse que tinha mais 5 dessas garrafas, mas a que ele havia degustado na França estava melhor (como já havia dito, não só o conteúdo da taça, mas tudo que está em sua volta, o universo ao seu redor conta muito para um vinho se tornar um Rex Vinorum). E olha que nesta altura do campeonato ainda estavam no couvert.
Terceiro Ato: pedem o cardápio e carta de vinhos novamente. Os pratos foram bem variados: de Bacalhau Confit à Tornedor ao molho de trufas com Risotto de 5 Cogumelos. Não havia como ter um vinho para harmonizar com toda esta variedade gastronômica. Entre uma sugestão e outra dadas por este que vos escreve, decidiram pelo tinto português da região do Douro Crooked Vines 2005. Trata-se de um Douro de pedigree. Rubi intenso, muito brilhante, sem nenhum indício de evolução. Os aromas passam de aceto balsâmico, frutas negras em compota, toque de especiarias doces, madeira tostada evoluindo para um tabaco e caixa de charuto. Na boca os taninos são firmes, porém em equilibrados com o retrogosto num misto de pimenta e canela. Muito diferente e muito envolvente. Ponto para quem optou pelo Tornedor Trufado!
Quarto e Quinto Ato: estes dois últimos atos se misturam , mas sem perder a importância de ambos: pediram uma meia garrafa do Sauternes Cuvée du Bontemps 1999 e uma meia garrafa do Vinho do Porto Portal Vintage 2003. O Sauternes estava um verdadeiro mel, extremamente agradável. Só a cor que mostra uma certa idade avançada, mas na taça estava perfeito. O Vintage se demostrou rebelde e ao mesmo tempo tímido, muito longe do seu ápice, mas já demostra ser um grande vinho.
É por uma destas que eu digo que os grandes vinhos se apresentam quando você menos espera!
Saúde!
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